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sábado, 8 de maio de 2010

Vai começar o quinto maior campeonato nacional da Terra!

Respeitável público! Meninos e Meninas! Senhoras e Senhores! Vai começar o quinto maior campeonato nacional da Terra! Vai começar o Brasileirão 2010!


O Campeonato Brasileiro poder ser estimado o quinto melhor torneio nacional do planeta, ficando atrás do Inglês, do Italiano, do Alemão e do Espanhol, por conta do alto índice de competitividade entre os 20 clubes da Série A.

Isso sem contar que o sistema de pontos corridos foi apenas instaurado em 2003 e com os mata-matas, até 2002, o Brasileirão já era o quinto melhor, levanto em consideração quase toda a Europa utilizar os pontos corridos, com exceção da Bélgica que disputa 30 jogos entre 16 times e tem um hexagonal final para definir o campeão.

Além do mais, nosso campeonato nacional pode propiciar zebras entre seus campeões, pois todos os clubes possuem chances de levantar o caneco, mesmo aqueles sem astros famosos, mas com um time “acertadinho”, apesar de nos últimos anos as agremiações realizarem grandes contratações ou voltarem a descobrir gênios nas categorias de base.


Mas e a Inglaterra? Podemos considerar candidatos ao título o Manchester United, Chelsea, Arsenal, Liverpool e quem sabe futuramente o Manchester City. E na Itália? Na “velha bota” temos a Internazionale, Milan, Juventus, Roma e esporadicamente a Lazio.

Na Alemanha o Bayern de Munique é sempre favorito, mas geralmente aparece o Werder Bremen, Stuttgart, Borussia Dortmund ou uma zebra como o Wolfsburg. Sem esquecer as potências da Espanha Real Madrid e Barcelona, que de vez em outra perdem a supremacia para o Valencia ou alguma surpresa.

E o resto dos campeonatos europeus? Os mais famosos como o Francês, Português e o Holandês? São certames considerados “pífios” em comparação com a Série A do Brasileirão, além de serem indagáveis de assistir, somente sendo salvos pelas narrações de Silvio Luiz.



Se fizermos um comparativo entre algumas competições com nível técnico inferior ao Campeonato Brasileiro, uma partida entre Santos x Grêmio é mais atraente do que Lyon x Bordeaux, Benfica x Porto ou Ajax x Feyenoord. Isso se não entrarmos no âmbito dos Estaduais, onde o Paulistão é melhor que muitos torneios nacionais de seleções européias classificadas para a Copa do Mundo, no caso de Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Grécia, Sérvia e Suíça.

E pode parecer utópico, mas os clubes da A2 do Paulista tirariam as vagas de campeões nacionais de Albânia, Bósnia, Bielorússia, Finlândia, Malta e por ai vai, da próxima edição da Champions League.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Uma tarde épica na Rua Javari

Dizem que momentos épicos acontecem em lugares memoráveis, onde privilegiados entram para a história por presenciarem estas ocasiões e relatarem às futuras gerações os fatos ocorridos, sem perder os melhores detalhes.

As pessoas que estavam presentes nunca esquecerão o dia, tenho certeza disto, que se orgulharam de ser palmeirenses, mesmo sendo o Palmeiras B, na A3 do Paulistão, diante do Juventus, em uma Rua Javari, por uma virada histórica, aos 44 do segundo tempo, por meio do “goleiro”, que de nada era goleiro, Diogo e seu chute de 100m de distância da meta de Luiz Gustavo, arqueiro juventino, explodindo de alegria cerca de 100 palestrinos naquela tarde.



A angústia sempre foi o clima do jogo, desde seu início com o gol do Juventus, além de uma escancarada ajuda da arbitragem para o time da Mooca, por meio de saída de bola do goleiro, pênalti escandaloso, provocando toda ira da torcida no alambrado, muito próximo ao gramado, além da diretoria que fazia juras ao bandeirinha.

No intervalo aconteceu de tudo, desde a diretoria querendo pegar o juiz, passando pela janela quebrada do vestiário do Palmeiras B, até a insatisfação da garotada com o resultado.

No tempo que a bola não rola você percebe a real essência do futebol, estando em lugares aonde os holofotes não chegam e pais, amigos, empresários, olheiros, ex-jogadores que não deram certo ao sair das categorias de base ou profissional se misturam aos torcedores comuns, além das músicas e escalação numérica do Juventus em italiano: “uno, due, tre...”. Um futebol atemporal.....



Outra curiosidade é ver treinador de Série A, como o vice-campeão Sérgio Soares, pelo Santo André, torcedor do Juventus e indo observar jogadores de um pequeno terraço ao lado do placar, nada eletrônico, mudando manualmente com CA Juventus x Visitante. Ao passar pela torcida palestrina foi recebidos com aplausos e elogios pela campanha do seu time, além de ouvir “meteram a mão em vocês na final!”, “deixa o Carlinhos com a gente”. Sérgio ria e fazia gestos corporais do estilo “fazer o que?”.

Já o Resultado de toda a raiva da diretoria do Palmeiras B foi um diretor passando mal e sendo sorrido pelos médicos. Espero que ele esteja bem, pois demonstrou ser profissional e um grande torcedor.

As emoções continuariam muito fortes na segunda etapa, mesmo para os corações enfraquecidos, com dois gols do “ainda atacante” Diogo, de cabeça e uma bomba no ângulo, após tumulto na grande área. Este era o ingrediente na pizza, ou macarrão, para o jogo pegar fogo! Somente não pegou literalmente devido a forte garoa, tipicamente paulistana, na Rua Javari.



Mas a partida caminhava para um tom dramático, de decisão, pois o Juventus precisava vencer para continuar com o sonho da A2. Para o Palmeiras B, o empate era suficiente. O clima de tensão estava estampado na cara dos 719 espectadores, exceto na organizada do time da Mooca. Seus adeptos merecem todo o respeito por cantarem e batucarem os 90 minutos. Sim, os 90 minutos!

