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terça-feira, 9 de março de 2010

Especial Copa do Mundo 2010


Grandes amigos leitores da Banca, esse ano é especial! Afinal, é ano de Copa do Mundo e, para nós aficcionados por futebol, não há motivo maior de existir do que assistir uma Copa de cabo a rabo (ui!)

Logicamente não deixaríamos de dar nossos pitacos queridos e muito bem abalizados com pitadas históricas e chutes certeiros!

Vamos tratar cada seleção de forma individual e essa semana mesmo postaremos nossas impressões e almejos da gloriosa anfitriã África do Sul, que será sede de uma Copa muito especial, a primeira em continente africano.

E que Copa teremos! Nos acompanhem e nos cobrem.. Dia 11 de junho a festa da bola começa!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Na tarde de domingo..

..muitos torcedores, por volta das 16h55, estarão ansiosos, roendo unhas, gritando hinos, xingando juízes e adversários, concentrados. Imagina a hora que o apito inicial soar em dez estádios em oito estados diferentes! O coração vai querer subir do peito para a boca, para espiar cada lance...

Tem torcida que não vê em seu clube chance maior do que fazer parte do melhor campeonato da Terra. Sejam os fiéis corinthianos, os esmeraldinos goianos, os entristecidos sportistas e, por que não, os calmos vitorianos da Bahia.

Em dois lugares especiais a luta será dupla. No ABC paulista, temos aficcionados andreenses contra os pernambucanos de capibaribe. Quem perder, cai. Se empatar, morrem abraçados. Em um jardim da Barra Funda, os desacreditados palmeirenses pegam os frustados atleticanos, tão rivais de outro Palestra Itália. Quem perder, está fora da Libertadores. O título já lhes parece distante, mas a esperança é a última que apita.

Ainda na ponta, teremos os colorados do sul na não mais tão temida ilha do retiro, sonham com um milagre daqueles bem fáceis de acontecer. São 30 anos de jejum, acumulados aos 17 de flamenguitas e 15 de parmeristas, temos 62 anos sem títulos. Os líderes são paulinos terão vida dura, mas estão há um empate de seu quarto título seguido. Em Campinas, Fenômeno vs Imperador. O clássico das multidões vai definir o que os rubro negros irão conseguir.

Imaginem cada anúncio no estádio. Gol de tal, no lugar tal. E a cabeça vai fazer contas. E haverá comemorações e lamentos. E pessoas reclamando de entregas e agradecendo comprometimentos.

Teremos futebol domingo. Daqueles de fazer sofrer até quem não disputa mais nada, a não ser a honrosa glória de vencer mais uma partida. Quer mais louro que isso? Espero que domingo todos vamos torcer, e torcer muito, seja pelo(s) time(s) que for(em).

Ah, domingo de futebol onde se deve assistir futebol, no estádio!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

À européia...

O assunto do momento no mundo futebolístico é o calendário. Sempre vilãs de clubes e jogadores que vão indo mal, as datas do futebol nacional são constantemente questionadas. Os times jogam demais, não há descanso, o futebol europeu leva todo mundo embora na janela, e outras tantas ladainhas.

Volta e meia sempre surge o papo de organizar o Brasileirão de forma que ele comece em um ano e termine no outro. Ou seja, assim como os campeonatos de maior expressão na Europa, começar o certame nacional no segundo semestre e ter temporadas com hífen. 2010-11!

Ouvi e li várias opiniões sobre o assunto nas últimas semanas. Pensei que isso nunca pudesse acontecer, mas com nosso presidente boleiro Lula pressionando, a CBF já acena para uma mudança.

Vamos aos pontos que devem ser analisados. Antes de seguir, já aviso que sou a favor da "adequação", e não porque estamos errados, e sim porque temos que seguir o mercado mais forte, que é o do Velho Continente.

A Europa não é o Brasil, e vice-versa. Parece bobeira citar tal obviedade, mas é preciso ressaltar as diferenças das duas regiões. No Brasil não neva, não tem furacão, nem vulcões e nem segue padrões climáticos. Citar a questão meteorológica como algo que impede a mudança de calendário é pobreza de argumento.

Nessa terra onde canta o sabiá nunca se sabe se vai chover ou ter sol, se fará frio ou calor, independente da estação do ano. Há probabilidades, que tão pouco ajudam alguma coisa. Em São Paulo mesmo, essa semana choveu horrores e depois saiu um puta solão no dia seguinte. Vai saber.

Acredito que o maior problema seria cultural. Hoje o campeonato começa em maio e vai até dezembro. Na mudança, começaria em agosto/setembro e só acabaria em abril/maio. Muita gente estranharia, mas isso seria só no começo. Janeiro teria mais jogos, junho e julho ficaram para competições entre nações.

Os clubes tendem a ganhar com isso, pré-temporada no meio do ano, baixa temporada, sairia mais barato. Participações em copas no exterior, e até organização em território brasileiro de torneios amistosos com clubes europeus ajudariam a divulgar a marca e também a mostrar jogadores para seus potenciais compradores.

A grande rival disso tudo, e por razões ainda obscuras em minha mente, seria a TV, aliás, seria a Globo, única detentora dos direitos televisivos do esporte bretão tupiniquim. Não conheço muito de contratos de publicidade para TV, mas a verdade é que, mudando ou não o calendário, temos futebol o ano inteiro, graças aos Estaduais, que não devem acabar, mas serem menores, ou jogados ao longo do ano, como um mata-mata. A Globo pode sim acatar as mudanças, chega de preguiça, já não basta o fato de pagar tão pouco por transmissões televisivas de futebol?

A questão é enxergar o ano de outra forma. Os clubes, que já não fazem nada direito mesmo, não teriam problema em não fazer nada direito com o campeonato à européia.

