Se você é nacionalista, nutrindo ódio dos argentinos, não leia este texto, pois provavelmente não irá gostar do seu conteúdo. Mas se você souber entender que os “hermanos” são melhores que nós em certos aspectos e nós somos melhores que eles em certos pontos, veja esse vídeo introdutório e se arrepie.
A nação argentina sabe viver o futebol, sabe amar esse esporte acima de tudo, sabe torcer com um frenesi enlouquecedor que move 11 seres humanos dentro de um gramado, sabe empurrar uma seleção ou agremiação de uma maneira assustadora para os adversários.
Este vídeo publicitário sobre a Copa do Mundo e a mítica da Argentina relata o sentimento de nossos vizinhos para o evento mais importante do país. E nós? O que fazemos? Fazemos uma propaganda de apoio insignificante de uma tartaruga ou caranguejo brincando com uma latinha de cerveja.
Isso não emociona ninguém e não trás nenhum sentimento, somente vende uma ideologia “engraçada” imposta por uma marca. A empresa midiática criadora do comercial argentino deve ter, com toda certeza, seus interesses ideológicos, mas passando um anseio que mexe com o subconsciente das pessoas, de tal maneira que o consciente logo percebe toda a mensagem.
A mídia brasileira não sabe valorizar e explorar o melhor das massas, apenas se limitando a vender seus produtos de forma esdrúxula, além de exagerar em uma rivalidade que ultimamente se limita as datas dos jogos entre os dois países, tanto no âmbito de clubes ou seleções, pois muitos jogadores atuam nos mesmos times no velho continente e são amigos.
O último episódio ridículo aconteceu na época da segunda semifinal da Champions League, entre Barcelona e Internazionale de Milão, onde a RGT extrapolou na rivalidade, tanto nos telejornais, web e na transmissão do jogo, mostrando um duelo entre Lúcio (Brasil) e Messi (Argentina), sendo que isso pouco importava no enredo desse grande clássico, além do narrador enfatizar o “estranhismo” de brasileiros e argentinos jogando lado-a-lado.
Um TCC sobre como a mídia influência essa realidade foi realizado com entrevista à jornalista dos dois lados da moeda. Veja um techo:
No meio de toda essa bagunça gerada pela mídia, a torcida brasileira vem tentando copiar a “inchada hermana”, porém nunca conseguirá. O “Es cultural” que um ator comenta sobre os “inchas” retrata o modo como nossos vizinho são únicos neste quesito, mesmo com toda a devoção dos ingleses, inventores do futebol.
A “inchada” vai para “El Mundial” incentivada com os dizeres: “Es increible. Tiran um millón de papelitos, cada vez que sale el equipo. Es cultural” e “Allá, no importa si van ganando o perdiendo, los tipo cantan igual”.
E nós com meros comerciais que ostentam a marca e não a nação.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Por que a Argentina vive o futebol e o Brasil não?
segunda-feira, 26 de abril de 2010
A Celeste renascida?
A noite era fria em Montevidéu, mas a torcida fervia. Cantos eram entoados por quase 55 mil pessoas no estádio Centenário. O gol de Centeno aos 39 do segundo veio só para apimentar a emoção. Loco Abreu, quatro minutos antes, em um típico cabeceio de matador, havia fincado nos corações uruguaios a certeza. E eles não pararam de apoiar, celebrar, sem dar bola ao sufoco final costa riquenho, já sabiam que a Celeste Olímpica estava em mais uma Copa.
O Uruguai não esteve em 2006 na Alemanha. Havia recebido o troco da Austrália na dura repescagem. Em 2002 a situação foi inversa. Mas neste 18 de novembro de 2009, não houve derrota. Após vitória fora de casa, o empate frente sua torcida garantiu os bi-campeões do mundo de volta ao centro do futebol mundial.
Histórico e expectativas
É fato que a grande Celeste Olímpica não existe mais. Digo, na tradição e raça ela é eterna, mas no quesito boa fase... Bom, como definitiva quinta força da América do Sul, o Uruguai vem se acostumando a fazer Eliminatórias pouco regulares e, assim, terminam por jogar repescagens da vida. Risco grande para uma seleção de tanta história.
Seu objetivo tende (penso e torço assim) a ser realista nesta Copa: buscar uma classificação à segunda fase e contar com a sorte para não cruzar os argentinos logo nas oitavas, situação mais provável. A fase não é boa, mas os adversário não são bichos de sete cabeças.
Seus craques e jogo chave
A dupla de ataque é respeitável e a grande esperança. Diego Forlán joga na Espanha e já conquistou a chuteira de ouro como maior goleador do futebol europeu. Sebastian "El Loco" Abreu joga no Botafogo e, se não tem a técnica de Forlán, compensa na raça e no faro de gol. Na defesa, o capitão Lugano passa confiança e a liderança que podem fazer os uruguais surpreenderem.
Assim como o jogo do México contra o Uruguai é o mais importante, o inverso também se faz verdade. Após um jogo duro de estreia contra a França, teoricamente (e beeeeem teoricamente!) mais forte no grupo, e uma vitória quase certa contra a África do Sul, bater os mexicanos é uma obrigação se os uruguaios quiserem avançar na competição.
Minha aposta
Para mim, a França será uma decepção, e nossos vizinhos hão de batê-los na estreia, nada de muito impressionante, 1 a 0, gol chorado. Um empate com a África do Sul não se tornaria desastroso e os uruguaios chegariam na última rodada podendo até empatar com o México para se classificarem. Gosto da raça e acho que esse time pode vingar, não me surpreenderia uma liderança de grupo.