Quando o atacante juventino, de difícil identificação, driblou Borges e chutou para o alto com o gol vazio, três senhoras, sentadas em cadeiras de praia, com sombrinhas, em cima da laje atrás das arquibancadas da meta, quase caírem de desespero. Isso sem contar que a bola geralmente era chutada na “casa do vizinho”. Um futebol, mais uma vez, atemporal!

Porém, contudo, todavia, por todo esse enredo, o inexplicável e inesperado aconteceu! As crianças e os grandes palestrinos nunca imaginariam que a expulsão do goleiro Borges, após confusão com o atacante Ricardo do Juventus (ambos saíram “na mão” com chutes, empurrões e agarrões, segundo a súmula do arbitro Thiago Duarte Peixoto), seria um “mal que veio para o bem”.

Com o Palmeiras B tendo realizado as três substituições, o artilheiro Diogo foi para a meta e um escanteio seria cobrado. Muitos nas arquibancadas estavam preocupados, porque até o goleiro juventino Luiz Gustavo foi para área. O corner é cobrado e Diogo agarra a bola sem deixá-la cair no chão. O então “goleiro” palmeirense chuta rápido e com força para o ataque......



......Estava por vir o fato mais incrível na vida dos, aproximadamente, 100 palmeirenses naquela tarde.....



.....a bola encobriu Luiz Gustavo, voltando desesperado para sua meta. A torcida angustiada, sem saber para onde iria à pelota. A torcida que permaneceu paralisada, com o olhar fixado na bola até ela entrar no gol. Muitos comemoravam. Muitos ficaram pensando por 1 segundo: “valeu?”, para depois comemorarem o gol de 100m do “goleiro” Diogo.

Um frenesi tomou conta dos 100 privilegiados. A emoção mais alucinante de suas vidas, pois todos estavam correndo, gritando, pulando, subindo no alambrado, não acreditando no que estava acontecendo. O tempo parou naquele instante! Nada mais importava, além daquele gol.

Em um certo momento, apenas ouvia minha voz, gritando, correndo pela arquibancada e subindo no alambrado. O resto parecia silencioso, como um filme mudo, onde todos comemoravam sem vozes ou barulho e eu não conseguia mais enxergar o rosto das pessoas próximas, somente enxergava todos celebrando. O silêncio só foi quebrado quando falei com o Obede ao telefone: “foi gol de goleiro!...gol de goleiro!”. Somente neste momento voltei a perceber o barulho ao meu redor.



Tenho certeza que na hora ele não me entendia muito bem. Conversávamos durante todo o jogo e o fui informando do andar do cotejo, pois este palestrino realizava uma grande cobertura do jogo via rede social Twitter, porque não pode comparecer nesta tarde épica.

O Twitter foi à ferramenta utilizada por torcedores do Juventus e Palmeiras para entender o que se passava na Rua Javari. Quase todos não entendiam os acontecimentos, mas caíram na real quando os fatos eram explicados detalhadamente: o gol de 100m!

A torcida comemorou o terceiro gol cerca de 10 minutos, devido o término da partida acontecer logo em seguida do tento. Os jogadores correram para abraçar Diogo, até o goleiro Borges saiu correndo do vestiário. A mascote Periquito invadiu o campo e quase “perdeu a roupa” nas celebrações.

O mais impressionante não foi o gol. Nem à distância e a forma com que tudo aconteceu. O mais impressionante foi à alegria das crianças com aquele gol, que ficará marcado em suas memórias para o resto de suas vidas. O gol que sempre irão contar aos filhos e aos netos: “quando eu tinha sua idade...”.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Futebol consegue parar o caos cotidiano

Vivemos no mundo onde o tempo passa com muita agilidade, deixando a humanidade apressada para conseguir cumprir seus horários determinados, acabando por abandonar vontades ou desejos a fim de atingir metas e objetivos colocando em segundo plano a qualidade de vida. Porém, neste planeta globalizado existem pessoas que param seus afazeres ou simplesmente encontram algum espaço para assistir uma partida de futebol entre Juventus da Mooca e Nacional.

Esses cidadãos acham uma brecha no cotidiano diário para acompanhar os “pequenos” nos gramados pelo Brasil á fora em plena terça-feira á tarde, atrasando algum compromisso, trocando sua balada ou sono para prestigiar um entretenimento durante horários que esses eventos geralmente não são realizados em grandes praças.

Os fãs destes jogos não seriam atemporais, talvez alguns sejam, porém conseguem conciliar seus compromissos para ir à Rua Javari ver o Juventus, na Comendador Souza ver o Nacional, ir até Guarulhos e ver o Flamengo local, sem esquecer os 100 torcedores que já prestigiaram o Pão de Açúcar (PAEC) diante do Oeste Paulista, no Estádio do Pacaembu, em uma segunda-feira às 15h, pela Série A3 do Paulistão.

Essas pessoas são apaixonadas pelos clubes ou somente pelo futebol? Por tirarem seu tempo escasso em metrópoles caóticas para torcer ou simplesmente observar jogos de times pequenos que ainda despertam atenção?

Tenho um amigo jornalista chamado Rafael Ribeiro, vulgo Luso, que faz peregrinação nas menores partidas e estádios da capital e região metropolitana de São Paulo, por gostar do clima saudosista deste tipo de evento. Quando viajou à Argentina assistiu “jogos undergrounds” entre Quilmes e Banfield, clássico metropolitano de Buenos Aires, além do Atlético de Rafaela, clube da cidade de Santa Fé e da segunda divisão local, presenciando fanatismo dos adeptos que cantavam se pendurando no alambrado, pelo prazer de conhecer agremiações diferentes das assistidas pela televisão, mesmo sendo torcedor fanático do San Lorenzo de Almagro.