A mudança no calendário nacional deve diminuir a mutação que os clubes sofrem no meio do Brasileirão, mas deve favorecer para que obtenham caixa de outras formas, até mesmo com mais vendas de jogadores, que poderão ter mais visibilidade.

Imaginem a Libertadores terminando no mesmo dia da Champions! A promoção dos dois eventos em conjunto! Um mundial de clubes sendo realizado na semana seguinte, com ambos os times no ápice!

Temos mais a ganhar do que a perder!

E vocês o que acham? Devemos mudar nosso calendário e distribuir melhor as competições.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Tristeza em St. James Park

Nem Allan Shearer salvou. São anos de más campanhas, fugas de rebaixamento, melancólicos meios de tabela. Péssimas jornadas.

Mas a torcida, os magpies, permaneciam leais. Mesmo com diretorias obtusas, jogadores sem vontade, poucas aspirações, os fãs do Newcastle United mantinham uma das maiores médias de público, lotando na maioria das vezes o St. James Park, que abriga mais de 50 mil torcedores.

Ontem, no Villa Park, os magpies estavam presente. Um empate bastava. O Aston Villa não brigava por mais nada. Vaga garantida na Liga Europa (Copa da Uefa mudará de nome!).

Um chute de longe desvia em Damien Duff e morre no cantinho de Harper. Eram 38 do primeiro tempo ainda. Mas foi demais.

Quanto a Harper, sua presença representa outro fator importante à queda. Por muitos anos, um ídolo e um líder fechava a meta dos Toons. Seu nome é Shay Given. Given foi para os milionários do Manchester City esse ano. Ele deve ter chorado com o fim da partida.

O Newcastle. Quatro títulos ingleses. Mais do que o Chelsea. O Newcastle de Michael Owen, Obafemi Martins, Mark Viduka, Damien Duff, Jonas Gutierrez e tantos outros nomes de prestígio. O Newcastle caiu.

Mas o time caiu quando decidiu se vender para alguém que não manja nada de futebol. E que desejou vender o clube antes que ele caísse. Porque para pessoas como ele, que nem menciono o nome, o futebol é negócio. Mas adivinhem só, para esses dois da foto, e para muitos, inclusive esse jornaleiro que vos escreve, o futebol é mais. É paixão e amor incondicional.

Vamos para a segunda divisão, mas somos gigantes e vamos subir de cabeça erguida para dar uma reviravolta na história do clube e, por merecimento, voltarmos a ser protagonistas no futebol inglês.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Vão torcer contra...

Dunga divulgou hoje os 23 jogadores que vão disputar os jogos das Eliminatórias da Copa contra Uruguai e Paraguai e também a Copa das Confederações, em junho, na África do Sul.

A expectativa da chamada de jogadores que atuem no País era grande. Cinco foram chamados. Victor (Grêmio), André Santos (Corinthians), Ramires (Cruzeiro), Kléber e Nilmar (Internacional).

Tirando Kléber, que não vem jogando bem há muito tempo. Todas as escolhas são justas, principalmente a do atacante Colorado, que vem jogando muito desde longa data, mas sempre foi preterido na disputa com o Adriano, o Ex-Imperador.

Manteve-se aquela base de sempre, inclusive algumas peças contestadas por imprensa e público. Na minha humilde opinião, Gomes, Luisão, Gilberto Silva, Felipe Melo e Anderson não teriam espaço na Seleção. Tenho divergências com outros nomes também, mas seria muita polêmica para pouco post.

A polêmica que venho tratar nesse local é o fato dos compromissos do selecionado nacional coincidirem, devido a uma proeza dos dirigentes da Conmebol e CBF, com as finais da Copa do Brasil e Libertadores. Os clubes brasileiros irão perder peças importantes nas derradeiras fases de torneios importantes.

Ramires já não jogará a segunda partida das quartas de final contra o São Paulo. Victor não poderá se alinhar à meta gremista no segundo confronto contra o Caracas. André Santos não pega o Vasco no Pacaembu, pela semi da Copa do Brasil. E o Inter, que é, ironicamente, o maior prejudicado por ter as melhores peças no elenco, não terá o artilheiro Nilmar e nem Kléber contra o Coxa, em Curitiba.

Olhando para as tabelas dos quatro campeonatos (Eliminatórias, Confederações, Copa do Brasil e Libertadores) vejo uma possibilidade grande de torcida contra à pátria. Já não tão amada e idolatrada, salve, salve.

Se tudo der certo, para quem seca, o Brasil sai fora do torneio na África na primeira fase, que termina dia 21 de junho. Só quatro dias depois do segundo jogo das quartas da Libertadores. E quatro dias depois do primeiro jogo da final da Copa do Brasil, que tem como favoritos Corinthians e Internacional.

Caso o acima citado aconteça. Ramires poderá arriscar seus bons chutes contra Victor em uma possível semifinal de Libertadores entre Grêmio e Cruzeiro. Além disso, o lado esquerdo corinthiano ganhará força para o segundo jogo da final, bem como a sinistra do Inter, e o avançado do time.

Logicamente a moral de todos esses jogadores, com a campanha pífia na Copa das Confederações, pode estar abalada. Mas quase nada, convenhamos.

A verdade é que os jogadores querem a Seleção e estão mais que radiantes. Danem-se os clubes. Que não podem reclamar de nada, aceitaram esse calendário mal planejado, por dirigentes que eternizam incompetência nos comandos sul-americano e nacional.

E vocês, o que acham? Dunga está certo? Os clubes podem reclamar? Vão torcer contra a Seleção?

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Tempo para aprender fora de campo!

A lesão do goleiro Rogério Ceni pegou todos de surpresa no São Paulo. Passado o susto e ainda com a tristeza de perder seu maior ídolo pelos próximos seis meses, o Tricolor começa a fazer planos para a ausência de seu camisa 1.