Confira os jogos da Celeste Olímpica na primeira fase:
Data e hora
11/06/2010 15:30 Uruguai x França
16/06/2010 15:30 África do Sul x Uruguai
22/06/2010 11:00 México x Uruguai
terça-feira, 6 de abril de 2010
Desta vez vai!
Após um começo irregular nas Eliminatórias, com muitas derrotas, a classificação da seleção mexicana chegou a ficar arriscada. O mau início fez uma vítima: o sueco Sven-Goran Eriksson perdeu o cargo de treinador. Em seu lugar assumiu Javier Aguire, que conseguiu reorganizar a equipe e, com uma série de cinco vitórias consecutivas, garantiu a vaga no Mundial da África.
Histórico e expectativas
O México é, ao lado da Espanha, a eterna promessa das Copas. Desde a década de 80, a equipe mexicana é apontada com a surpresa, candidata a chegar longe e surpreender os favoritos. As melhores colocações dos conterrâneos de Chaves e Chapolin foram exatamente nos Mundiais em que jogaram em casa. Em 1970 e 1986, os mexicanos chegaram às quartas-de-final.
Em 2010, porém, a empolgação é bem menor. A dificuldade nas Eliminatórias abriu os olhos da crítica do país. O tricolor da América do Norte caiu em um grupo perigoso, com os campeões mundiais França e Uruguai, além dos donos da casa sul-africanos. Avançar para as oitavas-de-final já seria um grande feito.
Seus craques e jogo chave
A aposta mexicana para a Copa de 2010 é a experiência. Por isso, o interminável Blanco, com suas características chuteiras brancas, comanda o ataque da equipe. Mais atrás, a segurança de Rafael Marques, zagueiro e volante do Barcelona, é imprescindível para um eventual sucesso dos tricolores.
O jogo mais importante do México é contra o Uruguai, no dia 22 de junho. O encontro das duas equipes das Américas será na última rodada da fase de classificação e deve definir quem passa para as oitavas. Quem ganhar, deve avançar ao lado da França.
Minha aposta
Creio que os mexicanos passam pela anfitriã África do Sul na estreia. Depois, terão o jogo mais difícil da primeira fase, contra os franceses. Um empate não seria mau negócio e levaria a decisão da segunda vaga do grupo para a última rodada, num confronto direto com o Uruguai. Talvez jogando por um empate. Acho que o México perde para os uruguaios, mas mesmo que avance, não deve ir longe, já que tem um cruzamento ingrato nas oitavas: muito provavelmente pegue a Argentina.
Confira os jogos do México na primeira fase:
Data e hora
11/06/2010 11:00 África do Sul x México
17/06/2010 15:30 França x México
22/06/2010 11:00 México x Uruguai
segunda-feira, 22 de março de 2010
Para ficar na história
Por 14 votos a 10, a África do Sul bateu Marrocos e se garantiu como a primeira sede africana do evento mais importante para futebolistas de todo mundo. Foi nesse preciso 15 de maio que os "Bafana Bafana" se classificaram para Copa que seria disputada seis anos depois. Ali, mesmo com um mundial na Alemanha no meio, do qual os sul-africanos ficaram fora, se iniciou a campanha para 2010.
Muita coisa mudou de lá para cá. A mais recente e importante de todas foi a troca de treinadores. Um brasileiro por outro. Saiu o folclórico(!) Joel Santana e veio o pragmático Carlos Alberto Parreira. A África do Sul não quer fazer feio. Apostou na experiência de Parreira e mais, quer ajuda do futebol brasileiro.
Os Bafana Bafana estão em territorio canarinho e, mais importante, penta mundial. Treinam por aqui e vão fazer amistosos com times brasileiros. Já empataram com o Cruzeiro e venceram o Botafogo (de Joel Santana, aah, o futebol e suas ironias). Santos e Palmeiras devem ser os próximos. Será que vai ajudar em algo?
Histórico e expectativas
Sem mais delongas, vamos às opiniões. É claro que a vida com Joel Santana não estava bem. Mesmo com o teórico bom desempenho na Copa das Confederações. A África do Sul não mostrava um potencial competitivo para almejar seu objetivo neste ano: passar a segunda fase. Com Parreira, a coisa parece que mudou, pelo menos a motivação se mostra outra e a confiança também.
A verdade é que o território africano deve pulsar como um para seus cinco representantes e isso contará e muito. Eles já são excelentes corredores e não descansam nunca. Quem sabe os deuses da bola não os abençoam com lances de boa técnica e um pouco de sorte?
Seus craques e jogo chave
Sendo realista e direto: a África do Sul não tem craques. Bons jogadores como Steven Pienaar, Katlego Mashego, Benny McCarthy e Matthew Booth, ídolo da torcida, podem garantir aos filhos de Nelson Mandela (poético isso!) ao menos exibições briosas.
O jogo mais importante de um dos grupos mais parelhos é logo o primeiro. Vencer o México no jogo de abertura da Copa será essencial para uma futura classificação. Dará moral e mais importante, três pontos! Não vejo nenhuma outra seleção do grupo A como infinitamente superior aos africanos e dificilmente alguém vencerá dois jogos. A França é a mais fraca dos últimos, vai, 12 anos, e o Uruguai se consolidou como quinta força da América do Sul. O México teve maus bocados nas Eliminatórias e não vem com a força de mundiais passados. Será que dá?
