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terça-feira, 11 de maio de 2010

Coerência? Só com ele mesmo!

A tão esperada lista de convocados para a Seleção brasileira que disputará a Copa do Mundo de 2010 veio sem grandes surpresas. A maior novidade foi o atacante Grafite, que ficou com a vaga de Adriano. Nas demais posições, tudo o que já era imaginado. E sem a presença dos jogadores aclamados pelo público: Ronaldinho Gaúcho, Ganso e Neymar.

A palavra para justificar a lista de Dunga (foto) foi coerência. E isso ninguém pode contestar. Chamou os jogadores que estiveram em suas convocações, que trabalharam com o treinador nos quatro anos de preparação. A expectativa era por algumas novidades, mas Dunga bancou os nomes que sempre estiveram ao seu lado.

A coerência, porém, passou longe de ser com o futebol brasileiro. O clamor popular era grande pela convocação de jogadores como Roberto Carlos, Ronaldinho Gaúcho, Ganso e Neymar. Aclamados com toda razão, diga-se de passagem. Os meninos da Vila encantaram o país com as atuações pelo Santos. A presença de ao menos um deles era esperada. Provavelmente o meia Ganso.

A injustiça, para mim, mora aí. Ganso surgiu ao lado do badalado Neymar. Mas ganhou destaque com assistências perfeitas, passes inesperados, uma grande inteligência para jogar futebol. É um craque de verdade! Fará falta à Seleção, ao menos como uma opção no banco.

Não consigo acreditar na convocação de Doni, reserva na Roma, e a ausência de Victor, do Grêmio, que vem fechando o gol. Felipe Melo, Gilberto Silva e Kleberson também não estariam presentes em minha lista, assim como o limitado Júlio Baptista, também reserva na Itália.

Uma lista coerente com os princípios de Dunga, mas que passa longe de agradar em cheio ao povo brasileiro. Agora basta apoiar e torcer para que as escolhas do treinador justifiquem a lealdade do comandante!

Goleiros

Júlio César: melhor goleiro do mundo na atualidade defendendo a Inter de Milão (ITA). Inquestionável!
Levaria?: sim, sem dúvidas!

Gomes: ótima temporada pelo Tottenham (ING), que vai à Champions League no ano que vem.
Levaria?: sim, é um bom suplente.

Doni: reserva de outro brasileiro (Júlio Sérgio, ex-Santos) na Roma. Não atuou na temporada e, mesmo assim, segue com vaga garantida.
Levaria?: não, sem chance. Iria de Victor, que anda fechando o gol gremista no Brasil.

Laterais

Maicon: está jogando muito na Inter de Milão (ITA) e é o melhor lateral-direito em atividade.
Levaria?: sim, sem dúvidas!

Daniel Alves: infelizmente reserva de Maicon, mas també está jogando muito no Barcelona (ESP). Deve conseguir uma vaga entre os volantes brucutus durante o torneio.
Levaria?: sim, sem dúvidas!

Gilberto: joga como meia no Cruzeiro, tem uma idade avançada e não tem se destacado a ponto de ser convocado.
Levaria?: não, temos opções muito melhores. Eu levaria Roberto Carlos, do Corinthians, como titular.

Michel Bastos: bom jogador. Surgiu como lateral, mas está jogando quase como ponta direita no Lyon (FRA). Ou seja, do outro lado do campo.
Levaria?: não. Levaria o Marcelo, do Real Madrid (ESP), que voltou a jogar bem.

Zagueiros

Lúcio: um monstro na Inter de Milão (ITA) e capitão da Era Dunga. Com justiça!
Levaria?: sim, sem dúvidas!

Juan: bom zagueiro, sempre constante na Roma (ITA), mas sempre atrapalhado por lesões.
Levaria?: sim, dependendo da constância de atuações e lesões.

Luisão: é bom jogador no Benfica (POR), representou quando foi convocado, mas acho que temos melhor opções.
Levaria?: não. Eu levaria o Miranda, do São Paulo, que é um excelente zagueiro.

Thiago Silva: bela temporada no Milan (ITA), conquistando os críticos italianos.
Levaria?: sim, belo jogador, com potencial para ser titular.

Meio-campo

Felipe Melo: péssima temporada pela Juventus (ITA). Ganhou o prêmio de pior contratação na Itália. Mas é fiel ao estilo Dunga e conseguiu a vaga.
Levaria?: não, jamais. Jogador limitadíssimo e violento. Eu apostaria até no Pierre, do Palmeiras, bom marcador.

Gilberto Silva: praticamente esquecido no Panathinaikos (GRE), faz o arroz com feijão. Muito mal feito, diga-se de passagem.
Levaria?: não, não tem mais bola pra Seleção. Eu levaria o Hernanes, do São Paulo, que tem muita qualidade técnica.

Josué: mais um dos intermináveis volantes da lista. Bom na marcação no Wolsburg (ALE), mas nada demais.
Levaria?: poderia até ser um reserva, mas acho que temos opções mais válidas, como Lucas, do Liverpool (ING) ou até o Christian (ex-Corinthians), hoje no Fenerbahce (TUR).

Ramires: surgiu bem no Cruzeiro e foi bem no Benfica (POR). Só acho que pode jogar um pouco mais recuado, já que não é um meia de criação.
Levaria?: sim, mas como volante, não como meia.

Elano: bom jogador, mas de reserva na Inglaterra foi jogar no Galatasaray (TUR), onde está bem esquecido. Mesmo exemplo do Ramires, poderia até ir, mas jogando como volante.
Levaria?: poderia até ir. Mas eu levaria um jogador mais ofensivo, talvez o Alex, do Fenerbahce (TUR).

Kleberson: soa praticamente como uma piada. Reserva no Flamengo, com vaga na Seleção. Coisas que não dá para entender.
Levaria?: não, jamais. Levaria um meia que pudesse decidir jogos, mudar o estilo de jogo da Seleção. Levaria um craque, chamado Paulo Henrique, de apelido Ganso, do Santos.

Kaká: apesar da lesão, é titular do Real Madrid e jamais poderia ficar de fora da Copa.
Levaria?: sim, sem dúvidas!