Em campo, Bosco assume a condição de arqueiro titular. O "eterno reserva", no clube desde 2005, é um bom goleiro. Pode não ser do nível de Rogério, mas tem futebol aceitável para jogar em qualquer time grande do Brasil.

Fora de campo, talvez tenha chegado a hora de Rogério Ceni evoluir. Evoluir dentro do São Paulo, sua segunda casa. O próprio presidente do clube, Juvenal Juvêncio, já disse que o goleiro tem tudo para assumir o cargo mais importante do Tricolor assim que encerrar a carreira.

Sendo assim, Rogério terá tempo suficiente para conhecer os bastidores e a rotina do clube extra-campo. Pode ser um período importante para o crescimento dele dentro do São Paulo, já que, além de tudo, o camisa 1 nunca gostou de ficar sem trabalhar e deve frequentar o dia-a-dia do CT da Barra Funda.

E, desde que surgiu para o futebol, Rogério Ceni é um atleta diferenciado. Personalidade fortíssima, alto índice de trabalho e glórias. Muitas glórias. O goleiro ganhou o amor da torcida são-paulina, a antipatia de muitos adversários e o respeito de todos. Trata-se de um ícone do futebol nacional!

Mas acima de tudo é uma pessoa inteligente, esclarecida, com opiniões próprias e sempre bem embasadas. Junta-se a isso o amor ao próprio São Paulo. Com todas as evidências, existe sim um dirigente em potencial, que deve ser estimulado e incentivado!

Para o bem do próprio Rogério, do São Paulo e do futebol brasileiro!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

A tragédia que mudou o futebol inglês

Na Inglaterra, 15 de abril não é um dia qualquer, principalmente para a torcida do Liverpool. Há exatos 20 anos, uma tragédia transformou o futebol inglês.

No estádio Hillsborough, em Sheffield, Liverpool e Nothingham Forrest se enfrentavam pela semifinal da Copa da Inglaterra. Um número de torcedores dos Reds maior do que o esperado compareceu à partida e, conforme o jogo se iniciava, uma multidão se aglomerou ao redor do estádio e começou a entrar pelos portões. Enquanto isso, já do lado de dentro, os torcedores que estavam encostados no alambrado, passaram a ser esmagados.

A partida foi interrompida aos seis minutos do primeiro tempo, quando alguns fãs começaram a pular o alambrado para tentar escapar do esmagamento. No total, 766 pessoas ficaram feridas e 96 morreram. O último a morrer, Tony Bland, ficou no hospital por quatro anos, em coma.

O desastre fez as autoridades inglesas adotarem uma série de medidas para evitar que aquela cena se repetisse. O então ministro da justiça, lorde Taylor de Gosforth, preparou um relatório que dizia, entre outras coisas, que os estádios não poderiam ter grades ou alambrados para separar o público do campo. Além disso, todo torcedor que comprasse ingresso deveria ter uma cadeira para ver o jogo. As "gerais", áreas nas quais se vê o jogo de pé, teriam de ser completamente abolidas.

A modernização dos estádios, somada à extinção dos hooligans, fez o futebol inglês crescer e, com isso, hoje tem a melhor liga do mundo. Os torcedores preservaram a paixão pelo esporte, mas se adequaram aos novos tempos, com cadeiras numeradas, divisão de ingressos e o consumo dentro dos estádios.

O aniversário dos 20 anos da tragédia de Hillsborough serve para fazer-nos pensar em mudanças para o futebol brasileiro. Não se pode mais haver o desrespeito que as torcidas sofrem hoje em dia. Já está mais que na hora de nossos estádios possuírem cadeiras numeradas, segurança, compra de ingressos antecipada (com carnês e/ou pela internet), postos de alimentação e banheiros dignos. A paixão pode ser a mesma, mas os tempos são outros e é hora de pensarmos no futuro.

terça-feira, 31 de março de 2009

A cara-de-pau da Globo

É brincadeira! Faz algumas semanas que o Globo Esporte soltou uma matéria sobre o horário dos jogos durante a semana, com torcedores reclamando que não têm como voltar pra casa. Justo. Só que ninguém falou nada sobre quem define os jogos pra "depois da novela": a Rede Globo de Televisão.

À época, deixei a matéria passar. Mas hoje, vendo uma chamada no SPTV, está lá o Thiago Leifert falando que os torcedores do Corinthians reclamam do horário do jogo de hoje porque não conseguem voltar para suas humildes residências.

A cara-de-pau é absurda. A maior responsável por essa estupidez que é o horário dos jogos no meio da semana é a própria Globo, que para não interferir no seu precioso horário da novela, que nem anda mais dando tanta audiência assim, quer mais é que o torcedor se dane.

Aí vem o Leifert me falando que se tivesse jogo às 3h da manhã, teria de ter transporte. Ah, vá fa napoli, né? É óbvio que o transporte paulistano é uma merda, mas tudo tem limite. O jogo acabar perto da meia-noite não significa nada? E o torcedor que tem que trabalhar no dia seguinte às 8h da matina? Ele não pode ir ao estádio por quê?

Sem contar que atleta não tem que estar jogando perto da meia-noite. É lógico que clube nenhum tem a manha de peitar a Globo, majoritária em todos os direitos televisivos futebolísticos do País, mesmo com outras emissoras oferecendo mais grana, mas esse é assunto pra outro post.

O revoltante é que eles vão insistir nesse papo de a culpa é da falta de transporte e não de quem marca o jogo nessa hora ridícula. Vale lembrar que mesmo pra quem volta de carro, e mora, por exemplo, em São Bernardo do Campo, como eu, ou mesmo no Jabaquara, pra continuarmos na mesma cidade, não se chega em casa antes das 1h30!