Minha aposta: os sul-africanos vencem o México e empatam com Uruguai e França. Creio eu que sirva para pegarem um segundo lugar, e se pá, dá até para ser primeiro. Olha que feito! Vocês concordam?
Confira os jogos da primeira fase dos Bafana Bafana:
Data Hora Local
| 11/06/2010 | 11h00 | Johanesburgo | África do Sul | x | México |
| 16/06/2010 | 15h30 | Pretória | África do Sul | x | Uruguai |
| 22/06/2010 | 11h00 | Bloemfontein | França | x | África do Sul |
quinta-feira, 18 de março de 2010
Desta vez vai Van Gaal?
A palavra que define o treinador holandês Louis Van Gaal é "polêmica", pois este senhor de temperamento difícil - pode ser comparado com José Mourinho - sempre gerou muitos desafetos entre os jogadores que treinou ao longo da carreira, do Ajax em 1991, até, atualmente, com o Bayern de Munique.
Ao mesmo tempo, Van Gaal é um treinador talentoso e já faturou a Uefa Champions League em 1995, com um super time do Ajax que revelou ao mundo jogadores como Van Der Saar, Davids, Seedorf, Kluivert, Bergkamp, entre outros. Entretanto, o holandês coleciona brigas com brasileiros, pois não gosta do estilo "tupiniquim". Os principais alvos foram Rivaldo, nos tempos de Barcelona, e Lúcio, no Bayern de Munique. As confusões fizeram os dois jogadores se transferirem para outros clubes.
O brilho de Van Gaal se apagou após a Eurocopa de 2000, disputada na Holanda/Bélgica, onde o treinador da "Laranja Mecânica" caiu precocemente na competição. O ostracismo chegou e o "velho polêmico" acabou no modesto AZ Alkmaar. Somente o título holandês na temporada 2008/09 despertou o interesse de outro gigante europeu: o Bayern de Munique.
O clube da Baviera estava de "saco cheio" de Jurgen Klinsmann e deu uma nova chance a Van Gaal. O seu primeeiro feito foi trazer Robben do Real Madrid para formar uma dupla de pontas ao lado de Ribery. Deu oportunidade a jovem promessa Müller. Mas não se deu bem com o goleador Luca Toni, preferindo Mário Gomes e Olic para o ataque. O Resultado foi à ida de Toni para a Roma.
O começo no Bayern foi muito complicado, com derrotas e incertezas, gerando desconfiança da imprensa e da torcida alemã que pedia sua cabeça. A ameaça de demissão era grande, porém a classificação para a segunda fase da UCL, em cima da Juventus, fora de casa, deu um alívio ao "velho holandês".
A partir de 2010 o Bayern engrenou, alcançando a ponta do Campeonato Alemão e jogando de forma convicente, com Ribery e Robben infernizando as defesas adversárias. Os dois ponteiros foram fundamentais para eliminar a Fiorentina nas Oitavas da Champions.
Mas e agora Van Gaal?
O treinador ainda precisa provar que não perdeu totalmente o seu brilho, ganhando o Campeonato Alemão e visando o penta da UCL. A missão na Champions League não é impossível, pois o sorteio da próxima sexta-feira pode ajudar ou ser ingrato com o Bayern. Se o clube de Van Gaal não pegar os temidos Manchester United ou o Barcelona, pode avançar sem problemas às semifinais. Se o Bayern chega nesta fase, Van Gaal tem tudo para mostrar sua competência e levar a equipe, no mínimo, ao Santiago Bernabéu, palco da final em 22 de Maio.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Passeio inglês

Na última terça, o Arsenal atropelou os portugueses do Porto, com um emblemático 5x0 no Emirates Stadium. A facilidade com que o time inglês fez o resultado chegou a assustar, mesmo sabendo que a vitória do Porto na primeira partida foi um acaso, com as falhas do goleiro Fabianski.
Ontem, repetindo o Arsenal, foi a vez do Manchester United despachar o tradicional Milan com uma goleada: 4x0. Apesar das adversidades no Old Trafford, esperava-se que o brasileiro Ronaldinho Gaúcho fosse o destaque. Ledo engano. Quem brilhou foi Wayne Rooney (foto). O atacante fez dois e mostrou que chegará com tudo na Copa do Mundo na África.
E os ingleses não param por aí. Na próxima semana, o Chelsea receberá a Inter de Milão tentado reverter a vantagem italiana, já que o primeiro jogo ficou no 2x1 para a equipe nerazzurri. O confronto será difícil, mas é a chance de termos três fortes times ingleses nas quartas-de-final.
Se na Champions League o futebol da terra da rainha comanda, na Liga da Europa (antiga Copa UEFA) a realidade não é diferente. Após fracassar na primeira fase do principal torneio da Europa, o Liverpool é um dos favoritos da Liga da Europa. Além deles, o Fulham também tenta a sorte na competição.
Diferente das outras Copas do Mundo, este ano a força do futebol inglês deve fazer da seleção do país umas das favoritas ao título. Apesar da crise causada pela traição de John Terry com o ex-companheiro Bridge, o elenco do English Team é fortíssimo. Frank Lampard, Steve Gerrard e principalmente Wayne Rooney devem guiar os ingleses rumo às finais.
por João de Andrade Neto às 15:46
Categoria:
Copa dos Campeõs,
Futebol Europeu,
Futebol Internacional
terça-feira, 9 de março de 2010
Especial Copa do Mundo 2010
Logicamente não deixaríamos de dar nossos pitacos queridos e muito bem abalizados com pitadas históricas e chutes certeiros!