Júlio Baptista: reserva na Roma (ITA), ainda agradece a Deus pela Copa América, onde fez um golaço na final contra a Argentina. Isso o garantiu na Copa.
Levaria?: não, jamais. Jogador bem limitado. Chamaria o Ronaldinho Gaúcho, que recuperou o bom futebol e, mesmo não sendo mais o melhor do mundo, pode desequilibrar.

Atacantes

Luís Fabiano: fabuloso goleador do Sevilla (ESP), que conquistou a camisa 9 da Seleção e não largou mais.
Levaria?: sim, sem dúvidas!

Robinho: voltou ao Santos e deu sorte de cair num time pronto, repleto de bons jogadores. Voltou a jogar bem. Além disso, é o jogador de confiança de Dunga.
Levaria?: sim, sem dúvidas!

Nilmar: bom jogador, faz seus gols pelo Villarreal (ESP), mas acho que não tenha o apelo exigido para ser atacante da Seleção.
Levaria?: poderia até ser uma opção, mas eu levaria outro. Acho que Alexandre Pato, do Milan (ITA), é mais jogador. E com muito futuro.

Grafite: contestado na época de São Paulo, evoluiu muito na Europa. Fez duas ótimas temporadas pelo Wolsburg (ALE), mas por favor, nada que o credencie a jogar uma Copa do Mundo pelo Brasil.
Levaria?: não, jamais. Adriano, do Flamengo, com todos os seus problemas pessoais, é muito mais decisivo, mais importante e mais jogador!

segunda-feira, 8 de março de 2010

"Quem nunca saiu na mão com a mulher?"

Em pleno Dia Internacional da Mulher, esta pergunta feita pelo goleiro Bruno, do Flamengo, sacodiu a mídia brasileira, a ponto de estampar diversas capas de jornais e pautar quase todos os programas esportivos de televisão.

A polêmica surgiu quando o arqueiro rubro-negro tentou defender o companheiro Adriano por sua ausência nos treinos do Flamengo. Após brigar com a noiva, o atacante desfalcou o time no último sábado, na vitória sobre o Resende, por 4x0, e não jogará pela Taça Libertadores na próxima quarta-feira, contra o Caracas.

Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher. O ditado, também usado por Bruno, é antigo e faz sentido. Até o momento da agressão. Não é normal um jogador de futebol sair na mão com um colega de profissão, um companheiro de time, o que dirá de uma mulher?

Os mais ponderados dirão que foi um erro de expressão. O goleiro jamais quis dizer isso. Outros atacarão Bruno, citando inclusive um caso, ocorrido em 2008, em que o nome do arqueiro esteve envolvido com agressão à prostitutas, em uma festa promovida pelos jogadores do Flamengo na época.

Fato é que o ambiente do atual campeão brasileiro não está nada bom. Sem Petkovic, que está na reserva e nada feliz com a condição, o Flamengo já não demonstrava o mesmo brilho de 2009. Agora, com a crise envolvendo Adriano, resta saber se o time rubro-negro terá força para brigar pelos títulos.

E que a força seja demonstrada apenas dentro de campo. E não para sair na mão com ninguém!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Hora de rever os conceitos


Após a vergonhosa goleada para o São Caetano, o técnico Muricy Ramalho (foto) foi demitido do Palmeiras. O badalado treinador perdeu o emprego pela segunda vez em apenas um ano, fato raro na carreira recente do comandante, que foi campeão brasileiro três anos consecutivos.

O conhecimento e as conquistas de Muricy são inegáveis. O bordão “aqui é trabalho, meu filho” fez sucesso em sua passagem pelo São Paulo e explica bastante a forma do treinador comandar suas equipes. Times quadrados, com forte vocação defensiva e uma queda quase irresistível para os cruzamentos na área adversária.

Teve muito sucesso no Internacional, sendo vice-campeão brasileiro em 2005. No ano seguinte, o Colorado conquistou a Libertadores e o Mundial, praticamente com o mesmo time e sob o comando de Abel Braga. Mudou-se para o São Paulo no início de 2006, onde conquistou três títulos nacionais, mas falhou quando o assunto era Libertadores, obsessão pelos lados do Morumbi.

Deixou o Tricolor amado por boa parte da torcida, admiradora de sua raça no comando do time, e odiado por uma menor parcelada, que criticava o estilo de jogo e a falta de variação nas jogadas. No fim, com sua ida ao rival Palmeiras, perdeu grande número de fãs que ainda restavam no São Paulo.

Talvez tenha chegado a hora de Muricy rever suas preferências. A defesa não é o melhor ataque, mesmo que as vezes dê certo. O cruzamento não é a única solução ofensiva. A soberba do “eu sou bom mesmo” já passou dos limites e diz muito pouco sobre suas qualidades. E isso sem falar da forma estúpida de responder aos jornalistas.

Por isso, Muricy, é um bom tempo para repensar sua tática, suas atitudes e, principalmente, sua postura.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Eu sou você amanhã!


O atacante Robinho brilhou em sua reestréia pelo Santos. O gol de letra e a vitória no clássico contra o São Paulo chamaram a atenção de todo o Brasil. Mas o que realmente impressiona é a sintonia entre o Rei das Pedaladas e o jovem Neymar.


O bom futebol apresentado pela nova geração santista já empolgava, com Neymar e Paulo Henrique Ganso conduzindo o Peixe à liderança do Paulistão. A chegada de Robinho dá um brilho a mais à equipe, sensação deste começo de ano.


Mas antes mesmo da vinda do camisa 7, o Santos já mostrava estar no caminho certo. Principalmente pelo talento de Neymar, artilheiro do Campeonato Estadual, com 7 gols em 7 jogos. Além dos gols, o que chama atenção no jovem atacante é a habilidade. Dribles desconcertantes, jogadas inimagináveis, agora mais objetivo, sempre em direção ao gol adversário.


Neymar passou a ser temido pelos defensores. É um dilema na cabeça dos zagueiros. Não pode dar espaço ao jovem, mas se chegar mais forte, tem sérias chances de ser driblado (e humilhado). Se der espaço, ele deita e rola!


Vejo muito do Robinho no Neymar. A habilidade, o biotipo, o atrevimento. Em pouco tempo, o garoto de apenas 18 anos (recém-completos na última sexta-feira) estará brilhando no futebol europeu. Seguirá os passos de Robinho. Esperamos, apenas, que seja com mais sucesso que o Rei das Pedaladas.