Outro exemplo prático é o Palestra de São Bernardo, clube de origem italiana fundado em 1º de Setembro de 1935, move em suas partidas dezenas de torcedores para o Estádio 1º de Maio, mesmo nunca ter estado na primeira divisão do Campeonato Paulista, alcançando apenas a Série A2, e atualmente disputando a última divisão (conhecida como A4 ou Segundona).

A paixão pelo time levou cerca de 70 adeptos ao estádio, em 2007, para assistir Palestra x Barcelona de Ibiúna, sob forte garoa às 10h da manhã em pleno domingo. A torcida organizada “Loucos do Palestra” estendeu sua faixa no alambrado, jovens que mal chegaram em casa da balada estavam presentes, assim como quem vos escreve; senhores de idade, casais, homens e até mulheres solteiras deixaram suas camas quentes, driblaram o sono e o frio para prestigiar seu clube de coração, mesmo torcendo para outro grande da capital, porque estar ali, naquele momento, sentiam uma sensação de prazer.

O time precisava ganhar e torcer por um tropeço do Guarujá para se classificar à próxima fase. O jogo foi truncado. Os fãs realizavam apoio incondicional durante os 90 minutos, mesmo quase todos estarem molhados pela chuva. Após um contra-ataque o Palestra fez 1 a 0. O placar terminou assim, porém o Guarujá venceu o seu jogo e ficou com a vaga. Não havia sentimento de tristeza ou rancor por eles terem saído de suas casas para ver uma agremiação pequena fracassar na competição. Existia para aquelas pessoas o sentimento do dever cumprido.



segunda-feira, 4 de maio de 2009

Campeão, invicto e fenomenal!

Como este blogueiro já havia previsto antes do campeonato começar (clique aqui e veja o post sobre a previsão), o Corinthians é o campeão paulista de 2009. E um título invicto, merecido e, por quê não, histórico.

A conquista teve ingredientes que fizeram o título ser especial. A volta de Ronaldo deu um toque de qualidade ao já bom e coeso time do Corinthians. A base da Série B, comandada por Mano Menezes, foi mantida e melhorada. Jogadores como Elias e André Santos se destacaram, e muito, neste Paulistão. Além disso, ainda contaram com os constantes Alessandro, Chicão, William, Cristian, Jorge Henrique e Dentinho.

A campanha impecável teve 13 vitórias e 10 empates, marcando 41 gols e sofrendo apenas 18. O Corinthians não foi vencido em nenhuma partida. E foi muito bem nos clássicos. Contra o São Paulo, venceu duas e empatou uma. Contra o Palmeiras, um empate. Já contra o Santos, rival da final, foram duas vitória e um empate. Campanha de campeão, com justiça!

Voltando às previsões do blogueiro, vale ressaltar a volta da rivalidade com os quatro grandes nas semi-finais. As boas participações de Santo André e Portuguesa também foram previstas.

As bolas foras ficaram por conta do palpite do Guaratinguetá como surpresa (o time foi rebaixado), e a artilharia de Kléber Pereira, que até foi bem, mas ficou longo tempo sem marcar e perdeu a disputa para Pedrão, do Barueri.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Tempo para aprender fora de campo!

A lesão do goleiro Rogério Ceni pegou todos de surpresa no São Paulo. Passado o susto e ainda com a tristeza de perder seu maior ídolo pelos próximos seis meses, o Tricolor começa a fazer planos para a ausência de seu camisa 1.

Em campo, Bosco assume a condição de arqueiro titular. O "eterno reserva", no clube desde 2005, é um bom goleiro. Pode não ser do nível de Rogério, mas tem futebol aceitável para jogar em qualquer time grande do Brasil.

Fora de campo, talvez tenha chegado a hora de Rogério Ceni evoluir. Evoluir dentro do São Paulo, sua segunda casa. O próprio presidente do clube, Juvenal Juvêncio, já disse que o goleiro tem tudo para assumir o cargo mais importante do Tricolor assim que encerrar a carreira.

Sendo assim, Rogério terá tempo suficiente para conhecer os bastidores e a rotina do clube extra-campo. Pode ser um período importante para o crescimento dele dentro do São Paulo, já que, além de tudo, o camisa 1 nunca gostou de ficar sem trabalhar e deve frequentar o dia-a-dia do CT da Barra Funda.

E, desde que surgiu para o futebol, Rogério Ceni é um atleta diferenciado. Personalidade fortíssima, alto índice de trabalho e glórias. Muitas glórias. O goleiro ganhou o amor da torcida são-paulina, a antipatia de muitos adversários e o respeito de todos. Trata-se de um ícone do futebol nacional!

Mas acima de tudo é uma pessoa inteligente, esclarecida, com opiniões próprias e sempre bem embasadas. Junta-se a isso o amor ao próprio São Paulo. Com todas as evidências, existe sim um dirigente em potencial, que deve ser estimulado e incentivado!

Para o bem do próprio Rogério, do São Paulo e do futebol brasileiro!

domingo, 12 de abril de 2009

Vantagens revertidas


As emocionantes semifinais do Paulistão começaram quentes. Santos e Corinthians, que jogaram em casa, venceram e reverteram a vantagem de Palmeiras e São Paulo, respectivamente.

No sábado, o Peixe e Verdão fizeram o melhor jogo do campeonato até aqui. O Palmeiras saiu na frente logo no início, com um gol de Keirrison. O que se viu depois foi uma partida rápida e aberta. O Santos se lançou ao ataque e o Verdão explorava os contra-ataques. Na pressão, o matador Kléber Pereira empatou após cobrança de escanteio.

Na segunda etapa, o jovem Neymar, apagado até então, fez boa jogada e virou para o Peixe. O ritmo do jogo diminuiu e o Palmeiras voltou a atacar, esbarrando na ótima partida do goleiro Fábio Costa, melhor em campo.

Do lado verde, destaque para Diego Souza, novamente muito bem em campo. O lado negativo fica de novo com Keirrison, sumido ao longo dos 90 minutos. No final, 2x1 para o Santos e vantagem revertida.