Vamos tratar cada seleção de forma individual e essa semana mesmo postaremos nossas impressões e almejos da gloriosa anfitriã África do Sul, que será sede de uma Copa muito especial, a primeira em continente africano.
E que Copa teremos! Nos acompanhem e nos cobrem.. Dia 11 de junho a festa da bola começa!
segunda-feira, 8 de março de 2010
"Quem nunca saiu na mão com a mulher?"
Em pleno Dia Internacional da Mulher, esta pergunta feita pelo goleiro Bruno, do Flamengo, sacodiu a mídia brasileira, a ponto de estampar diversas capas de jornais e pautar quase todos os programas esportivos de televisão. A polêmica surgiu quando o arqueiro rubro-negro tentou defender o companheiro Adriano por sua ausência nos treinos do Flamengo. Após brigar com a noiva, o atacante desfalcou o time no último sábado, na vitória sobre o Resende, por 4x0, e não jogará pela Taça Libertadores na próxima quarta-feira, contra o Caracas.
Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher. O ditado, também usado por Bruno, é antigo e faz sentido. Até o momento da agressão. Não é normal um jogador de futebol sair na mão com um colega de profissão, um companheiro de time, o que dirá de uma mulher?
Os mais ponderados dirão que foi um erro de expressão. O goleiro jamais quis dizer isso. Outros atacarão Bruno, citando inclusive um caso, ocorrido em 2008, em que o nome do arqueiro esteve envolvido com agressão à prostitutas, em uma festa promovida pelos jogadores do Flamengo na época.
Fato é que o ambiente do atual campeão brasileiro não está nada bom. Sem Petkovic, que está na reserva e nada feliz com a condição, o Flamengo já não demonstrava o mesmo brilho de 2009. Agora, com a crise envolvendo Adriano, resta saber se o time rubro-negro terá força para brigar pelos títulos.
E que a força seja demonstrada apenas dentro de campo. E não para sair na mão com ninguém!
terça-feira, 2 de março de 2010
Pronto para a Copa!
No primeiro tempo, o time comandado pelo técnico Dunga não convenceu. Chegou a tomar sufoco da Irlanda, mas abriu o placar em um contra-ataque, em que o zagueiro irlandês marcou contra. Mas as chances de gol eram poucas e fizeram dos primeiros 45 minutos monótonos.
Na segunda etapa, o Brasil acordou. Após a entrada de Daniel Alves no meio-campo, o time deslanchou. As jogadas fluíram com mais facilidade, principalmente pelo lado direito. E os brasileiros foram coroados com um belo gol. Em seu último lance antes de ser substituído, Robinho tabelou com Kaká e depois com Grafite, que deixou o santista na cara do gol, para ampliar a vantagem.
Depois disso, a Seleção se preocupou em tocar a bola e gastar o tempo. O resultado estava garantido, assim como a maioria dos jogadores presentes estarão na Copa. Os poucos ainda não confirmados se esforçavam. Michel Bastos foi bem na lateral esquerda, mas não à ponto de convencer. Grafite entrou com todo gás, fez belas jogadas, mas deve ficar fora do Mundial. Assim como Carlos Eduardo.
Após a partida, o técnico Dunga confirmou que a lista com os convocados para a Copa não deve ter surpresas. Grande parte da imprensa cobra a convocação de Ronaldinho Gaúcho para o torneio. Mas o fato é que o treinador minimiza qualquer chance do craque do Milan, dizendo que todos tiveram sua chance e alguns aproveitaram. Outros, não!
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Uma aula de Libertadores!
É a primeira participação do Racing na Libertadores. Mesmo assim, os uruguaios deram uma aula no badalado Corinthians. Não, não foi uma aula de bola, até porque o futebol apresentado pelo time visitante foi bem limitado. Mas foi bom para o Timão ver o que é ser experiente em uma Taça Libertadores.
Ronaldo e Roberto Carlos (foto) cansaram de disputar Champions League, jogaram finais de Copas do Mundo e decidiram partidas ao redor do mundo. Experiência no futebol não falta a eles. Mas experiência de Libertadores falta. E muita!
Claro que eles não sentiram frio na barriga antes da partida. Não temeram o adversário. Mas se irritaram. E como! A cada falta, os uruguaios caiam, faziam a tradicional cera e levavam os corintianos à loucura. Reclamavam demais com o árbitro, qualquer que fosse a marcação. Sobravam provocações ao pé do ouvido.
E os dois chegaram a perder a cabeça. Primeiro Ronaldo, que deu uma rasteira em um zagueiro adversário e levou amarelo. Depois Roberto Carlos, um pouco mais violento, chutou um uruguaio na linha de fundo e poderia (e, ao meu ver, deveria) ter sido expulso.
Mas as coisas se acalmaram com os gols de Elias. Com o placar a favor, os camisas 9 e 6 melhoraram, começaram a mostrar um bom futebol e o Corinthians venceu a estreia por 2x1. Suado, como a Fiel gosta.
O importante, claro, são os três pontos. Mas tão fundamental quanto largar vencendo, é a aula de América do Sul que os corintianos precisavam. Experiência na Europa não serve na Libertadores. E agora Ronaldo e Roberto Carlos já sabem!
por João de Andrade Neto às 00:31
Categoria:
Corinthians,
Futebol Sul-americano,
Libertadores
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Começa o sonho corintiano...
Alguns veem como o título ideal para o ano do centenário. Outros a tratam como obsessão. Fato é que a Libertadores é o maior sonho da torcida, dos dirigentes e dos jogadores do Corinthians.