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O sabor de um título

Quarta-feira o Mineirão foi palco da despedida de Juan Pablo Sorín do futebol. O lateral cabeludo, com jeitão brigador decidiu pendurar as chuteiras em um jogo entre seus dois clubes do coração: o Cruzeiro, equipe atual e onde marcou época em sua primeira passagem, e o Argentinos Juniors, local onde foi criado e deu os primeiros passos no futebol.


Mas não é isso que vim falar. Vim falar sobre o sabor de uma conquista, seja ela qual for. Muitos babacas vivem dizendo que "tal título não vale nada, o que vale é Libertadores, Mundial e bibibi". Pura balela!! Título é título. Título é emoção. Título é sentimento. É aquela hora de extravasar, comemorar.

Após sua primeira saída do Cruzeiro, Sorín escreveu uma carta para os torcedores. Nela, ele deixa clara a alegria de ser campeão, mesmo que esse título seja da... COPA SUL-MINAS. Sim. Isso mesmo.

Vale a pena ler.

"Há quatro meses conquistamos a Copa Sul Minas.

Há quatro meses fui embora do Cruzeiro

O texto abaixo escrevi para mim, porém, senti a necessidade de compartilhá-lo com vocês.

Simplesmente para que saibam a importância que tudo isso tem na minha vida.

Simplesmente para seguirmos juntos, apesar da distancia.

Hoje, estréio em meu novo time.

São muitas as expectativas e as vontades de sempre, mas esperando um dia retornar a minha segunda casa.

15:58 hs – Banderas en tu corazón (Bandeiras no teu coração)

Setenta e cinco mil caras esperando ver o Cruzeiro campeão.

Saímos rodeados de mascotes e crianças, que nos acompanham sempre com um sorriso.

Pegamos forte e corremos para o gramado.

Uma olhada rápida, mãos para o alto e as primeiras emoções.

Não é comum e é até anormal muitas camisas argentinas, celestes e brancas, no Brasil todas sentimentalmente distinguíveis.

Chegam as placas de homenagem.

Primeiro, do presidente.

Depois, da Máfia Azul e logo uma camisa inesquecível com o meia dúzia nas costas, assinada por todos os funcionários do clube.

A melhor homenagem, da cozinheira ao roupeiro, os encarregados da limpeza, até meus colegas, médicos, técnicos...

Vale ouro! Vale mais suor, ainda!

Sorteio a moeda da Fifa.

Deu branco e ganhei.

No segundo tempo, atacaremos junto ao grosso da nossa torcida.

Antes de começar toca o hino brasileiro.

Todos cantam e eu não. Procuro minha companheira e concentro-me em silêncio.

Observo a torcida e na arquibancada há uma bandeira argentina.

Que orgulho! Não posso acreditar. Onde estão meus amigos do bairro para contar-lhes?

Jogam balões para os céus com meu rosto estampado numa bandeira vertical.

É minha despedida, a parte da final. Contenho as lágrimas, soa o apito.

16h20 - Sarando as feridas

Meu Deus! Um choque forte, toco a sobrancelha.

Sangue. Puta que pariu! De novo?

Quarto corte na cabeça em dois anos e meio.

Queria jogar e o juiz reserva "canarinho" disse-me que não!

Quase pede minha substituição e disse-me que há muito sangue.

Peço-lhe por favor. Hoje, não me deixes de fora, irmão!

Ele não entende bem, mas me permite entrar e lá vou eu como um "papai smurf".

Serão seis pontos no intervalo, 0 a 0, com uma bola na trave e um susto forte.

17h40 - Oh meu pai, eu sou Cruzeiro meu pai...

Tira a camisa! Tira a camisa!

Parece uma bola perdida, mas sei que o Ruy vai ganhá-la.

O "cabeção," meu amigo e parceiro de quarto, vai tocá-la por um lado e buscá-la pelo outro (fez uma gaúcha, berra o locutor).

Entra na área e só rola para trás.

Não sei o que faço aí, a não ser confiar nele.

Não sei o que faço senão ir além do sonho da despedida e não há tempo para pensar.

Com três dedos e meio esquisitos de prima, com a sempre canhota bendita e a rede se mexe, é o mundo que explode, vem o delírio, a festa...

Não pode ser real. As cabecinhas que pulam descontroladas, a camisa voando na mão e um grito eterno, inesquecível, uma dança especial.

17h55 - Ah, eu tô maluco!

Bicampeão!

Faltam segundos e não existe sensação comparável como a de ser campeão.

Nos olhamos cúmplices com o Cris e rimos da conquista depois do esforço.

Somos irmãos, somos um punhado azul de raça inquebrantável, enquanto o pessoal na arquibancada baila, grita, goza e por fim estoura com o final.

Escuta-se um estrondo inconfundível.

Um abraço, dois, um milhão, a correria perdida, louca, entre pulos, festejos com cada companheiro, Toninho, Valdir, Tita e Bolinha, todos malucos.

De repente um cara me leva nas costas e damos a volta olímpica.

Não quero que isso termine e penso se pudesse parar o tempo nesse instante, mas não posso.

E aí, vou dando-me conta que também é o final para mim, que estou indo embora do meu time, da minha cidade, da minha gente.

Então, vem a enorme emoção e comemoro como sempre, desenfreado, sem limites, como se fosse a última vez.

Comemoro e cumprimento cada canto do maravilhoso Mineirão.

Despeço-me e quero abraçar a todos.

Quero que dêem a volta conosco, quero dizer-lhes que eles não sabem como necessitamos de todos aqui dentro.

Vejo as faixas e ainda não acredito.

Vejo os rostos de alegria e até hoje nada sai da minha mente.

Depois de tudo, a surpresa com a presença de minha mãe exatamente no Dia das Mães e é impossível não chorar. Finalmente, recebo a Copa tão desejada.

É bonito ser capitão.

É grandioso ser capitão do Cruzeiro e ser campeão.

Levantamos a taça, desfrutamos e saímos a oferecer aos milhares que estavam por todas as partes até o cansaço.

Imagino Minas.