A verdade é que pra Globo tanto faz ter torcida ou não no estádio. Aliás, é melhor que todos fiquem em casa, vejam na TV aberta, ou paguem o PFC. A graça do futebol, que é ver no estádio, enxergando muito mais que na TV, está sendo expurgada. Os clubes e a TV não respeitam mais o torcedor, querem transformá-lo em consumidor, como se o futebol fosse algo que se consumisse, o entorno pode até ser, mas o jogo em si não. Ou alguém vai reclamar no Procon caso o jogo seja uma bosta?

Querem moldar os torcedores no estilo europeu. Com um bando de sentados, com aplausinhos aqui e acolá. O campeonato inglês é recheado de jogos assim, com torcida cliente, que de fato pouco se importam com o resultado do jogo, é só mais um evento.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A polêmica dos ingressos para o clássico

O assunto da semana no futebol paulista foi a decisão do São Paulo em destinar apenas 10% dos ingressos para a torcida do Corinthians no clássico do próximo domingo, no Morumbi. Desde então, a repercussão foi grande na mídia e aumentou a tensão para o jogo.

Os motivos, ao contrário do que anda sendo comentado, não é simplesmente o São Paulo usar seu estádio e fazer valer o fato de ser o mandante. A questão vai muito além da rivalidade, da vontade de ser maioria na sua própria casa ou qualquer outro motivo. O argumento tricolor é simples: lado financeiro.

O Morumbi, para quem não conhece, é dividido em quatro cores: azul e vermelho (nas laterais), laranja e amarelo (atrás dos gols). A arquibancada azul já é, há algum tempo, prioridade dos sócios-torcedores, que pagam uma mensalidade ao clube e compram ingressos pela metade do preço.

Além disso, tem a nova jogada de marketing do Tricolor, que é o Espaço Visa. A empresa de cartões de crédito, em parceria com o São Paulo, tem direito da venda de entradas para os setores vermelho e amarelo. Estes ingressos são vendidos desde o começo do ano, inclusive em forma de pacotes, o que impossibilita o repasse da área para torcidas adversárias. Afinal, muitos são-paulinos já garantiram sua ida ao estádio neste espaço.

Resta, então, a arquibancada laranja. Os torcedores não-sócios e que não compraram pelo cartão de crédito também têm direito de comprar seu ingresso. E a laranja é a área que restou. Por isso, esta parte é dividida entre são-paulinos e torcedores adversários.

A questão tricolor não é contra o Corinthians. A ação será contra qualquer adversário, seja Palmeiras, Santos, Boca Juniors ou Mirassol. Portanto, não houve má fé do São Paulo contra o rival alvinegro, como foi reclamado pelos corintianos.

O que pode ser questionado é a perda da neutralidade do Morumbi e o fim do "encanto" dos clássicos com estádio dividido. E a retaliação dos adversários, dando apenas 10% dos ingressos nos clássicos em que forem mandantes, seja no Pacaembu, no Palestra Itália ou na Vila Belmiro, é mais que justa e é aceita pelo próprio São Paulo.

No meu ponto de vista, o futebol perde muito com o fim do "confronto pacífico" das torcidas. É o fim de uma Era nos estádios paulistas. Mas faz tempo que o futebol passou a ser tratado como um negócio e o fim do "encanto" dos clássicos é apenas mais uma das consequências.

E você, o que acha da decisão do São Paulo em repassar apenas 10% dos ingressos aos rivais?


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Fluminense é um passo atrás sim!

O Fluminense apresentou o meia Thiago Neves na tarde de ontem. A contratação foi tratada como um grande presente para a torcida tricolor e tudo mais, porém o novo camisa 10 "tropeçou" e disse, em plena apresentação, que voltar ao Flu é "um passo atrás para depois dar dois para frente".


O nível intelectual do Thiago Neves a gente já conhece. Claro que falou isso sem pensar, mas, mesmo assim, falou a pura verdade. O grande problema é que torcedor não aceita isso. Ou alguém acha que jogar no Fluminense é melhor que jogar na Europa, o sonho de todo jogador?
Temos que parar com a hipocrisia no futebol, tanto na imprensa quanto na torcida. Thiago Neves - que não é craque nem aqui e nem na China - deu enormes passos, gigantes saltos para trás na carreira. Além disso, foi mais um dos despreparados que contribuiu para manchar um pouco mais a imagem do jogador brasileiro na Europa.
O que não dá pra entender é o Fluminense pegar um jogador desses por empréstimo de seis meses. No que ele vai contribuir até o meio do ano? Para um suposto título carioca? Ah... faça-me o favor! É muito oba-oba e pouca ação prática. É por isso que o futebol carioca segue a passos largos... PRA TRÁS!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O valor de ser o melhor do estado!

A questão do momento no meio futebolístico nacional, como é de costume todo começo de ano é discutir a relevância dos campeonatos estaduais. Após a afirmação do formato de pontos corridos do Campeonato Brasileiro, os torneios dos estados perderam um pouco seu brilho.

Torcidas, clubes, dirigentes e imprensa não veêm a hora do Brasileirão começar e tratam os estaduais como meros preparatórios. O fato da Libertadores e Copa do Brasil serem disputada no primeiro semestre contribuiu para o afastamento do interesse do público nos Paulistas, Cariocas, Mineiros, Gaúchos...

Pois, pra quem não sabe, valorizar a Libertadores é coisa recente, de 1990 pra cá. E eu digo valorizar de verdade. A Copa do Brasil então, iniciada em 1989, demorou para cair no gosto dos torcedores, que agora vislumbram mais do que nunca uma vaguinha para o torneio continental mais importante das Américas.

Analisando friamente, o Paulistão, pegado aqui como exemplo por ser, indiscutivelmente, o mais forte dos campeonatos estaduais, é a quarta força em termos de importância no calendário bretão brasileiro. Ficando à frente apenas da Copa Sul-Americana, que deve ultrapassá-lo em alguns anos, se for trabalhada direito.