Após a vitória da Copa do Brasil no ano passado, os corintianos só falam em conquistar a América pela primeira vez. O planejamento, as contratações, o projeto em si, tudo foi voltado para a Libertadores na temporada em que completa 100 anos de existência.
A grande esperança do Timão usa a camisa 9. Ronaldo renovou seu contrato com o clube até o fim de 2011 e também sonha com o título sul-americano, um dos poucos que faltam em seu currículo.
Recuperado de uma lesão muscular, o Fenômeno estará me campo já na estreia do Corinthians. O primeiro compromisso do Timão é hoje, contra o Racing-URU, no Pacaembu. O modesto time uruguaio participa pela primeira vez do torneio e não deve complicar a vida do alvinegro.
Junto com Ronaldo, as contratações de Roberto Carlos, Danilo, Tcheco e Iarley, todos jogadores de vasta experiência, credenciam o Corinthians como um dos favoritos ao título da Libertadores. E quem falou isso foi o craque argentino Juan Sebástian Verón, atual campeão com o Estudiantes.
Começa hoje a saga corintiana no torneio. O momento tão esperado chegou. Só resta saber se a tensão e o nervosismo, evidentes entre torcida e jogadores, vão atrapalhar este elenco galáctico na busca pelo maior sonho dos corintianos.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Hora de rever os conceitos
Após a vergonhosa goleada para o São Caetano, o técnico Muricy Ramalho (foto) foi demitido do Palmeiras. O badalado treinador perdeu o emprego pela segunda vez em apenas um ano, fato raro na carreira recente do comandante, que foi campeão brasileiro três anos consecutivos.
O conhecimento e as conquistas de Muricy são inegáveis. O bordão “aqui é trabalho, meu filho” fez sucesso em sua passagem pelo São Paulo e explica bastante a forma do treinador comandar suas equipes. Times quadrados, com forte vocação defensiva e uma queda quase irresistível para os cruzamentos na área adversária.
Teve muito sucesso no Internacional, sendo vice-campeão brasileiro em 2005. No ano seguinte, o Colorado conquistou a Libertadores e o Mundial, praticamente com o mesmo time e sob o comando de Abel Braga. Mudou-se para o São Paulo no início de 2006, onde conquistou três títulos nacionais, mas falhou quando o assunto era Libertadores, obsessão pelos lados do Morumbi.
Deixou o Tricolor amado por boa parte da torcida, admiradora de sua raça no comando do time, e odiado por uma menor parcelada, que criticava o estilo de jogo e a falta de variação nas jogadas. No fim, com sua ida ao rival Palmeiras, perdeu grande número de fãs que ainda restavam no São Paulo.
Talvez tenha chegado a hora de Muricy rever suas preferências. A defesa não é o melhor ataque, mesmo que as vezes dê certo. O cruzamento não é a única solução ofensiva. A soberba do “eu sou bom mesmo” já passou dos limites e diz muito pouco sobre suas qualidades. E isso sem falar da forma estúpida de responder aos jornalistas.
Por isso, Muricy, é um bom tempo para repensar sua tática, suas atitudes e, principalmente, sua postura.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Sem Ronaldinho, Dunga faz último teste na Seleção
Na última convocação da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo, o técnico Dunga deixou o meia Ronaldinho Gaúcho de fora. Para o amistoso contra a Irlanda, dia 2 de março, em Londres, o treinador chamou a base do time que tem convocado ao longo de sua trajetória. A expectativa, no entanto, era para a convocação de Ronaldinho Gaúcho. O meia voltou a jogar bem e vem desequilibrando nas atuações pelo seu time, o Milan, da Itália. Para a sua posição, Dunga chamou novamente Júlio Baptista, fiel escudeiro do treinador nas convocações.
Outra ausência sentida foi do lateral André Santos, do Fenerbahce, da Turquia. Até então, o ex-corintiano era o favorito para atuar na ala esquerda. Mas as seguidas ausências nas convocações já colocam em dúvida a ida do jogador ao Mundial.
O time de Dunga para a Copa está quase pronto. A equipe base do treinador não deve fugir muito de Júlio Cesar; Maicon, Juan, Lúcio e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Mello, Ramires e Kaká; Robinho e Luís Fabiano.
Confira a lista para o amistoso:
Goleiros:
Doni (Roma – ITA)
Júlio César (Inter de Milão – ITA)
Laterais:
Maicon (Inter de Milão – ITA)
Dniel Alves (Barcelona – ESP)
Michel Bastos (Lyon – FRA)
Gilberto (Cruzeiro)
Zagueiros:
Juan (Roma – ITA)
Lúcio (Inter de Milão – ITA)
Thiago Silva (Milan – ITA)
Luisão (Benfica – POR)
Meio-campistas:
Gilberto Silva (Panathinaikos – GRE)
Felipe Mello (Juventus – ITA)
Josué (Wolfsburg – ALE)
Elano (Galatasaray – TUR)
Ramires (Benfica – POR)
Kleberson (Flamengo)
Kaká (Real Madrid – ESP)
Júlio Baptista (Roma – ITA)
Atacantes:
Adriano (Flamengo)
Luís Fabiano (Sevilla – ESP)
Nilmar (Villareal – ESP)
Robinho (Santos)
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Eu sou você amanhã!
O atacante Robinho brilhou em sua reestréia pelo Santos. O gol de letra e a vitória no clássico contra o São Paulo chamaram a atenção de todo o Brasil. Mas o que realmente impressiona é a sintonia entre o Rei das Pedaladas e o jovem Neymar.