Imagino Belo Horizonte.

Tudo se acaba e não podia ser tão perfeito.

Será que sonhei?

Nem um sonho seria tão incrível.

Estou partindo e pensando se algum outro dia serei tão feliz!"


Juan Pablo Sorín

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Comprometimento zero!

Que o atacante Borges (foto) não ficará no São Paulo em 2010 todo mundo sabe. Agora a dúvida para dirigentes, comissão técnica e torcedores é simples: como terminar o ano de 2009 sem grandes danos à relação clube-jogador?

Ontem, contra o Grêmio, o camisa 17 entrou no segundo tempo, no lugar do apagadíssimo Washington, e parecia estar com vontade. Aliás, vontade até demais. Em poucos minutos, levou cartão amarelo por uma entrada forte e, em seguida, foi expulso por agredir o volante Túlio.

O cartão vermelho desestabilizou o Tricolor paulista que, com um a menos, passou a se defender. O São Paulo ainda teve Dagoebrto e Jean expulsos. Mas ambos, diga-se de passagem, têm crédito com a torcida por estarem jogando bem.

Já o caso de Borges é mais complexo. O jogador anda sendo alvo de muitas especulações. Para uns, já tem um pré-contrato assinado com o rival Corinthians. Para outros, foi procurado pela Traffic, parceira do não menos rival Palmeiras. Outros bancam a ida do atacante para o próprio Grêmio.

O fato é que a cabeça do ex-matador, hoje apenas mais um reclamão, está longe do Morumbi. Independente do destino do atacante, é imprudente colocá-lo em campo. O jogador, que nunca foi unanimidade entre os torcedores, hoje é rejeitado pela imensa maioria. Cada erro será encarado como falta de vontade e, principalmente, de comprometimento.

Nesta reta final de Brasileirão, cada detalhe será importante e, por isso, não consideraria Borges uma opção para o São Paulo. Aliás, nem Borges e nem Hugo, que é outro que deixa o time no final do ano.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O enterro de Jason

Jason nunca morre. Certo? Quando trata-se do personagem Jason, famoso nos filmes de terror 'Sexta-Feira 13', pode ser que sim. Quando Jason remete ao São Paulo e sua campanha no Brasileirão de 2009, a afirmação perde toda sua veracidade.

Após a saída do técnico Muricy Ramalho e a chegada de Ricardo Gomes, o São Paulo emplacou uma boa sequência de vitórias, deixando a zona de perigo, chegando ao G-4 e sonhando com o título. Mas quando teve a chance de realmente colocar medo no líder Palmeiras, não o fez.

Primeiro, teve o confronto direto. Teve medo de atacar e preferiu o 0x0. Depois, foi fatalmente atingido pelo modesto Santo André. A hora era de atropelar o time do ABC paulista, mas Jason fraquejou. Fez um gol, achou-se dono da situação e permitiu o empate. Perdeu a chance de passar o líder, mesmo que apenas momentaneamente.

Depois, parecia que Jason reagiria. Com dois a menos fora de casa, conseguiu uma importante virada contra o Náutico. Mas a reação ficou apenas na impressão. Ainda ressentido, o vilão viria a falecer uma semana depois, em sua própria casa, embora seus fãs acreditassem que ele ainda estaria vivo. Um novo empate amargo com o Coritiba. Nova chance desperdiçada de encostar no Palmeiras.

No último sábado, Jason foi oficialmente enterrado. Novamente em seus domínios, perdeu para o Atlético-MG e viu as chances de título irem por água abaixo. E não apenas pela pontuação, já que o Palmeiras consegue ser tão incompetente quanto o São Paulo, mantendo os 5 pontos de diferença. Mas porque o futebol apresentado passa longe, muito longe, de assustar os adversários.

Os fatores são diversos: jogadores descompromissados, falta de um armador com qualidade, inexistência de um centroavante eficiente... até o setor defensivo, antes exaltado, comete falhas bisonhas, dignas dos tempos de Jean e Júlio Santos. O mais lúcido meio-campista, Jean, joga improvisado na ala. O único que corre e produz é Dagoberto, com lampejos de bom futebol. Mas parece se influenciar com a ruindade de Borges, Washington, Hugo e companhia.

O melhor jogador tecnicamente tem apenas 18 anos. E todos têm medo de colocar o meia Oscar em campo, com receio (correta ou incorretamente) de queimá-lo, de ser cedo demais para o jovem assumir a responsabilidade. Enquanto isso, Jorge Wagner arma as jogadas, quase sempre com a malemolência que lhe é característica, de forma lenta e nada efetiva.

Matematicamente, o título é possível. Mas para quem acompanha de perto a saga de Jason, sabe que o final desta vez deverá ser feliz. Feliz para Palmeiras, Internacional, Atlético-MG, Flamengo ou Cruzeiro.

E se não abrir os olhos, nem Libertadores virá para 2010.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O campeão voltou?

Eliminação no Paulista. Lesão do capitão Rogério Ceni. Eliminação da Libertadores. Saída do técnico Muricy Ramalho. Proximidade da zona de rebaixamento no Brasileirão. Parecia que o São Paulo não sairia do buraco em 2009. Parecia...

A derrota para o então líder Atlético-MG foi a gota d'água para o elenco tricolor. Uma mudança no estilo de jogo, comandada pelo técnico Ricardo Gomes, e, principalmente, uma mudança de comportamento fizeram o São Paulo ressurgir.

Desde então, o Tricolor venceu o Santos, empatou fora de casa com o Inter, mesmo prejudicado pela arbitragem. Depois venceu Barueri, Grêmio e Vitória, pulando da 16ª para a 8ª posição. A sequência deu moral para o time, que já começa a sonhar com título, mesmo sendo algo muito distante.

Ainda é cedo e o São Paulo está 10 pontos atrás do líder Palmeiras. Mas o grito da torcida são-paulina, no Barradão, dizendo que "o campeão voltou", deve ter feito os adversários ligarem o sinal de alerta. Todos se lembram do que aconteceu em 2006, 2007 e 2008...