Neste domingo, Corinthians e São Paulo fizeram outra bela partida, bem ao estilo das duas equipes: um jogo brigado. O confronto já começou quente, com uma entrada forte de Ronaldo em André Dias. O Fenômeno levou apenas cartão amarelo, gerando reclamações tricolores.

Com bola rolando, só o Corinthians jogava. O São Paulo marcava e mantinha-se atrás. Mas em sua marca registrada, o Tricolor abriu o placar. Após cobrança de falta, Miranda, impedido, marcou de cabeça. No lance, o Timão reclamou também de uma falta do camisa 5 do São Paulo em Chicão. No mesmo lance, o São Paulo pediu pênalti em Washington.

O Tricolor, porém, não teve tempo de comemorar. Logo em seguida, o Corinthians empatou. Elias, o melhor jogador em campo, fez bela jogada individual e igualou. A primeira etapa ainda teve duas chances claras para o São Paulo. Borges perdeu cara-a-cara com Felipe e Elias salvou uma cabeçada de Miranda em cima da linha.

No segundo tempo, a superioridade corintiana seguiu e foi ampliada com a expulsão de André Dias. A partir daí Rogério Ceni entrou em cena, alternando bons e péssimos momentos. Primeiro, salvou gol certo de Ronaldo. Depois, soltou bola fácil de Douglas, que bateu na trave e não entrou. Voltou a ganhar crédito fazendo bela defesa em chute de Elias, mas quase entregou novamente em cobrança de falta de Chicão.

Quando parecia que o empate seria o placar final, Jorge Wagner perdeu uma bola fácil na intermediária e Cristian, de fora da área, fez um belo gol para dar a vitória e a vantagem ao Timão. Nada bonita, no entanto, foi a comemoração do corintiano, mostrando o dedo médio para a torcida são-paulina.

Agora Santos e Timão jogam fora de casa, mas com a vantagem do empate para chegar à decisão. No próximo final de semana, novos clássicos eletrizantes defirão os finalistas do tal “Paulistinha”, que ganha grande emoção no mata-mata!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Inversão de mando e suas consequências

No dia 7 de março, Oeste de Itápolis e Santos se enfrentaram no Pacaembu, em partida válida pelo Paulistão. O Peixe venceu por 2x1, naquela que foi a estreia do garoto Neymar (foto). Tudo normal, se o mandante da partida não fosse o Oeste e o jogo tenha ocorrido na capital paulista, com quase a totalidade de torcedores do Santos.

Esta foi uma clara e escancarada inversão de mando de jogo, que beneficiou um dos times na briga por uma vaga na semi-final, em uma decisão aceita pela Federação Paulista. Na época, o único chato a reclamar publicamente foi o técnico são-paulino Muricy Ramalho, talvez prevendo uma possível disputa entre as equipes por uma vaga no G4.

Mas com o decorrer do campeonato, o rival do Santos pela última vaga na semi mudou. O grande prejudicado com a inversão de campo, apesar da reclamação do São Paulo, foi a Portuguesa. A briga entre a 4ª e a 5ª força do futebol no Estado está equilibradíssima, sendo decidida apenas no saldo de gols. Desta forma, um simples empate que o Oeste tivesse arrancado contra o Santos, deixaria a Lusa em vantagem na disputa.

Vale lembrar que, jogando em Itápolis, o Oeste complicou a vida do líder Palmeiras, que sofreu para empatar em 1x1. Jogando fora de casa, o time do interior foi presa fácil contra Corinthians e São Paulo, perdendo por 4x1 e 3x0, respectivamente.

E outro detalhe: o Oeste figura na zona de rebaixamento. Três hipotéticos pontos naquela época o tirariam da degola. Agora, será que valeu a pena "se vender" em um jogo e colocar em dúvida sua permanência na primeira divisão? Eu, particularmente, acho que não. E torço para que caia, para aprender que no futebol, assim como na vida, tem coisas muito mais importantes que dinheiro!

segunda-feira, 16 de março de 2009

O terceiro raio?

Quando Robinho surgiu no Santos, em 2002, a torcida alvinegra profetizou: o raio cai, sim, duas vezes no mesmo lugar. A referência era ao nascimento de mais um craque diferenciado, de valor mundial e que faria muito sucesso. O primeiro havia sido o Rei Pelé, eterno camisa 10 da Vila Belmiro, campeão de tudo com Santos na década de 60.

Robinho, por sua vez, usou o número 7 e fez sucesso. Colocou o Santos novamente em destaque no futebol nacional e até sul-americano, deu dois títulos brasileiros e foi para a Europa. Na Vila, os santistas lamentavam a passagem de mais um "cometa", que aparecia de anos em anos no clube praiano.

Mas parece que desta vez não vai demorar 30 anos para cair um novo raio. O jovem Neymar (foto), lapidado desde sua infância pelo Santos, é a nova aposta para ser o terceiro raio na Vila. Pinta de craque não falta ao jovem, que tem apenas 17 anos , apareceu na Copa São Paulo deste ano e é dono de um corpo franzino, muito parecido com o de Robinho.

Ontem, contra o Mogi Mirim, Neymar começou sua primeira partida como profissional do Santos. Mostrou a habilidade de sempre, o toque de bola diferenciado e animou os santistas. De quebra, fez um gol e levou os torcedores presentes no Pacaembu ao delírio. Será o terceiro raio? Mais um craque surgindo nos gramados da Vila Belmiro?

A comparação com Robinho é inevitável. Tanto pelo porte físico, quanto pelo estilo de jogo. Os dribles, a visão de jogo e o atrevimento são realmente parecidos. Neymar, porém, parece ser mais completo que Robinho, quando o mesmo surgiu no Brasileirão de 2002. Ele sabe finalizar e bate até faltas.