O bom futebol apresentado pela nova geração santista já empolgava, com Neymar e Paulo Henrique Ganso conduzindo o Peixe à liderança do Paulistão. A chegada de Robinho dá um brilho a mais à equipe, sensação deste começo de ano.
Mas antes mesmo da vinda do camisa 7, o Santos já mostrava estar no caminho certo. Principalmente pelo talento de Neymar, artilheiro do Campeonato Estadual, com 7 gols em 7 jogos. Além dos gols, o que chama atenção no jovem atacante é a habilidade. Dribles desconcertantes, jogadas inimagináveis, agora mais objetivo, sempre em direção ao gol adversário.
Neymar passou a ser temido pelos defensores. É um dilema na cabeça dos zagueiros. Não pode dar espaço ao jovem, mas se chegar mais forte, tem sérias chances de ser driblado (e humilhado). Se der espaço, ele deita e rola!
Vejo muito do Robinho no Neymar. A habilidade, o biotipo, o atrevimento. Em pouco tempo, o garoto de apenas 18 anos (recém-completos na última sexta-feira) estará brilhando no futebol europeu. Seguirá os passos de Robinho. Esperamos, apenas, que seja com mais sucesso que o Rei das Pedaladas.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Ingratidão, direito ou lavagem cerebral?
De maior revelação do São Paulo pós-Kaká para figura não-grata pela torcida tricolor. O jovem Oscar (foto), de 18 anos, mudou a sua história no time paulista ao entrar na Justiça contra o clube e ganhar o seu passe.O São Paulo foi pego de surpresa. De fato, deve ter cometido algum erro jurídico no caso (o advogado do atleta alega o não pagamento do fundo de garantia e um suposto aumento prometido em contrato, que somariam R$ 6 mil). Desta forma, Oscar está temporariamente livre e pode negociar com qualquer clube. Falou-se em Santos e Corinthians, além de um possível interesse europeu.
Com ou sem razão, o caminho tomado por Oscar no mínimo foi impensado. Primeiro porque o clube do Morumbi deve recuperar os direitos federativos na Justiça, já que garante estar em dia com tudo o que foi prometido. Segundo porque, de grande revelação e futuro camisa 10, o meia passou a um traidor para a torcida são-paulina. Em sites de relacionamento, é possível ver como os tricolores estão surpresos e aborrecidos com o fato.
Talvez esta seja a intenção de Giuliano Bertolucci, empresário ligado a Kia Joorabchian e atualmente gerenciando a carreira do jovem atleta. Com a relação desgastada com a torcida, Oscar não teria ambiente no time e seria vendido com maior facilidade para o exterior. Os dirigentes do Morumbi dizem que o jogador foi mal assessorado, recebendo más influências de pessoas querem negociá-lo e faturar em cima do garoto.
Fato é que a notícia caiu como uma bomba no São Paulo, mostrando que o clube, tido como exemplo, também tem seus vacilos. E acaba sofrendo do mal que tanto causou, atraindo jogadores como Ilsinho e Dagoberto, só para citarmos alguns exemplos.
O caminho escolhido por Oscar, na minha opinião, foi o pior possível. Se havia atraso de pagamento, que falasse com o clube. Jogou fora o status de grande promessa, ou quase um craque, sem ao menos ter feito nada na carreira. Com 18 anos, é um potencial bom jogador, que poderia ser lapidado, chegar a uma Seleção e, aí sim, entrar na Europa com destaque. Como fez Kaká! Como fizeram muitos outros grandes jogadores.
Nas categorias de base do tricolor, Oscar sempre foi tido como o novo Kaká! Mas antes de ser um jogador como o camisa 8 do Real Madrid, é preciso ter caráter e hombridade como o jogador da Seleção que, mesmo xingado pela torcida, saiu de cabeça erguida e dando lucro ao time que o revelou e que tanto investiu em sua formação. Questão de caráter!
A novela só terminará em 2010. Mas a carreira de Oscar no São Paulo está manchada para sempre, seja qual for o veredito da Justiça!
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Futebol consegue parar o caos cotidiano
Vivemos no mundo onde o tempo passa com muita agilidade, deixando a humanidade apressada para conseguir cumprir seus horários determinados, acabando por abandonar vontades ou desejos a fim de atingir metas e objetivos colocando em segundo plano a qualidade de vida. Porém, neste planeta globalizado existem pessoas que param seus afazeres ou simplesmente encontram algum espaço para assistir uma partida de futebol entre Juventus da Mooca e Nacional.
Esses cidadãos acham uma brecha no cotidiano diário para acompanhar os “pequenos” nos gramados pelo Brasil á fora em plena terça-feira á tarde, atrasando algum compromisso, trocando sua balada ou sono para prestigiar um entretenimento durante horários que esses eventos geralmente não são realizados em grandes praças.
Os fãs destes jogos não seriam atemporais, talvez alguns sejam, porém conseguem conciliar seus compromissos para ir à Rua Javari ver o Juventus, na Comendador Souza ver o Nacional, ir até Guarulhos e ver o Flamengo local, sem esquecer os 100 torcedores que já prestigiaram o Pão de Açúcar (PAEC) diante do Oeste Paulista, no Estádio do Pacaembu, em uma segunda-feira às 15h, pela Série A3 do Paulistão.
Essas pessoas são apaixonadas pelos clubes ou somente pelo futebol? Por tirarem seu tempo escasso em metrópoles caóticas para torcer ou simplesmente observar jogos de times pequenos que ainda despertam atenção?