Na Europa não existem esses torneios regionais ou estaduais, também pudera, alguns países são menores que estados brasileiros, a Holanda, exemplo, é do tamanho da Vila Mariana (ou seria Vila Madalena? hehe). Ali não funciona. Mas o Brasil é um País continente.

Muitos falam que o nível dos clubes não-grandes, sejam do interior ou não, cai a cada ano. Fato facilmente desmentido quando lembramos da semi-finais do Paulistão passado, onde Guaratinguetá e Ponte Preta ostentavam seus lábaros e bom futebol para todo o estado.

O que mais me incomoda na verdade é o termo usado por alguns jornalistas e até torcedores: Paulistinha. É muita falta de respeito e hipocrisia. Um campeonato tão antigo e tão tradicional não pode ser tão diminuído assim. Principalmente por quem, no ano passado mesmo, o considerava Paulistão. Não quero aqui vangloriar e nem aumentar louros ao torneio paulista, mas se não quiserem aumentar, que tratem como Campeonato Paulista, oras.

Muitos torcedores comemoraram títulos estaduais e acredito que corinthianos gostam de saber que seu time possui o maior número de conquistas. É um campeonato, e como todo campeonato, vale a disputa, vale um caneco que será ostentado nas salas de troféu por aí a fora. Não é só por causa da importância maior para outros torneios que esses campeonatos devem ser tratados no diminutivo. Fica de fora de uma fase final para você ver como cai bem, fica.

E para vocês, ó amigos leitores da Banca, qual a importância do Campeonato Estadual?

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Quem deve temer a altitude?

A Conmebol definiu ontem sua posição favorável ao jogos em lugares 2.700 metros acima do nível do mar, tanto para jogos de clubes quanto de seleções. A decisão é polêmica, uma vez que a FIFA já havia se colocado contrária a jogos na altitude.

Mas a questão é: a altitude é realmente um problema? Logicamente que nenhum time é imbatível só pela altitude, senão Bolívia e Peru, e até Equador, estariam em todas as Copas e seus times iriam muito bem na Libertadores, o que não é o caso.

Para os clubes de 'baixo', jogar nas alturas de La Paz ou Cuzco é algo, por que não dizer, cruel. O ar é rarefeito, o pulmão não está acostumado e as pernas não rendem o esperado. Sem contar os riscos de desmaios, já a questão de possibilidade de morte para mim é exagero, mesmo com toda essa história envolvendo o Flamengo e laudos de médicos da Bolívia.

No entanto, quem deve temer de verdade a altitude são os países que brigam por ela. Sim! Um exemplo claro ocorreu nessa terça-feira, quando o Santos humilhou o San José da Bolívia por 7 a 0, e poderia ter sido 10. Mas aí você checa a tabela e vê que o outro jogo, foi 2 a 1 pros bolivianos, ajudados pela altitude.

Os times bolivianos, peruanos, equatorianos, ou seja, os Altitude F. C. não percebem que o seu maior trunfo é justamente o que está atrasando-os. Pois eles não se preocupam em evoluir no futebol, pra quê? O San José bateu o poderoso Santos, ou seja, é um time bom, pensam eles. Mas a coisa não é assim! O time do San José, se disputar o Paulistão, é rebaixado, sem dúvidas.

A evolução futebolística é algo que todos devem buscar. A Venezuela conseguiu, os times do país estão mais competitivos e a seleção pode figurar na Copa de 2010, algo que não seria nada estranho. Enquanto os clubes e seleções se apoiarem na altitude, o futebol deles continuará lá embaixo.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Seleção pentacampeã vale quase o mesmo que a Arábia Saudita

Na semana passada, o torcedor brasileiro ficou surpreso com o anúncio do acordo entre a seleção da França e a Nike por US$ 63,3 milhões (R$ 107,6 milhões), enquanto a Seleção Brasileira, pentacampeã mundial, recebe U$ 12 milhões dos americanos, cinco vezes menos que os franceses, campeões do mundo apenas em 98, quando jogaram em casa.

Agora é a vez do fraco selecionado da Arábia Saudita fechar um acordo quase similar ao da equipe canarinho. Os árabes acertaram contrato de quatro anos com a marca Sela Sport, que pagará U$ 10 milhões por temporada.

O México é outra equipe que recebe praticamente o mesmo valor que o Brasil. Eles também são patrocinados pela Nike e têm um acordo de U$ 11 milhões por ano.

O mais bizarro disso tudo é que, em 2006, a CBF renovou automaticamente o seu vínculo com a Nike, pois o honesto doutor Ricardo Teixeira disse que nenhuma outra empresa apareceu para fazer concorrência.

No ano passado, o Corinthians, que também é patrocinado pela marca norte-americana, renegociou o contrato e conseguiu valorizar o preço do patrocínio.

A França, que continuará sendo patrocinada pela Adidas até 2011, três anos antes do término do contrato, fez uma licitação. Assim, recebeu várias ofertas e optou pela mais vantajosa.


Até quando teremos que agüentar gente metendo a mão nos cofres de um dos maiores patrimônios que o Brasil tem? Quando isso vai mudar e os clubes, hoje com rabo preso, terão autonomia para poder votar em quem quiser?

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Denílson neles!

Hoje, o Palmeiras deve apresentar seu último reforço para o Campeonato Paulista. Trata-se de um campeão mundial, que chega sob os olhares desconfiados da torcida e da imprensa.

O badalado (e baladeiro) Denílson despontou como craque no São Paulo, em 1997, e chegou a ser o jogador mais caro do mundo, vendido ao Real Betis por cerca de 30 milhões de dólares, em 1998.

Dono de dribles mágicos, chegou a lembrar Garrincha. Os adversários o temiam, tinham medo de tentar desarmá-lo e ficar no chão.