Tem potencial para ser um craque. Aliás, tem muito potencial e não deve escapar de um futuro brilhante no futebol. Contudo, é preciso ter muito cuidado com o jovem. Não queimar etapas e, principalmente, não cobrar e nem jogar toda a responsabilidade nas costas do garoto, passam a ser os objetivos do Santos para receber o terceiro raio!

sexta-feira, 13 de março de 2009

O tal time ideal...

Rogério Ceni; Renato Silva, André Dias e Miranda; Zé Luís, Jean, Hernanes, Jorge Wágner e Júnior César; Borges e Washington. Após um começo de temporada questionável e algumas reclamações do torcedor, o técnico Muricy Ramalho parece ter encontrado a formação ideal para o São Paulo atuar em 2009.

Nas duas últimas apresentações com a mesma escalação, o São Paulo fez as suas melhores apresentações no ano, contra América (COL) e Mirassol. Nada de futebol bonito, mas o estilo de jogo consistente, que foi a marca do Tricolor desde a chegada de Muricy, em 2006.

A marcação segue forte e, enfim, parece que a criatividade resolveu dar as caras. Nenhum gênio foi contratado, nem ao menos o tal camisa 10 tão pedido pela torcida. Mas uma simples mudança parece ter feito a diferença: a entrada do lateral Júnior César.

Rápido e bastante ofensivo, o ala agarrou a vaga e não deve mais deixar o time. Tem participado de uma boa parte dos gols da equipe, chegando à linha de fundo, coisa raríssima até então. Jorge Wágner foi deslocado para a meia e deu outro ritmo ao setor.

Quem perdeu espaço foi Hugo. Antigo meia titular, o jogador não estava agradando e não deve voltar ao time tricolor. Dagoberto também perdeu muitos pontos com o treinador com as recentes más atuações, além de ver a dupla de ataque Borges-Washington fazer sucesso.

Resumindo, o São Paulo parece encontrar o caminho das pedras. Não com aquele futebol de encantar os olhos, mas com o time do jeito que Muricy gosta: defendendo-se muito bem, trabalhando a bola e explorando a força dos atacantes. É o estilo de jogo que o treinador vê como ideal para chegar às finais da Libertadores.

E você, acha que o Tricolor já está pronto para as pedreiras da Libertadores ou ainda precisa evoluir?

domingo, 8 de março de 2009

Iluminado!

Craque. No dicionário, esta palavra é definida como jogador de futebol que se tornou célebre; indivíduo ou coisa admirável pela excelência ou perfeição; ás. Nos gramados, porém, o sinônimo de craque pode ser apontado como Ronaldo Fenômeno.

No clássico entre Corinthians e Palmeiras neste domingo, o camisa 9 do Timão saiu do banco de reservas para, aos 48 minutos do segundo tempo, empatar o jogo e mostrar: o Fenômeno está realmente de volta.

O gol não foi ao estilo de Ronaldo. Não foi em uma de suas arrancadas características, pelo contrário. Foi de cabeça, algo raro em sua carreira. Mas valeu como um gol de Copa do Mundo. A comemoração, subindo (e quebrando) no alambrado e vibrando com a Fiel, mostrou a importância daquele gol para o Fenômeno.

Ronaldo, entretanto, começou entre os reservas. Viu um primeiro tempo fraco tecnicamente, também por causa do forte calor na cidade de Presidente Prudente. O Corinthians começou melhor, mas não assustou o goleiro Bruno. O Palmeiras logo equilibrou as ações e começou a dominar a partida, criando a melhor chance de gol, em cabeçada de Maurício Ramos, em que o goleiro Felipe fez bela defesa.

No início da segunda etapa, porém, um erro feio do arqueiro alvinegro. Após passe de Keirrison, Felipe saiu mal do gol, foi encoberto e a bola sobrou para Diego Souza. Tranquilo, o meia driblou o goleiro e bateu para abrir o placar para o Verdão.

O técnico Mano Menezes não esperou para agir. Colocou Dentinho no lugar de Souza e melhorou o ataque do Timão. Do outro lado, Luxemburgo logo tirou o autor do gol, Diego Souza, para colocar Willians e apostar nos contra-ataques. Aos 15 minutos, a alteração que todos esperavam: Ronaldo entrou em campo, substituindo o fraco argentino Escudero.

E aí o jogo mudou. O Corinthians foi para cima, em busca do empate. O Fenômeno, diferente da última quarta-feira, entrou bem, movimentando-se e buscando a bola. Nos contra-ataques, o Palmeiras poderia ter matado o jogo com Keirrison em duas oportunidades, mas não aproveitou.

Ronaldo, então, começou a mostrar suas cartas. Primeiro, um drible no meio-campo, sem sucesso na hora do passe. Depois, um belíssimo chute de fora da área, explodindo no travessão. Mais tarde, um drible e uma boa jogada na linha de fundo, que quase resultou em gol de André Santos.
No finalzinho, com a impressão que o Palmeiras já era o vencedor da partida, o árbitro Wellington Abade deu 4 minutos de acréscimos. Tempo suficiente para animar os corintianos. Após boa chance de Elias, um escanteio. Douglas cobrou aberto, o goleiro Bruno falhou e Marcão subiu menos que Ronaldo, que empatou de cabeça e fez a festa da Fiel.
Craque, predestinado, iluminado! Mas acima de tudo, merecedor de todo esse sucesso. Ronaldo é, sim, O CARA!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Acabou o futebol arte do Palmeiras

O clássico nem começou, ainda restam dois dias, mas o técnico palmeirense Vanderlei Luxemburgo sai pelo menos com um corpo de desvantagem para o rival Mano Menezes. Isso porque o “estrategista” parece ter adotado um esquema defensivo para o duelo. No treino de hoje, Luxa sacou Willians e colocou Jumar, alteração de quem está preocupado com a retaguarda.