Tenho um amigo jornalista chamado Rafael Ribeiro, vulgo Luso, que faz peregrinação nas menores partidas e estádios da capital e região metropolitana de São Paulo, por gostar do clima saudosista deste tipo de evento. Quando viajou à Argentina assistiu “jogos undergrounds” entre Quilmes e Banfield, clássico metropolitano de Buenos Aires, além do Atlético de Rafaela, clube da cidade de Santa Fé e da segunda divisão local, presenciando fanatismo dos adeptos que cantavam se pendurando no alambrado, pelo prazer de conhecer agremiações diferentes das assistidas pela televisão, mesmo sendo torcedor fanático do San Lorenzo de Almagro.
Outro exemplo prático é o Palestra de São Bernardo, clube de origem italiana fundado em 1º de Setembro de 1935, move em suas partidas dezenas de torcedores para o Estádio 1º de Maio, mesmo nunca ter estado na primeira divisão do Campeonato Paulista, alcançando apenas a Série A2, e atualmente disputando a última divisão (conhecida como A4 ou Segundona).
A paixão pelo time levou cerca de 70 adeptos ao estádio, em 2007, para assistir Palestra x Barcelona de Ibiúna, sob forte garoa às 10h da manhã em pleno domingo. A torcida organizada “Loucos do Palestra” estendeu sua faixa no alambrado, jovens que mal chegaram em casa da balada estavam presentes, assim como quem vos escreve; senhores de idade, casais, homens e até mulheres solteiras deixaram suas camas quentes, driblaram o sono e o frio para prestigiar seu clube de coração, mesmo torcendo para outro grande da capital, porque estar ali, naquele momento, sentiam uma sensação de prazer.
O time precisava ganhar e torcer por um tropeço do Guarujá para se classificar à próxima fase. O jogo foi truncado. Os fãs realizavam apoio incondicional durante os 90 minutos, mesmo quase todos estarem molhados pela chuva. Após um contra-ataque o Palestra fez 1 a 0. O placar terminou assim, porém o Guarujá venceu o seu jogo e ficou com a vaga. Não havia sentimento de tristeza ou rancor por eles terem saído de suas casas para ver uma agremiação pequena fracassar na competição. Existia para aquelas pessoas o sentimento do dever cumprido.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Na tarde de domingo..
..muitos torcedores, por volta das 16h55, estarão ansiosos, roendo unhas, gritando hinos, xingando juízes e adversários, concentrados. Imagina a hora que o apito inicial soar em dez estádios em oito estados diferentes! O coração vai querer subir do peito para a boca, para espiar cada lance...
Tem torcida que não vê em seu clube chance maior do que fazer parte do melhor campeonato da Terra. Sejam os fiéis corinthianos, os esmeraldinos goianos, os entristecidos sportistas e, por que não, os calmos vitorianos da Bahia.
Em dois lugares especiais a luta será dupla. No ABC paulista, temos aficcionados andreenses contra os pernambucanos de capibaribe. Quem perder, cai. Se empatar, morrem abraçados. Em um jardim da Barra Funda, os desacreditados palmeirenses pegam os frustados atleticanos, tão rivais de outro Palestra Itália. Quem perder, está fora da Libertadores. O título já lhes parece distante, mas a esperança é a última que apita.Ainda na ponta, teremos os colorados do sul na não mais tão temida ilha do retiro, sonham com um milagre daqueles bem fáceis de acontecer. São 30 anos de jejum, acumulados aos 17 de flamenguitas e 15 de parmeristas, temos 62 anos sem títulos. Os líderes são paulinos terão vida dura, mas estão há um empate de seu quarto título seguido. Em Campinas, Fenômeno vs Imperador. O clássico das multidões vai definir o que os rubro negros irão conseguir.
Imaginem cada anúncio no estádio. Gol de tal, no lugar tal. E a cabeça vai fazer contas. E haverá comemorações e lamentos. E pessoas reclamando de entregas e agradecendo comprometimentos.
Teremos futebol domingo. Daqueles de fazer sofrer até quem não disputa mais nada, a não ser a honrosa glória de vencer mais uma partida. Quer mais louro que isso? Espero que domingo todos vamos torcer, e torcer muito, seja pelo(s) time(s) que for(em).
Ah, domingo de futebol onde se deve assistir futebol, no estádio!
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
No lugar de Henry, o que você faria?
Eram jogados 13 minutos do primeiro tempo da prorrogação. A bola foi alçada na área. Passou por todos os jogadores e sairia pela linha de fundo. Sairia. Porque Thierry Henry não deixou. O experiente atacante dominou com mão e, mesmo assim, a bola iria pela linha fundo. Desta forma, o francês tocou outra vez com a mão. Com a bola controlada, Henry cruzou para o zagueiro Gallas marcar.O jogo entre França e Irlanda, válido pela repescagem europeia para a Copa do Mundo de 2010 ficará na história. Não por lances brilhantes, gols bonitos ou jogadas antológicas. E sim pela mão descarada de Henry (foto), que colocou a França no próximo Mundial, frustrando o sonho irlandês de voltar ao torneio.
Após a jogada, as críticas desabaram sobre o atacante do Barcelona. Ministros franceses e irlandeses declararam que a partida deveria ser realizada novamente. Questão de justiça. O próprio Henry disse que o ato foi impensado e, se pudesse voltar no tempo, teria evitado o lance ou, ao menos, teria se denunciado ao árbitro.