Foi a duas Copas do Mundo e teve um papel importante. Era uma espécie de 12º jogador tanto do técnico Zagallo, no vice-campeonato na França em 98, como para Felipão, na conquista do Pentacampeonato na Ásia em 2002.

Quem não se lembra da famosa imagem dos quatro turcos correndo atrás dele na semifinal de 2002?

Agora, depois de sete anos na Espanha, um ano na França, uma temporada na Arábia e seis meses nos Estados Unidos, chega ao Parque Antártica em baixa, precisando reerguer a carreira e refazer sua imagem.

Como tudo aconteceu?

Julho de 2007. Denílson estava sem time, há seis meses sem jogar e precisava readquirir a forma física. Como de praxe, foi se tratar no Reffis do São Paulo. Treinava, quando o fisioterapeuta Ricardo Sassaki disse que ele teria que conversar com João Paulo de Jesus Lopes, um dos caciques da administração Juvenal Juvêncio, para pedir autorização para fazer o tratamento.

João Paulo chegou para ele e disse: “Você é um jogador que o torcedor gosta, muito importante para o São Paulo, mas não vai dar. Você não pode se recuperar aqui”.

A ingratidão dos lordes do Morumbi foi um choque para Denílson, que foi procurar abrigo no Palmeiras, que prontamente abriu suas portas.

Ele se recuperou e quase acertou com o time de Palestra Itália, mas preferiu aceitar uma proposta milionária do Dallas dos EUA, onde ficou por seis meses.

Janeiro de 2008. Denílson voltou ao Palmeiras para manter o condicionamento físico. Chamou a atenção de Vanderlei Luxemburgo, que pediu sua contratação. O técnico disse que o jogador mudou suas características e acha que pode fazer com ele o mesmo que fez com Zé Roberto no Santos.

A estréia já deve acontecer contra o Juventus, no fim de semana, e Denílson terá de mostrar que ainda não acabou. Você ainda acredita nele?

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Cadê o grande que estava aqui?

Que o Campeonato Paulista é o mais disputado do País ninguém discute. Mas esse começo de ano, a surpresa está, por que não dizer, mais surpreendente.

Após 7 rodadas, o primeiro grande que aparece na tabela de classificação é o São Paulo, em 5º lugar, e apenas os 4 primeiros se classificam para as semi-finais.

A ponta, merecidíssima, é do Guaratinguetá com 18 pontos, fruto de suas 6 vitórias seguidas no torneio. Logo abaixo, vem Ponte Preta com 16 pontos, Noroeste e Ituano com 13.

Se o super São Paulo não embalou e vem jogando abaixo da média, o que dizer dos outros grandes? O Corinthians é só o 10º, e o Santos, atual campeão, divide a modestíssima 14ª colocação com o Palmeiras, de Vanderlei Luxemburgo.

Mas qual a explicação? Muitos falam que os 'pequenos' do interior tiveram muito mais tempo para se prepararem e estão goleando no aspecto físico. Mas a verdade é que eles estão jogando muito mais que os grandes, no aspecto tático e técnico.

Por mais que ainda tenha muito campeonato pela frente, é inegável a frustração dos torcedores com seus respectivos clubes. Os palmeirenses devem ser os mais insatisfeitos. Com a chegada do Luxa, e de jogadores como Diego Souza, Lenny, Alex Mineiro e Élder Granja. Todos esperavam se não uma máquina, mas pelo menos um time brigando pela ponta. Mas já são 3 derrotas seguidas, e 3 jogos sem marcar.

O Tricolor ainda tenta encontrar sua melhor forma de jogar, depois da chegada de Adriano. Mas vem enfrentando muitas dificuldades, até mesmo nos jogos no Morumbi.

Já Santos e Corinthians, apesar da expectativa natural existir, só pelo fato de serem grandes clubes, já contavam com certa desconfiança de seus torcedores. Os da baixada pelas muitas baixas (troc) que o time sofreu e que não foram repostas. E os corinthianos, após a queda para série B, viram 14 reforços chegarem e um novo técnico prometendo montar um time forte para voltar a elite.

Não sei a razão, mas por mais que os famosos cavalos paraguaios sejam comuns, esse ano acho que os times do interior não vão perder o gás. Resta saber se os grandes conseguiram se recuperar a tempo.

PS: Hoje é aniversário do gloriosíssimo jornaleiro e amigo João de Andrade Neto. Um dos quatro melhores jornalistas desse blog! Hehe! Parabéns, irmão!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Adaptando-se ao estilo do Imperador

A chegada do atacante Adriano (foto) ao São Paulo mudou a rotina do clube. O Imperador atraiu imprensa e torcedores em seus treinos e jogos, seja dentro ou fora de casa. A badalação fora de campo já era esperada, por tratar-se de uma estrela do futeobl mundial. Já a mudança dentro de campo, não estava nos planos.

Adriano chegou ao Tricolor após o clube paulista ter se sagrado campeão brasileiro, com uma campanha irretocável e uma formação sólida, com estilo de jogo definido. A posse de bola era valorizada e o time atacava sem pressa de concluir à gol.

A entrada do Imperador no time mudou a forma do São Paulo jogar. Foi possível notar isso no clássico contra o Corinthians, no último domingo. E o resultado, tanto do jogo quanto da nova forma de atuar, não agradou a torcida são-paulina.

Os jogadores de meio-de-campo, principalmente Hernanes e Richarlyson, pareciam mais afobados e apressados para a conclusão das jogadas. E o pior: um festival de cruzamentos na área. Não importava a parte do campo em que estivessem, Souza e Richarlyson tentavam alçar todas as bolas para Adriano.

Apesar de contar com Aloísio em 2007, o São Paulo não atuava desta maneira. Apesar de faltar um meia de ligação, a bola era muito bem trabalhada antes da finalização. Talvez por isso esteja difícil do time engranar neste início de temporada.