Concordo que o técnico precisa reforçar o setor de marcação, leia-se meio-de-campo, que tem um Pierre solitário nos desarmes. O treinador, porém, não tinha a necessidade de mexer nas peças, bastava adiantar o lento Edmílson para o setor, deixando o time com dois zagueiros. Pior para o professor foi tirar Willians, simplesmente o mais lúcido do confronto frente ao Colo Colo.

Ora Luxemburgo, a conclusão que chego é que acabou aquele Palmeiras bonito de se ver jogar futebol, pois justo em um clássico o verde vai para a retaguarda. Mais do que ser derrotado duas vezes pela Libertadores, deixar ir pelos ares a invencibilidade no Paulista, é desistir da filosofia implantada no começo do ano. Realmente a situação do Palmeiras preocupa.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Que fome!

O Santos venceu o clássico contra o São Paulo na Vila Belmiro, neste domingo, por 1x0, e voltou ao G-4 do Paulistão. A polêmica da partida, no entanto, foi a reclamação recíproca da dupla de ataque tricolor, Dagoberto (foto) e Washington.

O lance em questão aconteceu aos 32 minutos do segundo tempo. Dagoberto driblou dois zagueiros e entrou na área. Ao seu lado, Jean e Washington pediam a bola, livres. O atacante são-paulino tentou finalizar a jogada sozinho e chutou em cima da zaga, facilitando a defesa de Fábio Costa e levando os companheiros à loucura.

Washington, visivelmente nervoso com a falta de jogo coletivo do parceiro de ataque, saiu de campo reclamando. Dagoberto, por sua vez, respondeu a altura e disse que também não gosta de algumas jogadas do camisa 9 e nem por isso sai fazendo críticas.

Na verdade, como diria o torcedor de forma bem popular, é muito gás para pouca Coca-Cola. Washington tem o direito de reclamar? Tem. Mas não anda com moral para isso. Desde que chegou do Fluminense, com status de estrela, não vem agradando. Tenta, em vão, fazer o papel de pivô. Além disso, tem feito poucos gols e criado muito pouco.

Dagoberto, por sua vez, é o único a tentar jogadas diferentes. Ele corre, volta para buscar o jogo e muitas vezes faz o papel que seria de Hugo, na armação das jogadas. Segue com o grande problema de querer enfeitar todos os lances e fazer apenas gols bonitos. Se jogasse um pouco mais simples, teria mais sucesso. E, mesmo assim, não é nem sombra da revelação que pintou no Furacão e chegou à Seleção Olímpica.

Diante do bate-boca dos dois atacantes, quem ganha (mais) espaço é o centroavante Borges que, suspenso, não esteve em campo. O camisa 17 não tem tanta publicidade, mas continua sendo o atacante mais efetivo do time do São Paulo, marcando gols importantes, como contra o Independiente, na estreia do Tricolor na Libertadores.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Que contraste, Verdão!

O Palmeiras venceu o São Caetano ontem, por 4x3, em um jogo emocionante e cheio de alternativas. O resultado deixou o Verdão novamente na ponta do Paulistão. Mas o contraste na atuação do time alviverde chamou atenção.

No ataque, Keirrison comanda as ações com brilhantismo. Rápido, oportunista e artilheiro nato, o K9 fez dois e é o maior goleador do campeonato. É um grandíssimo jogador, com potencial para se tornar um craque, não só para a torcida palmeirense, mas para jogar na seleção brasileira.

O K9 tem sido muito bem municiado por Cleiton Xavier, que teve um ótimo começo de temporada com a camisa 10 do time. Além disso, conta com a boa fase de Diego Souza. O meia fez uma excelente partida ontem, com dribles, assistências e um gol. O camisa 7 parece estar recuperando a boa forma dos tempos de Grêmio, que valeram um grande investimento por parte da Traffic, parceira do Verdão.

Mas se por um lado o ataque corresponde e até supera as expectativas, a defesa não anda tendo o mesmo desempenho. O Palmeiras tinha, até ontem, a melhor defesa do Paulistão. Mas os três gols sofridos ligaram o alerta na linha defensiva alviverde. Principalmente nas jogadas aéreas, onde a equipe tem falhado bastante. Foram 8 gols sofridos nos últimos três jogos (derrota para a LDU, na Libertadores, empate com a Lusa, no Paulistão e a vitória de ontem), uma média muito alta e preocupante.

Contra o São Caetano, Edmílson fez sua pior partida pelo Verdão. Lento e perdendo lances fáceis, não parecia nem de longe o zagueiro técnico e com muitos recursos que é. Chegou a perder na corrida para o Tuta, que pesa quase 100kg. Marcão também nunca foi unanimidade por onde passou, apesar de sua experiência. Maurício Ramos alterna bons e maus momentos.

Até o momento, a torcida palmeirense não tem do que reclamar. Apesar do contraste, a força do ataque tem compensado bem as falhas defensivas e o Verdão lidera o Paulistão de forma invicta. A expectativa é por um bom ano, lutando por todos os títulos que disputar.

Mas que o técnico Vanderlei Luxemburgo deve ter um olhar mais detalhado no sistema defensivo, isso deve!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Fator Mário Sérgio

A Portuguesa, recém rebaixada no Brasileirão, demitiu Estevam Soares na primeira rodada do Campeonato Paulista e o inferno rubro-negro parecia que seria sem fim. A diretoria logo se mexeu e contratou Mário Sérgio, técnico com péssimos trabalhos nos últimos anos. E a torcida logo se arrepiou.

Mais um ano de sofrimento? Não é o que parece. Sob o comando do treinador, apenas uma derrota. Derrota essa que aconteceu um dia após sua contratação, contra o São Paulo, quando dirigiu o time sem tê-lo treinado. Depois disso, oito jogos invicto e a quinta colocação na tabela do Paulistão.

O que Mário Sérgio trouxe de diferente para a Lusa? Basicamente, confiança. De que adiantava jogar bem se a equipe só vinha perdendo? Assim, o treinador fortaleceu o esquema defensivo da Rubro-verde. O jogo bonito deixou de existir, mas os resultados vieram.