É difícil? Muito. Todos cravavam (inclusive o blogueiro que vos escreve) que o São Paulo passaria em branco em 2009. Mas eu, pelo menos, já não assino embaixo. O hepta é um sonho distante, mas volta a ganhar vida pelos lados do Tricolor.


quarta-feira, 29 de julho de 2009

Injustiça à mineira

Diego Tardelli, do Atlético-MG, foi convocado para a Seleção Brasileira no amistoso contra a poderosa Estônia, em agosto. O atacante foi a grande surpresa na lista de Dunga, que manteve a base campeã da Copa das Confederações.

Tardelli tem bons números em 2009. Foi artilheiro do Campeonato Mineiro, com 16 gols, e é vice no Brasileirão, com oito. Mas será que isso é o bastante para garantir uma vaga no escrete canarinho?

A convocação do atacante do Galo foge de todas explicações. Se fosse para chamar os destaques nacionais, por que não convocou os palmeirenses Pierre e Diego Souza, os corintianos Chicão e Elias, o gremista Souza, e tantos outros jogadores em boa fase no Brasil?

E mais: se fosse para dar uma chance para um atacante que atua no país, cadê a convocação de Kléber, do Cruzeiro? Foi o grande nome do time mineiro na Libertadores, aliando técnica e garra, com um estilo de jogo bem diferente de Nilmar, Pato e, por que não, Tardelli.

Kléber é vizinho mineiro de Tardelli e seria uma grande opção para jogos truncados, brigados. Contra Uruguais e Argentinas da vida. Enfim, por merecimento, o Gladiador está muito a frente do rival do Galo e merercia a convocação.

Talvez uma iminente transferência para a Europa explique a 'lembrança' de Dunga. Aliás, a vinda de Pedro Oldoni para o Galo reforça essa teoria.

Mas quem sou eu para desconfiar de tal "ajudinha" da Seleção?!?!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Coincidências na final da Libertadores?

Cruzeiro e Estudiantes (ARG) começam hoje a disputa pelo título da Libertadores, torneio mais importante do continente. E, para quem é ligado em coincidências ou superstições, o Cruzeiro deve tomar cuidado.

Pelo segundo ano seguido, os finalistas da competição saem do mesmo grupo da fase eliminatória. No ano passado, Fluminense e LDU (EQU) decidiram o torneio. O Flu tinha melhor campanha, assim como o time mineiro em 2009, e perdeu o título. Neste ano, o Cruzeiro fez 3x0 em Minas, mas foi goleado por 4x0 na Argentina.

A outra coincidência coloca o São Paulo na história. Este é o quarto ano seguido que o time paulista é eliminado por brasileiros. Tirando a primeira vez, em 2006, em que perdeu a final para o Inter, as outras duas tiveram uma peculiaridade.

Tanto em 2007, quando foi eliminado pelo Grêmio nas oitavas-de-final, quanto em 2008, quando perdeu para o Fluminense nas quartas, o São Paulo viu seu algoz ser vice-campeão. Na época, os gaúchos levaram um baile do Boca Juniors, enquanto o Flu frustrou um Maracanã lotado, sendo derrotado nos pênaltis pela LDU.

Ah, e os dois times brasileiros fizeram a partida decisiva em casa. Assim como o Cruzeiro fará em 2009. Pura coincidência ou um sinal de que o Cruzeiro deve se preocupar?




segunda-feira, 6 de julho de 2009

Duplas de sucesso: o segredo do campeão Corinthians!

O Corinthians foi campeão da Copa do Brasil vencendo e convencendo. A campanha foi digna de título e de aplausos. Sob o comando de Mano Menezes (foto), o Timão apresentou um futebol eficiente, de marcação forte, com toques rápidos e envolventes.

Um bom goleiro. Uma defesa forte. Um meio-de-campo marcador e com qualidade. Um ataque veloz. E um fenômeno. A receita parece simples, mas vai além. O segredo corintiano está em pequenas duplas. Duplas que fizeram sucesso.

A começar por Chicão e William. Bons zagueiros que se completam. Chicão marca forte, mas também sabe jogar. É exímio batedor de faltas e tem boa saída de bola. William, o capitão, é o xerife da zaga. Orienta e chega firme, comandando a defesa.

Nas laterais, Alessandro e André Santos se completam. Enquanto o direito defende com eficiência, algumas vezes fazendo o papel de terceiro zagueiro, o lado esquerdo é uma das armas ofensivas. As descidas do camisa 27 são mortais e costumam resultar em gols do Timão.

No meio, Cristian e Elias dão conta da marcação e do início das ações ofensivas. Cristian, como primeiro volante, as vezes exagera nas entradas e na violência, mas é inegável o respeito que impõe no setor, além de ter bom toque de bola. Já Elias é o motor do meio-campo alvinegro. Auxilia na marcação, mas chega muito bem no ataque, com qualidade no passe, velocidade e habilidade.

Dentinho e Jorge Henrique são atacantes diferentes. Jogam abertos, dão opção de jogo aos meias e chegam bem na frente. Mas o diferencial está na marcação. Ambos, especialmente, Jorge Henrique, dão combate e marcam até o fim da jogada. Acompanham os laterais e pressionam a saída de jogo adversária. Desta forma, a bola já chega 'quadrada' no meio e facilita o trabalho do sistema defensivo.

Felipe e Ronaldo não formam uma dupla, mas realizam muito bem seus trabalhos nas extremidades do campo. Lá atrás, Felipe tem fechado a meta do Corinthians e tomado pouquíssimos gols, sendo importante tanto no Paulistão quanto na Copa do Brasil. Lá na frente, o Fenômeno dispensa comentários. Faz gols decisivos. E quando não faz, prende a atenção de no mínimo dois defensores adversários, abrindo espaço para os companheiros.

No comando, o competentíssimo Mano Menezes. O técnico pegou um Corinthians em pedaços, recém-rebaixado e montou, pouco a pouco, um time forte, que ataca e defende. Um time que encaixou! E, se não for desmanchado, deve continuar fazendo a alegria da Fiel.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Quem é maior? Corinthians ou Ronaldo?

A contratação mais impactante do futebol brasileiro nos últimos tempos. A chegada de Ronaldo (foto) ao Corinthians foi cheia de desconfiança, que virou empolgação e hoje trata-se de uma relação importantíssima para ambas as partes.

