Se você é nacionalista, nutrindo ódio dos argentinos, não leia este texto, pois provavelmente não irá gostar do seu conteúdo. Mas se você souber entender que os “hermanos” são melhores que nós em certos aspectos e nós somos melhores que eles em certos pontos, veja esse vídeo introdutório e se arrepie.
A nação argentina sabe viver o futebol, sabe amar esse esporte acima de tudo, sabe torcer com um frenesi enlouquecedor que move 11 seres humanos dentro de um gramado, sabe empurrar uma seleção ou agremiação de uma maneira assustadora para os adversários.
Este vídeo publicitário sobre a Copa do Mundo e a mítica da Argentina relata o sentimento de nossos vizinhos para o evento mais importante do país. E nós? O que fazemos? Fazemos uma propaganda de apoio insignificante de uma tartaruga ou caranguejo brincando com uma latinha de cerveja.
Isso não emociona ninguém e não trás nenhum sentimento, somente vende uma ideologia “engraçada” imposta por uma marca. A empresa midiática criadora do comercial argentino deve ter, com toda certeza, seus interesses ideológicos, mas passando um anseio que mexe com o subconsciente das pessoas, de tal maneira que o consciente logo percebe toda a mensagem.
A mídia brasileira não sabe valorizar e explorar o melhor das massas, apenas se limitando a vender seus produtos de forma esdrúxula, além de exagerar em uma rivalidade que ultimamente se limita as datas dos jogos entre os dois países, tanto no âmbito de clubes ou seleções, pois muitos jogadores atuam nos mesmos times no velho continente e são amigos.
O último episódio ridículo aconteceu na época da segunda semifinal da Champions League, entre Barcelona e Internazionale de Milão, onde a RGT extrapolou na rivalidade, tanto nos telejornais, web e na transmissão do jogo, mostrando um duelo entre Lúcio (Brasil) e Messi (Argentina), sendo que isso pouco importava no enredo desse grande clássico, além do narrador enfatizar o “estranhismo” de brasileiros e argentinos jogando lado-a-lado.
Um TCC sobre como a mídia influência essa realidade foi realizado com entrevista à jornalista dos dois lados da moeda. Veja um techo:
No meio de toda essa bagunça gerada pela mídia, a torcida brasileira vem tentando copiar a “inchada hermana”, porém nunca conseguirá. O “Es cultural” que um ator comenta sobre os “inchas” retrata o modo como nossos vizinho são únicos neste quesito, mesmo com toda a devoção dos ingleses, inventores do futebol.
A “inchada” vai para “El Mundial” incentivada com os dizeres: “Es increible. Tiran um millón de papelitos, cada vez que sale el equipo. Es cultural” e “Allá, no importa si van ganando o perdiendo, los tipo cantan igual”.
E nós com meros comerciais que ostentam a marca e não a nação.
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terça-feira, 4 de maio de 2010
Por que a Argentina vive o futebol e o Brasil não?
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