É possível, e provável, que seja apenas mais uma série de testes de Muricy Ramalho, em busca da formação e do estilo de jogo ideiais para o Tricolor em 2008. A tendência é que o time volte a atuar no 3-5-2, com Hernanes e Richarlyson dominando o meio-de-campo, tanto na marcação quanto na armação das jogadas.

Agora é esperar para ver se esta será a cara do São Paulo 2008 ou se o time mudará muito no decorrer da competição.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Perseguido, Valdívia tem árdua tarefa: fugir da marcação!

O meia chileno Valdívia (foto), do Palmeiras, fez de 2007 o seu ano. Conquistou a torcida do Verdão, a admiração dos críticos e o respeito dos adversários. Foi eleito o melhor meia-direita do Brasileirão, após atuações realmente acima da média.

Habilidoso e dono de um drible fácil e rápido, o meia costuma deixar seus marcadores para trás. Mas junto com o seu destaque e com os elogios, cresce a preocupação dos adversários com o seu bom futebol.

Agora Valdívia tem que conviver com um outro cenário. Em todos os jogos, tem que enfrentar a marcação individual de um volante oponente. No último clássico contra o Santos, por exemplo, ele foi seguido de perto por Adriano durante todo o jogo, inclusive quando foi ouvir instruções do técnico Vanderlei Luxemburgo.

Junto a isso, uma nova modalidade de marcação aflige o craque chileno. O rodízio de faltas armado pelos adversários consegue parar as suas jogadas, sem que os jogadores sejam punidos com cartão amarelo. A cada momento, um atleta diferente faz a falta, impedindo que o árbitro veja uma seqüência de faltas do mesmo marcador.

Valdívia passou, então, a reclamar com os árbitros, pedir rigor aos juizes. Mas ao invés de diminuir a violência, a ação surtiu efeito contrário. Os árbitros costumam não tolerar as reclamações do chileno e, inclusive, puní-lo com cartão amarelo freqüentemente.

Com isso, o camisa 10 mais criativo do futebol brasileiro, mesmo sendo estrangeiro, sofre para adaptar-se a sua nova realidade. E como superar as retrancas e fortes marcações em cima do seu craque? O desafio está com o técnico Luxemburgo.

Na teoria, 'El Mago' servirá para abrir espaços para os demais jogadores do Palmeiras, como o recém-contratado Diego Souza. Desta forma, a defesa do oponente estará mais vulnerável e mais fácil de ser superada.

Infelizmente não há mais espaço para jogadores criativos e com grande capacidade técnica. A marcação é o ponto de partida da maioria dos treinadores do futebol, tanto brasileiro quanto internacional.

Quem sofre são os craques. E, com certeza, os torcedores!

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Instituição filantrópica, São Paulo contrata Carlos Alberto

O São Paulo está se aperfeiçoando na arte da ajudar o próximo. Isso acontece principalmente quando o "próximo" é um jogador que um dia teve qualidade, mas que se perdeu no mundo das baladas ou do álcool.

A primeira demonstração dessa nova postura da diretoria Tricolor foi a contratação do atacante Adriano. O "Imperador" passou de artilheiro a dor de cabeça na Internazionale e chegou a admitir problemas com o álcool.

Os dirigentes do time do Morumbi viram aí uma chance para aproveitar o futebol do craque o auxiliando na recuperação dos seus transtornos.

Hoje, mais um reforço para o DP (Departamento Psiquiátrico) do clube. Carlos Alberto (foto), aquele mesmo que arrumou encrenca no Fluminense e no Corinthians, foi anunciado. Ele foi emprestado pelo Werder Bremen, da Alemanha, e fica no São Paulo por 6 meses. Se tudo correr nos seus conformes o Tricolor pode renovar o vínculo por mais 6 meses, sem custos.

Resta saber se essa série de contratações de jogadores problemáticos - que incluem o volante "Vida Loka" Fábio Santos - não causarão transtornos ao clube. E mais: quem vai jogar no segundo semestre, se os principais reforços só ficam até o meio do ano?

Cadê o planejamento?

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Raio-X de uma tragédia anunciada

O ano de 2007 entrará para a história do Corinthians. Clube com a segunda maior torcida do Brasil, o Timão deu vexame durante todo o ano e coroou a temporada com o inédito rebaixamento para a Segunda Divisão.

Após um fracassado Campeonato Paulista, onde sequer se classificou entre os quatro melhores, também foi eliminado na Copa do Brasil. A eliminação veio contra o Náutico, que mais para frente revelaria-se um cruel algoz do Timão.

Superados os revés, veio o Campeonato Brasileiro. E a preparação foi péssima. Com jogadores da base, montou um time ruim tecnicamente. Os reforços vinham aos montes, mas de clubes como Bragantino e Ponte Preta.

O nível era baixíssimo, mas uma seqüência de vitórias no início iludiu o torcedor corintiano. Com o passar do tempo, a realidade veio à tona. A saída de Willian, um oásis de qualidade no meio-de-campo, deixou evidente a fragilidade do time.

No comando, passaram Carpegiani, Zé Augusto e Nelsinho Baptista, que tiveram a obrigação de organizar o time do Corinthians. Não conseguiram. Os jogos sucediam-se e os jogadores apenas entravam em campo. Derrotas em casa, fora, pontos perdidos que seriam importantes no futuro.

Apenas dois jogadores mereceram elogios. O primeiro é o responsável pela possibilidade de lutar contra o rebaixamento. Sim, porque sem o goleiro Felipe (foto) o Corinthians teria caído muito antes, junto com o América-RN. Fez defesas brilhantes, jogos fantásticos e foi o melhor jogador do Timão no torneio.