De um lado, o Corinthians voltou em grande estilo à elite do futebol nacional. Campeão paulista invicto e grande chance de título da Copa do Brasil, sempre com gols decisivos do Fenômeno.

Do outro lado, Ronaldo renasceu para o futebol. Após outra séria lesão, voltou a jogar. E a jogar bem. Foi fundamental na conquista corintiana e chegou a ser cogitado na Seleção Brasileira.

Com o Fenômeno em campo, a Fiel tem outra razão para lotar os estádios. Aliás, todas as torcidas vão aos jogos para vê-lo. Inclusive os adversários. O status que R9 conquistou internacionalmente está acima do que os torcedores brasileiros estão acostumados.

Mas seria Ronaldo maior que o próprio Corinthians? A pergunta é complexa. 99 anos de história, 4 títulos brasileiros, 26 títulos estaduais e tantas outras glórias. Fora do Brasil, apenas o título mundial de 2000. Título, diga-se de passagem, muito contestado e questionado, pelo seu formato (que não foi repetido nos anos seguintes) e pela forma como o Timão entrou (convidado).

E, mesmo assim, Ronaldo é mais conhecido fora do Brasil. São 32 anos de idade, profissional desde os 17. Campeão do mundo pela Seleção em duas vezes. É o maior artilheiro das Copas do Mundo, com 15 gols. Foi eleito melhor jogador do mundo em três oportunidades. Por isso, é o Fenômeno.

O Corinthians é gigante, é imenso. Ronaldo é famoso, é internacionalmente conhecido. Mais que o próprio Timão, por sinal.

A dúvida sempre persistirá: quem é maior? Corinthians ou Ronaldo? A certeza é que o casamento entre eles caiu bem. Para as duas partes!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Ricardo Gomes e a Era pós-Muricy

Sexta-feira, dia 19, o São Paulo anuncia a demissão do técnico Muricy Ramalho. Sábado, dia 20, a diretoria não perde tempo e confirma Ricardo Gomes como novo comandante tricolor.

Em dois dias, a cabeça do torcedor são-paulino, que já estava quente com a eliminação da Libertadores, ferveu ainda mais. Muitos criticaram a saída do mal-humorado treinador. Alguns viam a mudança como necessária. Outros, em menor número, comemoraram a saída de Muricy.

O certo é que ninguém esperava por Ricardo Gomes como seu sucessor. O ex-zagueiro tem um ótimo curriculo como jogador, mas como treinador ainda não mostrou capacidade para estar em um clube como o São Paulo.

No Brasil, teve passagens, sempre apagadas, por Fluminense, Flamengo, Juventude, Sport, Coritiba e Vitória. Na França, dirigiu Paris Saint-Germain, Bordeaux e o Monaco, clube com o qual terminou na 11ª posição na última temporada. Além disso, consta na trajetória de Ricardo o vexame no Pré-Olímpico de 2003, quando não conseguiu levar Diego, Robinho e cia para as Olimpíadas.

Chega para apagar o incêndio no Morumbi e tentar acabar com a crise instalada após mais uma eliminação na Libertadores, obsessão tricolor. A quarta seguida para times brasileiros.

Muricy, com toda sua competência e conhecimento do grupo, não conseguiu fazer esse elenco do São Paulo jogar bem. Elenco que sofre, claramente, com problemas de relacionamento.

Será que Ricardo Gomes conseguirá? O tempo dirá. Mas que ele esteja avisado: nada além do título nacional o salvará das críticas. E nem isso fará a torcida tricolor feliz. Afinal, o são-paulino só se interessa pela Libertadores.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Enfim, um ano sem títulos no São Paulo

Em 2005, o ápice da década. Campeão paulista, a conquista da tão desejada Libertadores pela terceira vez e, no final do ano, o título mundial. Em 2006, após perda do torneio sul-americano, veio o tetra no Brasileiro. Em 2007, a história se repetiu e veio outro título nacional. Em 2008, nova derrota na Libertadores, mas a volta por cima veio novamente no Brasileirão, com o inédito tricampeonato seguido.

Mas parece que a sequência de títulos no São Paulo parou por aqui. Sem o machucado Rogério Ceni (foto), o ano de 2009 pinta com grande chances do Tricolor passar em branco, sem conquistar nenhum título, fato que não acontece desde 2004.

Com o péssimo futebol apresentado pela equipe de Muricy Ramalho, a conquista da Libertadores fica dificílima. Deve encontrar o Cruzeiro nas quartas e a chance de ser eliminado é grande. Pelo bom futebol do time mineiro e por tudo (ou nada) que o São Paulo vem mostrando.

O futebol são-paulino é dos mais previsíveis. Um time sem variação, apesar das mudanças criadas por Muricy, do 3-5-2 para o 4-4-2. A formação muda, o mau futebol persiste. A falta de um meia de criação faz do São Paulo um time dependente dos cruzamentos na área.

A solução do treinador é colocar Washington e Borges na área e torcer. Torcer para Jorge Wagner acertar um dos milhares de cruzamentos. Ou Hernanes tirar um coelho da cartola. Talvez uma arrancada de Dagoberto. Mas só!

E, de escanteio em escanteio, a torcida são-paulina vai passando nervoso e sentindo, cada vez mais, saudade de Danilo, último meia de criação do time, que saiu em 2006. Desde então, o estilo de jogo é o mesmo. Desse jeito, o Brasileirão não vem nem em sonho.

Em 2007, contava com um sistema defensivo quase perfeito. Em 2008, contou com a falta de efetividade dos adversários (leia-se Grêmio) e faturou novamente. Mas em 2009 não terá moleza. Inter, Cruzeiro, Corinthians e companhia devem chegar com tudo e fazer o São Paulo ficar sem um título no ano.

Falta criação. Falta um camisa 10 (e não simplesmente repassá-la ao Hernanes, bom volante e meia apenas razoável). Falta futebol. E, provavelmente, vai faltar título para o São Paulo em 2009!



sexta-feira, 17 de abril de 2009

Tempo para aprender fora de campo!

A lesão do goleiro Rogério Ceni pegou todos de surpresa no São Paulo. Passado o susto e ainda com a tristeza de perder seu maior ídolo pelos próximos seis meses, o Tricolor começa a fazer planos para a ausência de seu camisa 1.