O árbitro, por sua vez, não tinha como ver o lance. Estava totalmente encoberto. O auxiliar também estava longe. O juiz poderia ter percebido que a reação dos irlandeses não era normal, a ira com que reclamavam denunciava que havia tido algo de errado. Mas ele não poderia voltar atrás.
Então, quem culpar? O árbitro não viu, Henry não pensou antes de agir e a trapaça estava feita. Como punir? Voltar o jogo? Não parece justo. A realidade do jogo seria outra e, muito provavelmente, a França venceria novamente. Então, como proceder?
A polêmica é grande e divide a opinião pública. Está na hora do futebol utilizar imagens para esclarecer lances difíceis? Eu, particularmente, acho que já passou da hora. É muito dinheiro, muitro trabalho, muita paixão, de muita gente, envolvidos em um jogo que pode ser burlado tão simplesmente.
Alguns dos amantes do esporte dizem que isso tiraria o romantismo, a essência do futebol. Em partes, eu concordo. E mais, respeito a opinião. Mas acho que o mundo do futebol se profissionalizou, virou negócio. Está na hora de evoluir em mais este quesito!
Mas que 90% das pessoas fariam a mesma coisa que Henry, fariam. É automático! Não serve de desculpa, mas é um atenuante.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Ficou feio, STJD!
Não é de hoje que a decisões do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) costumam gerar polêmica. Requisição de imagens, julgamentos, suspensões e recursos, beneficiando e prejudicando os mais diversos times brasileiros. Mas dessa vez ficou feio.As expulsões de Borges (foto), Dagoberto e Jean complicaram o São Paulo contra o Grêmio. Depois, contra o Vitória. Mas não foi apenas isso. No julgamento de ontem, o STJD puniu os três jogadores com a mesma pena: três partidas de suspensão. Como já cumpriram uma, voltam à campo apenas na última rodada do Brasileirão.
As punições foram polêmicas. Deles, Borges era quem merecia suspensão, afinal, agrediu com socos o volante Túlio. Para ele, era esperada uma pena maior que três partidas. Dagoberto fez uma falta de jogo, onde recebeu o cartão vermelho direto. No julgamento, esperava-se apenas uma partida de suspensão. No máximo duas, porque o palmeirense Vágner Love recebeu esta sentença em jogada semelhante. Três jogos, no entanto, foi exagero.
O caso de Jean é ainda pior. Foi expulso por uma falta normal, de jogo. Levou o segundo cartão amarelho e, consequentemente, o vermelho. Não merecia suspensão alguma. Quanto mais três jogos. Faltas iguais à dele têm aos montes, todos os jogos.
A coincidência é que, no domingo, o São Paulo enfrenta o Botafogo, que corre risco de rebaixamento. E pior: está na luta pelo título nacional contra o Flamengo, segundo colocado do Brasileirão, dois pontos atrás dos paulistas. Muita coincidência dois cariocas serem beneficiados pelo julgamento. Não é?
E tem mais. O Tricolor perdeu o mando de seu último jogo, contra o Sport. Isso porque um jovem, que sonha ser jogador de futebol, invadiu o gramado no jogo contra o Inter. A punição não é errada, desde que haja critérios.
O Flamengo, por exemplo, teve um caso semelhante, quando um torcedor invadiu o gramado no jogo contra o Santos. O Atlético-MG também passou pelo mesmo problema. E, em nenhum dos dois casos, houve punição. Apenas com o São Paulo. Muito estranho!
Pelo andar da carruagem, é bom o São Paulo jogar MUITA bola nestas últimas três partidas, senão ficará sem o inédito tetra seguido.
Ah, e só para constar. O Flamengo tem um belo time, com Adriano e Petkovic jogando demais. Merece o título, se o conseguir. Mas com um time tão bom, não precisa de ajudas externas para lutar pela taça!
Mas deixa isso pra lá. Não vou escrever muito senão vou pegar 3 posts de suspensão e só volto a escrever em 2010!
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Passaporte carimbado
O amistoso entre Brasil e Inglaterra, no último sábado, nada valia. Pelo menos em questão de pontos ou competições. Mas para um jogador, em especial, a partida pode ter sido a mais importante do ano.O atacante Nilmar (foto), autor do gol da vitória brasileira, parece ter carimbado sua ida à Copa de 2010, na África do Sul. Principal opção ofensiva, o veloz jogador infernizou os defensores ingleses e, além do belo gol de cabeça, sofreu um pênalti, desperdiçado por Luís Fabiano.
Nilmar é considerado o reserva imediato de Robinho. O atacante do Manchester City (ING) está machucado e, do banco, viu o companheiro ganhar moral com o técnico Dunga e deve ter ficado preocupado. Sua posição, antes intocável, já está em dúvida.
A partida contra a Inglaterra era considerada um amistoso de luxo e serviria para o técnico Dunga fazer observações em sua equipe. O zagueiro Thiago Silva foi outro que agradou. Seguro nos desarmes e com a categoria de sempre, ganhou alguns pontos com o treinador.
Michel Bastos, pela lateral-esquerda, fez uma boa apresentação, mas ficou longe de encantar. A posição, maior incógnita entre os titulares, anda tirando o sono de Dunga, que faz testes e não consegue achar o jogador ideal para a camisa 6 canarinho.
Se na lateral a falta de jogadores preocupa, o ataque parece ser uma boa dúvida para a cabeça do treinador, que ainda tem o Imperador Adriano entre os seus prediletos para o Mundial do ano que vem.




