Estava em casa hoje de manhã quando, na hora do almoço, recebi o telefonema de um eufórico amigo corintiano: “Kura, o Tevez vai voltar para o Corinthians”. Retruquei de imediato. “Fábio, você está maluco, não existe essa possibilidade”. Logo entendi o entusiasmo dele ao ligar a televisão e sintonizar na Rede Bandeirantes, em um daqueles programas típicos dos canais abertos: sensacionalista e farto
Mas a brincadeira ganhou contorno de esperança para o torcedor alvinegro nas declarações do polêmico diretor de futebol do Corinthians, Mário Gobbi. Em entrevista à rádio Jovem Pan, ele afirmou que Tevez é “um sonho, mas um sonho possível”. Tudo bem seu Gobbi, você é um especialista em jogar confetes para a multidão, mas o senhor não sabe o que significa contratar Carlitos Tevez.
O argentino não sofreu uma grave contusão recentemente, se encontra no auge da forma física e, para sua informação, defende as cores do Manchester United, ao contrário daquele quase ex-jogador em atividade que a diretoria gosta de se gabar por ter contratado. Uma coisa é trazer Ronaldo, desacreditado e sem time para atuar, outra, totalmente diferente, é tentar repatriar um dos jogadores mais cobiçados do futebol mundial.
Segundo a imprensa inglesa, os poderosos Real Madrid e Internazionale estariam interessados no futebol do craque, agenciado por Kia Joorabchian, aquele mesmo da MSI. E o West Ham, clube que detém os direitos federativos de Tevez, estipulou o preço do atacante em 106 milhões de reais. O argentino não deve ficar nos Diabos Vermelhos após o meio do ano, já que o contrato de empréstimo se expira, tampouco desembarcará no Parque São Jorge.
Por enquanto, Fábio, Gobbi e todos os corintianos devem se conformar com o time de hoje, composto de bons jogadores, aplicado taticamente. Tevez, quem sabe, daqui três, quatro anos. Hoje é um sonho impossível.