Mário Sérgio, homem de declarações fortes desde os tempos de jogador, fechou o grupo com ele. Chegou até a dizer que o elenco lusitano é “uma ilha, no meio da guerra política que afeta o clube”. Sem contar a implicância da torcida, que ainda não “engoliu” o estilo de jogo do técnico.

Fato é que Mário Sérgio veio para levantar o moral da boa equipe da Portuguesa, que andava muito desmotivada. Se a Lusa classificar para as semifinais, não será surpresa e Mário Sérgio terá grande parcela de responsabilidade sobre isso.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Mancini terá de engolir a Fera

por Antonio Kurazumi

O Santos apresentou Vagner Mancini, um dos técnicos mais promissores em atividade no Brasil, que chega para substituir Márcio Fernandes. Comandante da boa campanha do Vitória no Brasileirão da temporada passada, o treinador tem a missão de arrumar o desentrosado time alvinegro para o restante do Campeonato Paulista, sem o tempo de treinamentos que o antecessor desfrutou para tentar organizar a casa.

Fora os problemas de campo, o técnico precisará resolver a briga declarada entre o goleiro Fábio Costa e o zagueiro Fabiano Eller, que estourou depois do revés frente ao Marília, por 1 a 0, em partida disputada na semana passada. Até o auxiliar técnico Serginho Chulapa, lembrado pela habilidade para fazer gols e pelo pavio curto, buscou apaziguar os ânimos, mas não obteve sucesso.

Em sua primeira entrevista, Mancini disse que ganhou carta-branca da diretoria alvinegra para resolver as pendências no elenco, ressaltando que não privilegiará atletas com história no clube. Um claro recado para o goleiro, remanescente da geração campeã brasileira em 2002.

Porém, suponhamos que Mancini decida afastar Fábio Costa, deixá-lo fora de seus planos. Teria respaldo da diretoria? Aposto que não. Antes de tudo, defendo a opinião daqueles que consideram a Fera um problema para o elenco, menos pelo talento, pois se trata de um goleiro de bom nível, mais pelas confusões que arruma com freqüência. Costuma brigar com torcedores – até atropelou um quando jogava no Corinthians – e não pensa duas vezes antes de discutir com os companheiros de equipe.

O problema para o novo comandante do clube praiano é que o maior defensor do arqueiro, justamente o presidente Marcelo Teixeira, renovou seu vínculo com o Santos até 2012, o que garantiu a Fábio um dos mais altos salários do elenco. Com isso, o Peixe teria que, provavelmente, pagar uma multa pesada para se desfazer do arqueiro. E se isso realmente acontecer? O inexperiente Douglas poderia substituir o tarimbado companheiro com apenas19 jogos no currículo?

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A polêmica dos ingressos para o clássico

O assunto da semana no futebol paulista foi a decisão do São Paulo em destinar apenas 10% dos ingressos para a torcida do Corinthians no clássico do próximo domingo, no Morumbi. Desde então, a repercussão foi grande na mídia e aumentou a tensão para o jogo.

Os motivos, ao contrário do que anda sendo comentado, não é simplesmente o São Paulo usar seu estádio e fazer valer o fato de ser o mandante. A questão vai muito além da rivalidade, da vontade de ser maioria na sua própria casa ou qualquer outro motivo. O argumento tricolor é simples: lado financeiro.

O Morumbi, para quem não conhece, é dividido em quatro cores: azul e vermelho (nas laterais), laranja e amarelo (atrás dos gols). A arquibancada azul já é, há algum tempo, prioridade dos sócios-torcedores, que pagam uma mensalidade ao clube e compram ingressos pela metade do preço.

Além disso, tem a nova jogada de marketing do Tricolor, que é o Espaço Visa. A empresa de cartões de crédito, em parceria com o São Paulo, tem direito da venda de entradas para os setores vermelho e amarelo. Estes ingressos são vendidos desde o começo do ano, inclusive em forma de pacotes, o que impossibilita o repasse da área para torcidas adversárias. Afinal, muitos são-paulinos já garantiram sua ida ao estádio neste espaço.

Resta, então, a arquibancada laranja. Os torcedores não-sócios e que não compraram pelo cartão de crédito também têm direito de comprar seu ingresso. E a laranja é a área que restou. Por isso, esta parte é dividida entre são-paulinos e torcedores adversários.

A questão tricolor não é contra o Corinthians. A ação será contra qualquer adversário, seja Palmeiras, Santos, Boca Juniors ou Mirassol. Portanto, não houve má fé do São Paulo contra o rival alvinegro, como foi reclamado pelos corintianos.

O que pode ser questionado é a perda da neutralidade do Morumbi e o fim do "encanto" dos clássicos com estádio dividido. E a retaliação dos adversários, dando apenas 10% dos ingressos nos clássicos em que forem mandantes, seja no Pacaembu, no Palestra Itália ou na Vila Belmiro, é mais que justa e é aceita pelo próprio São Paulo.

No meu ponto de vista, o futebol perde muito com o fim do "confronto pacífico" das torcidas. É o fim de uma Era nos estádios paulistas. Mas faz tempo que o futebol passou a ser tratado como um negócio e o fim do "encanto" dos clássicos é apenas mais uma das consequências.

E você, o que acha da decisão do São Paulo em repassar apenas 10% dos ingressos aos rivais?


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Falta de comando?

O goleiro Rogério Ceni teve uma noite infeliz na quarta-feira, contra o Bragantino. Além de falhar feio no gol dos visitantes, o arqueiro saiu machucado ainda no primeiro tempo. A lesão é na coxa, a mesma que tirou Ceni do jogo contra a Portuguesa, na segunda rodada do Paulistão.