Em campo, Bosco assume a condição de arqueiro titular. O "eterno reserva", no clube desde 2005, é um bom goleiro. Pode não ser do nível de Rogério, mas tem futebol aceitável para jogar em qualquer time grande do Brasil.

Fora de campo, talvez tenha chegado a hora de Rogério Ceni evoluir. Evoluir dentro do São Paulo, sua segunda casa. O próprio presidente do clube, Juvenal Juvêncio, já disse que o goleiro tem tudo para assumir o cargo mais importante do Tricolor assim que encerrar a carreira.

Sendo assim, Rogério terá tempo suficiente para conhecer os bastidores e a rotina do clube extra-campo. Pode ser um período importante para o crescimento dele dentro do São Paulo, já que, além de tudo, o camisa 1 nunca gostou de ficar sem trabalhar e deve frequentar o dia-a-dia do CT da Barra Funda.

E, desde que surgiu para o futebol, Rogério Ceni é um atleta diferenciado. Personalidade fortíssima, alto índice de trabalho e glórias. Muitas glórias. O goleiro ganhou o amor da torcida são-paulina, a antipatia de muitos adversários e o respeito de todos. Trata-se de um ícone do futebol nacional!

Mas acima de tudo é uma pessoa inteligente, esclarecida, com opiniões próprias e sempre bem embasadas. Junta-se a isso o amor ao próprio São Paulo. Com todas as evidências, existe sim um dirigente em potencial, que deve ser estimulado e incentivado!

Para o bem do próprio Rogério, do São Paulo e do futebol brasileiro!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Sai pra lá, urucubaca!

Por essa, nem o mais pessimista dos são-paulinos esperava. Em uma brincadeira no treino de hoje à tarde, Rogério Ceni fraturou o tornozelo esquerdo e precisará fazer uma cirurgia. A estimativa é que o capitão tricolor volte aos gramados só daqui quatro meses.

Assim, o goleiro está fora das finais do Campeonato Paulista e da Libertadores. Um pesadelo para o torcedor.

Parece que uma nuvem negra sobrevoa Rogério Ceni. O arqueiro não anda nada bem. Vive uma das piores fases de todos os seus 18 anos como goleiro.

Na partida contra o São Caetano, saiu mal nos lances dos dois gols do Azulão. Na quinta-feira, pela Libertadores, tomou um frangaço do Defensor do Uruguai e ontem, contra o Corinthians, quase deu a classificação de mão beijada para os rivais. Além disso, ele já havia sofrido duas lesões musculares e falhado feio no jogo contra o Bragantino. Tudo isso, só na temporada 2009.

Com esse revés, surge a pergunta: apesar da importância de Rogério, será que não é hora do São Paulo começar a pensar em lançar um goleiro?

Durante esse tempo em que o camisa 1 ficar fora, será difícil confiar em Bosco, um goleiro que jogou pouquíssimo nos últimos quatro anos e que já está numa idade avançada. Surge a possibilidade de Muricy escalar o jovem Dênis, de 21 anos.

Dênis chegou no começo do ano, vindo da Ponte Preta e teve a chance de estrear já no seu tereiro dia de clube, na vitória sobre a Portuguesa, no Canindé. O goleiro foi bem e deixou técnico, dirigente e torcedores animados.

Outra opção do São Paulo é contratar um goleiro, mas que goleiro? O que você faria se estivesse no lugar de Muricy?

ATUALIZAÇÃO: Rogério Ceni já passou pela cirurgia e os médicos constataram que, além da fratura, o goleiro também sofreu ruptura do ligamento interno do tornozelo. O prazo para voltar a jogar aumentou e agora será de, no mínimo, seis meses. Péssima notícia para os tricolores.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Inversão de mando e suas consequências

No dia 7 de março, Oeste de Itápolis e Santos se enfrentaram no Pacaembu, em partida válida pelo Paulistão. O Peixe venceu por 2x1, naquela que foi a estreia do garoto Neymar (foto). Tudo normal, se o mandante da partida não fosse o Oeste e o jogo tenha ocorrido na capital paulista, com quase a totalidade de torcedores do Santos.

Esta foi uma clara e escancarada inversão de mando de jogo, que beneficiou um dos times na briga por uma vaga na semi-final, em uma decisão aceita pela Federação Paulista. Na época, o único chato a reclamar publicamente foi o técnico são-paulino Muricy Ramalho, talvez prevendo uma possível disputa entre as equipes por uma vaga no G4.

Mas com o decorrer do campeonato, o rival do Santos pela última vaga na semi mudou. O grande prejudicado com a inversão de campo, apesar da reclamação do São Paulo, foi a Portuguesa. A briga entre a 4ª e a 5ª força do futebol no Estado está equilibradíssima, sendo decidida apenas no saldo de gols. Desta forma, um simples empate que o Oeste tivesse arrancado contra o Santos, deixaria a Lusa em vantagem na disputa.

Vale lembrar que, jogando em Itápolis, o Oeste complicou a vida do líder Palmeiras, que sofreu para empatar em 1x1. Jogando fora de casa, o time do interior foi presa fácil contra Corinthians e São Paulo, perdendo por 4x1 e 3x0, respectivamente.

E outro detalhe: o Oeste figura na zona de rebaixamento. Três hipotéticos pontos naquela época o tirariam da degola. Agora, será que valeu a pena "se vender" em um jogo e colocar em dúvida sua permanência na primeira divisão? Eu, particularmente, acho que não. E torço para que caia, para aprender que no futebol, assim como na vida, tem coisas muito mais importantes que dinheiro!

terça-feira, 31 de março de 2009

A cara-de-pau da Globo

É brincadeira! Faz algumas semanas que o Globo Esporte soltou uma matéria sobre o horário dos jogos durante a semana, com torcedores reclamando que não têm como voltar pra casa. Justo. Só que ninguém falou nada sobre quem define os jogos pra "depois da novela": a Rede Globo de Televisão.

À época, deixei a matéria passar. Mas hoje, vendo uma chamada no SPTV, está lá o Thiago Leifert falando que os torcedores do Corinthians reclamam do horário do jogo de hoje porque não conseguem voltar para suas humildes residências.