O outro foi o limitado, porém esforçado, centroavante Finazzi. Autor de 12 gols no torneio, deu algumas vitórias magras ao time paulista, além da chance de sonhar com a permanência na elite do Brasileirão.

E a reta final do Brasileirão chegou. Uma possível vaga na Libertadores, como havia sido cogitada, ficou em um passado bem distante. Uma posição intermediária e tranquila parecia possível, mas não foi o que se viu no time do Corinthians. A luta seria mesmo contra o rebaixamento.

Garra não faltou! Sejamos justos. O time brigou, lutou e fez o que pôde. Mas a limitação técnica foi evidente. O que esperar de jogadores como Iran, Moradei e Clodoaldo? Nada! O Corinthians se reforçou apenas com jogadores de Série B.

As últimas esperanças vieram dos juniores. Dentinho e Lulinha, dupla de sucesso nas categorias de base, entraram na fogueira e claramente sentiram a pressão de ter que salvar o Corinthians. Nada conseguiram fazer, apesar da força de vontade.

A Fiel Torcida esteve presente, apoiou o time além do imaginável. A paciência durou mais do que era esperado e lógico. Incentivou em treinos, compareceu e empurrou o time nos jogos, seja em São Paulo ou fora do Estado. Mas o problema estava mesmo dentro das quatro linhas. E que problema...

A favor do Corinthians estavam os seus concorrentes diretos. Goiás e Paraná 'esforçavam-se' para ficar com uma vaga entre os rebaixados. Os dois também perderam jogos fáceis e não demonstravam a mínima vontade de permanecer na Série A.

Há três rodadas do final, conseguiu um empate heróico contra o rival direto Goiás, fora de casa. Graças novamente ao ótimo Felipe, que pegou um pênalti. Em casa, perdeu para o desinteressado Vasco e teria que decidir no Sul, contra o forte Grêmio. Contava com uma combinação de resultados, que poderia salvá-lo.

Em campo, a mesma deficiência técnica dos últimos jogos. Um gol do gremista Jonas antes do primeiro minuto aterrorizou o time paulista. O empate veio, mas a combinação de resultado não. O Inter, aquele mesmo da "final" de 2005, que havia sido prejudicado na disputa pelo título com o Timão, não conseguiu salvar o Corinthians.

Os rivais riram e tiraram sarro. Os corintianos choraram e deram uma bela demonstração de amor. Denominaram-se loucos, declararam seu amor pelo clube e pediram: Não pára de lutar! As lágrimas dos fiéis torcedores correram. Uns, de tristeza. Outros, de raiva.

A conturbada e obscura parceria com a MSI deu seus resultados. Contratações estranhas, sem lógica e sem limites, clara lavagem de dinheiro e muitas polêmicas. Tiraram o presidente Alberto Dualib do comando, mas de nada adiantou. Foi tarde demais...

E culpá-lo por tudo é muito fácil. Ainda mais para o atual presidente, Andrés Sanchez, que fazia parte da diretoria de Dualib e vivia ao lado de Kia. O resultado está aí: o Corinthians jogará a Segunda Divisão em 2008.

E o Timão que não pense que terá vida fácil na Série B. Muita coisa terá que mudar no Parque São Jorge para que o time possa recuperar a confiança, o bom futebol e voltar a elite do futebol nacional!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Até quando ficaremos sem técnico ?

O Brasil ganhou do Uruguai nesta última quarta-feira por 2 a 1 pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. Mas o resultado não diz nada. Quem viu o jogo sabe que o Uruguai teria vencido facilmente se não fosse a boa atuação de Júlio César e Luis Fabiano. Aliás, o primeiro sofreu pressão por alguns que preferem Rogerio Ceni em seu lugar, e o segundo que nem seria convocado se a aposta do Dunga(foto) não se machucasse, o atacante Afonso Alves.

Nossa seleção possui atletas que estão entre os melhores do mundo. Não existe outra equipe com destaques de nível de Ronaldinho Gaúcho, Robinho e Kaká atuando juntos. Mas por outro lado, temos a falta de competência de um ex-jogador que está aprendendo a ser técnico na tão desejada seleção brasileira, o Dunga.

Temos Muricy Ramalho, Vanderlei Luxemburgo, e até quem sabe teriamos de volta Luiz Felipe Scolari, que têm capacidade de sobra para ajustar essa seleção. Mas como tudo neste país, nada está certo. Até quando Ricardo Teixeira, presidente da CBF, vai nos enrolar com seu técnico Dunga?

Nossa seleção não tem nenhum esquema tático, vence na competência individual de determinado atleta que está inspirado. E mesmo com todos esses craques, não podemos depender sempre de suas qualidades individuais, já que nossas principais estrelas estão longe de mostrar o melhor de sí.

Copa do Mundo de 2014

Estive ontem na partida de Brasil x Uruguai e percebi como este país está muito longe de uma organização necessária para uma Copa do Mundo. Mais parecia uma guerra aos redores do estádio do Morumbi. Sem contar o abuso dos flanelinhas cobrando absurdos para estacionarmos na rua, local público. E a polícia como sempre nada fez. Os estacionamentos estavam todos cobrando 100 reais. E como resultado de toda falta de competência, fui obrigado a sair antes do fim da partida para não chegar em casa só hoje.

Fico muito feliz por termos a oportunidade de ver no nosso país um evento internacional tão grandioso como esse. Mas ao mesmo tempo fico preocupado com o resultado de tudo isso em 2014.

Lembrando que o Brasil mal foi aunciado como sede e já vimos os nossos políticos agindo com segundas intenções. O escândalo entre MSI e Corinthians que foi parar nos tribunais, levou a analisarem se o país tem mesmo condições de organizar tal evento. E certos políticos votaram contra o levantamento, pois temiam que o Brasil perdesse a condição de país-sede. Já que querem tanto a Copa no Brasil, então é melhor começarem a trabalhar para que aconteça direito.