Na época, a recuperação de Rogério surpreendeu a todos. Alguns, mais ressabiados, imaginavam o perigo de uma volta prematura. Afinal, o goleiro ficou fora de apenas uma partida, voltando a atuar no fim de semana seguinte. O tempo estimado para sua volta era duas semanas. E todos sabem que lesão muscular não é tão simples.

A volta de Ceni foi precipitada, além de desnecessária. Começo de Paulistão, sendo que todos no elenco são-paulino deixam claro que o objetivo é a Libertadores. Era hora de se guardar e se recuperar 100% da lesão. Mas a ânsia de estar em campo atrapalhou.

Talvez tenha faltado pulso ao técnico Muricy Ramalho e aos médicos do São Paulo. Era o caso de deixá-lo de fora por mais uma semana, avaliando a lesão. Mas a palavra de Rogério sempre teve um peso diferente no Morumbi. Ele tem poder de decidir se joga ou não!

A vontade de Rogério, maior jogador da história do Tricolor indiscutivelmente, é admirável. Mas esta vontade jamais pode passar por cima do São Paulo, que foi o maior prejudicado com a perda do goleiro, que só deve voltar ao time na estreia da Libertadores.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Pane tricolor e fim da invencibilidade

Após cinco meses e meio, ou 22 jogos, o São Paulo voltou a perder. A invencibilidade chegou ao fim neste domingo, contra o Santo André, em pleno Morumbi. A derrota por 2x0 fez o Tricolor ficar de fora do G4 do Paulistão e trouxe de volta o velho e costumeiro mau humor do técnico Muricy Ramalho, que distribuiu respostas secas e grossas aos jornalistas.

Em campo, o São Paulo continua com o mesmo estilo de jogo característico em 2008. O toque de bola, a forte defesa e a falta de criatividade são marcas registradas do Tricolor, que encontra grandes dificuldades ao enfrentar times mais fechados. A solução, como sempre, passa a ser os cruzamentos na área, buscando Washington, mas com um aproveitamento baixíssimo.

Hugo, o articulador do time, não chega nem próximo de um meia armador. É um ponta de lança, quase um segundo atacante. Faz gols, sabe dar combate (fato muito importante para Muricy), mas não sabe criar. Hernanes pode ser adiantado, mas assim perde todo efeito surpresa de sua chegada como volante. Dagoberto é muito ofensivo e carrega demais a bola para jogar nesta função. Arouca tem um ótimo toque de bola, mas é segundo volante.

Ou seja, falta o tal meia. O papo não é novo, afinal, Muricy pede um camisa 10 desde a saída de Danilo, no final de 2006. A especulação já girou em torno de muitos nomes, como Conca, Juninho Pernambucano e Verón. Mas o fato é que não virá ninguém e o treinador terá que se virar com o elenco que tem. Elenco, diga-se de passagem, muito bom. Mas sem o tal meia!

E aí, mesmo assim o Tricolor chega como favorito para a Libertadores, o Paulistão e, mais tarde, o Brasileirão? Você acha que Muricy tem em mãos o melhor elenco do Brasil?

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Já tá pronto?

Quatro vitórias em quatro jogos, 12 gols feitos e 1 tomado. Liderança no Paulistão e vaga garantinda, ou praticamente, na fase de grupos da Libertadores. O Palmeiras começou 2009 melhor do que se esperava. A dúvida é: o time está pronto ou só pegou babas?

É fato que nenhum dos rivais enfrentados até o momento não vislumbram grandes feitos este ano, mas as vitórias não devem ser diminuídas. O time de Palestra Itália está mais leve e técnico, consequentemente mais rápido e incisivo. Peças como Keirrison (foto), Cleiton Xavier, Willians e Edmilson se encaixaram muito bem no elenco e o entrosamento, que falta em outras equipes grandes do País, parece que chegará antes no plantel do "pofexô" Luxa.

A torcida palestrina já demonstra um otimismo acima do normal, mas é preciso calma. A suposta primeira decisão do ano terminou em fáceis 5 a 1 contra o fraco, gordo e boliviano Real Potosí. Muitos dizem que o time só será testado de verdade nos clássicos do Paulistão, e quem sabe em confrontos fora de casa na Libertadores.

E para vocês, o Palmeiras já demonstra a estirpe de uma grande equipe ou não ganhou de ninguém?

domingo, 4 de maio de 2008

Sem dificuldades, Palmeiras goleia Ponte e acaba com jejum incômodo

O Palestra Itália estava lotado. Camisas alviverdes em contraste com muitos pontos fluorescentes enfeitavam o estádio.

Nem mesmo a goleada sofrida para o Sport na quarta-feira, pela Copa do Brasil, tirou a confiança dos palestrinos, há 8 anos sedentos por títulos.

A Ponte Preta já sabia que, naquele cenário, era apenas coadjuvante e que nem a escalação surpresa do capitão César e do destaque Elias, a priori descartados por lesão, adiantaria para mudar o que já estava escrito.

O dia foi longo até chegar às 16h do domingo e Cléber Abade apitar o início do jogo. No começo a Ponte parecia disposta a pregar uma peça, mas logo desistiu, depois um chute mascado do bom Renato parar nas mãos do grande Marcos.

O Palmeiras cresceu com o grito vindo das arquibancadas do Parque Antarctica - e de todos os bares e residências palmeirenses - e logo abriu o placar, com um gol contra. Foi a deixa para um show, estrelado por Alex Mineiro.

O camisa 9 estava inspirado, fez três gols e sagrou-se artilheiro isolado do Paulistão. Valdivia também deixou o dele. E que gol!

Depois dos 5 a 0, muita comemoração. Nos vestiários, todo mundo careca. Os jogadores rasparam a cabeça, até mesmo os cabeludos. Não teve privilégio pra ninguém. Foi o pacto de um time campeão. Time este que foi questionado após algumas derrotas, mas no qual o maestro Vanderlei depositou suas esperanças.


Parabéns Palmeiras, Campeão Paulista de 2008!