A cara-de-pau é absurda. A maior responsável por essa estupidez que é o horário dos jogos no meio da semana é a própria Globo, que para não interferir no seu precioso horário da novela, que nem anda mais dando tanta audiência assim, quer mais é que o torcedor se dane.

Aí vem o Leifert me falando que se tivesse jogo às 3h da manhã, teria de ter transporte. Ah, vá fa napoli, né? É óbvio que o transporte paulistano é uma merda, mas tudo tem limite. O jogo acabar perto da meia-noite não significa nada? E o torcedor que tem que trabalhar no dia seguinte às 8h da matina? Ele não pode ir ao estádio por quê?

Sem contar que atleta não tem que estar jogando perto da meia-noite. É lógico que clube nenhum tem a manha de peitar a Globo, majoritária em todos os direitos televisivos futebolísticos do País, mesmo com outras emissoras oferecendo mais grana, mas esse é assunto pra outro post.

O revoltante é que eles vão insistir nesse papo de a culpa é da falta de transporte e não de quem marca o jogo nessa hora ridícula. Vale lembrar que mesmo pra quem volta de carro, e mora, por exemplo, em São Bernardo do Campo, como eu, ou mesmo no Jabaquara, pra continuarmos na mesma cidade, não se chega em casa antes das 1h30!

A verdade é que pra Globo tanto faz ter torcida ou não no estádio. Aliás, é melhor que todos fiquem em casa, vejam na TV aberta, ou paguem o PFC. A graça do futebol, que é ver no estádio, enxergando muito mais que na TV, está sendo expurgada. Os clubes e a TV não respeitam mais o torcedor, querem transformá-lo em consumidor, como se o futebol fosse algo que se consumisse, o entorno pode até ser, mas o jogo em si não. Ou alguém vai reclamar no Procon caso o jogo seja uma bosta?

Querem moldar os torcedores no estilo europeu. Com um bando de sentados, com aplausinhos aqui e acolá. O campeonato inglês é recheado de jogos assim, com torcida cliente, que de fato pouco se importam com o resultado do jogo, é só mais um evento.

segunda-feira, 16 de março de 2009

O terceiro raio?

Quando Robinho surgiu no Santos, em 2002, a torcida alvinegra profetizou: o raio cai, sim, duas vezes no mesmo lugar. A referência era ao nascimento de mais um craque diferenciado, de valor mundial e que faria muito sucesso. O primeiro havia sido o Rei Pelé, eterno camisa 10 da Vila Belmiro, campeão de tudo com Santos na década de 60.

Robinho, por sua vez, usou o número 7 e fez sucesso. Colocou o Santos novamente em destaque no futebol nacional e até sul-americano, deu dois títulos brasileiros e foi para a Europa. Na Vila, os santistas lamentavam a passagem de mais um "cometa", que aparecia de anos em anos no clube praiano.

Mas parece que desta vez não vai demorar 30 anos para cair um novo raio. O jovem Neymar (foto), lapidado desde sua infância pelo Santos, é a nova aposta para ser o terceiro raio na Vila. Pinta de craque não falta ao jovem, que tem apenas 17 anos , apareceu na Copa São Paulo deste ano e é dono de um corpo franzino, muito parecido com o de Robinho.

Ontem, contra o Mogi Mirim, Neymar começou sua primeira partida como profissional do Santos. Mostrou a habilidade de sempre, o toque de bola diferenciado e animou os santistas. De quebra, fez um gol e levou os torcedores presentes no Pacaembu ao delírio. Será o terceiro raio? Mais um craque surgindo nos gramados da Vila Belmiro?

A comparação com Robinho é inevitável. Tanto pelo porte físico, quanto pelo estilo de jogo. Os dribles, a visão de jogo e o atrevimento são realmente parecidos. Neymar, porém, parece ser mais completo que Robinho, quando o mesmo surgiu no Brasileirão de 2002. Ele sabe finalizar e bate até faltas.

Tem potencial para ser um craque. Aliás, tem muito potencial e não deve escapar de um futuro brilhante no futebol. Contudo, é preciso ter muito cuidado com o jovem. Não queimar etapas e, principalmente, não cobrar e nem jogar toda a responsabilidade nas costas do garoto, passam a ser os objetivos do Santos para receber o terceiro raio!

segunda-feira, 9 de março de 2009

A Lusa tentou contratar o Felipão

Olá amigos da Banca. Entendo que o assunto do momento é o Ronaldo, de forma merecida, mas não posso deixar passar um fato referente à Portuguesa de Desportos. Segundo o blogueiro e jornalista Cosme Rímoli, a Lusa tentou contratar, após a demissão de Mário Sérgio, “só” um dos técnicos mais bem pagos e gabaritados do mundo: Luis Felipe Scolari.

Não se trata de uma brincadeira, piadinha. Um tal de Luiz Lauca, vice-presidente do clube, entrou em contato com o gaúcho e logo de cara fez o convite. Felipão, claro, rejeitou o convite na hora, sorte do português que o técnico foi educado.

Quanta arrogância, sintoma de amadorismo pelos lados do Canindé. Lauca sabe que o ex-treinador de Palmeiras e Grêmio recebia um salário astronômico no Chelsea, disse que ficaria na Europa nos próximos anos. Seria um sonho até para a Seleção Brasileira conseguir trazê-lo de volta.

E não parou por ai o exemplo de incompetência da diretoria. Na mesma conversa, o dirigente lusitano teria pedido para Felipão indicar um técnico à equipe. A resposta foi Paulo Bonamigo, ele mesmo, que assumiu horas depois do papo. Qual das perguntas de Luiz Lauca pode ser considerada mais vergonhosa?

Queria dar meus parabéns a Lauca, ao presidente Manuel da Lupa, por estarem conseguindo transformar a tradicional Lusa em time pequeno, motivo de chacota. Aquela Portuguesa que disputou uma final de Campeonato Brasileiro, ganhou três paulistas, demorará a triunfar novamente. Apesar disso, nunca vou deixar de vibrar pela Lusa, sei que um dia verei aquele Canindé lotado novamente só com portugueses. Os padeiros, pizzaiolos e, acima de tudo, os milhares de admiradores da rubro-negra.