segunda-feira, 22 de março de 2010

Para ficar na história


Numa tarde de 15 de maio de 2004, na fria e suiça Zurique, Joseph Blatter, presidente da Fifa, fez um anúncio que a entidade nunca havia feito. É verdade que sabíamos que a Copa do Mundo de 2010 seria em continente africano, mas só se tornou oficial quando ele levantou um papel. Branco e em formato retangular, nele estava escrito: South Africa.

Por 14 votos a 10, a África do Sul bateu Marrocos e se garantiu como a primeira sede africana do evento mais importante para futebolistas de todo mundo. Foi nesse preciso 15 de maio que os "Bafana Bafana" se classificaram para Copa que seria disputada seis anos depois. Ali, mesmo com um mundial na Alemanha no meio, do qual os sul-africanos ficaram fora, se iniciou a campanha para 2010.

Muita coisa mudou de lá para cá. A mais recente e importante de todas foi a troca de treinadores. Um brasileiro por outro. Saiu o folclórico(!) Joel Santana e veio o pragmático Carlos Alberto Parreira. A África do Sul não quer fazer feio. Apostou na experiência de Parreira e mais, quer ajuda do futebol brasileiro.

Os Bafana Bafana estão em territorio canarinho e, mais importante, penta mundial. Treinam por aqui e vão fazer amistosos com times brasileiros. Já empataram com o Cruzeiro e venceram o Botafogo (de Joel Santana, aah, o futebol e suas ironias). Santos e Palmeiras devem ser os próximos. Será que vai ajudar em algo?

Histórico e expectativas

Sem mais delongas, vamos às opiniões. É claro que a vida com Joel Santana não estava bem. Mesmo com o teórico bom desempenho na Copa das Confederações. A África do Sul não mostrava um potencial competitivo para almejar seu objetivo neste ano: passar a segunda fase. Com Parreira, a coisa parece que mudou, pelo menos a motivação se mostra outra e a confiança também.

A verdade é que o território africano deve pulsar como um para seus cinco representantes e isso contará e muito. Eles já são excelentes corredores e não descansam nunca. Quem sabe os deuses da bola não os abençoam com lances de boa técnica e um pouco de sorte?

Seus craques e jogo chave

Sendo realista e direto: a África do Sul não tem craques. Bons jogadores como Steven Pienaar, Katlego Mashego, Benny McCarthy e Matthew Booth, ídolo da torcida, podem garantir aos filhos de Nelson Mandela (poético isso!) ao menos exibições briosas.

O jogo mais importante de um dos grupos mais parelhos é logo o primeiro. Vencer o México no jogo de abertura da Copa será essencial para uma futura classificação. Dará moral e mais importante, três pontos! Não vejo nenhuma outra seleção do grupo A como infinitamente superior aos africanos e dificilmente alguém vencerá dois jogos. A França é a mais fraca dos últimos, vai, 12 anos, e o Uruguai se consolidou como quinta força da América do Sul. O México teve maus bocados nas Eliminatórias e não vem com a força de mundiais passados. Será que dá?

Minha aposta: os sul-africanos vencem o México e empatam com Uruguai e França. Creio eu que sirva para pegarem um segundo lugar, e se pá, dá até para ser primeiro. Olha que feito! Vocês concordam?

Confira os jogos da primeira fase dos Bafana Bafana:

Data Hora Local
11/06/2010 11h00 Johanesburgo África do Sul x México
16/06/2010 15h30 Pretória África do Sul x Uruguai
22/06/2010 11h00 Bloemfontein França x África do Sul

quinta-feira, 18 de março de 2010

Desta vez vai Van Gaal?




A palavra que define o treinador holandês Louis Van Gaal é "polêmica", pois este senhor de temperamento difícil - pode ser comparado com José Mourinho - sempre gerou muitos desafetos entre os jogadores que treinou ao longo da carreira, do Ajax em 1991, até, atualmente, com o Bayern de Munique.



Ao mesmo tempo, Van Gaal é um treinador talentoso e já faturou a Uefa Champions League em 1995, com um super time do Ajax que revelou ao mundo jogadores como Van Der Saar, Davids, Seedorf, Kluivert, Bergkamp, entre outros. Entretanto, o holandês coleciona brigas com brasileiros, pois não gosta do estilo "tupiniquim". Os principais alvos foram Rivaldo, nos tempos de Barcelona, e Lúcio, no Bayern de Munique. As confusões fizeram os dois jogadores se transferirem para outros clubes.



O brilho de Van Gaal se apagou após a Eurocopa de 2000, disputada na Holanda/Bélgica, onde o treinador da "Laranja Mecânica" caiu precocemente na competição. O ostracismo chegou e o "velho polêmico" acabou no modesto AZ Alkmaar. Somente o título holandês na temporada 2008/09 despertou o interesse de outro gigante europeu: o Bayern de Munique.




O clube da Baviera estava de "saco cheio" de Jurgen Klinsmann e deu uma nova chance a Van Gaal. O seu primeeiro feito foi trazer Robben do Real Madrid para formar uma dupla de pontas ao lado de Ribery. Deu oportunidade a jovem promessa Müller. Mas não se deu bem com o goleador Luca Toni, preferindo Mário Gomes e Olic para o ataque. O Resultado foi à ida de Toni para a Roma.




O começo no Bayern foi muito complicado, com derrotas e incertezas, gerando desconfiança da imprensa e da torcida alemã que pedia sua cabeça. A ameaça de demissão era grande, porém a classificação para a segunda fase da UCL, em cima da Juventus, fora de casa, deu um alívio ao "velho holandês".




A partir de 2010 o Bayern engrenou, alcançando a ponta do Campeonato Alemão e jogando de forma convicente, com Ribery e Robben infernizando as defesas adversárias. Os dois ponteiros foram fundamentais para eliminar a Fiorentina nas Oitavas da Champions.




Mas e agora Van Gaal?




O treinador ainda precisa provar que não perdeu totalmente o seu brilho, ganhando o Campeonato Alemão e visando o penta da UCL. A missão na Champions League não é impossível, pois o sorteio da próxima sexta-feira pode ajudar ou ser ingrato com o Bayern. Se o clube de Van Gaal não pegar os temidos Manchester United ou o Barcelona, pode avançar sem problemas às semifinais. Se o Bayern chega nesta fase, Van Gaal tem tudo para mostrar sua competência e levar a equipe, no mínimo, ao Santiago Bernabéu, palco da final em 22 de Maio.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Passeio inglês



Há algumas temporadas o futebol inglês desbancou os badalados italianos e espanhois e tornou-se o campeonato mais competitivo do mundo. Neste ano, mesmo perdendo a grande estrela de Cristiano Ronaldo, os times da Premier League seguem comandando a Europa. A UEFA Champions League é a grande prova disso.

Na última terça, o Arsenal atropelou os portugueses do Porto, com um emblemático 5x0 no Emirates Stadium. A facilidade com que o time inglês fez o resultado chegou a assustar, mesmo sabendo que a vitória do Porto na primeira partida foi um acaso, com as falhas do goleiro Fabianski.

Ontem, repetindo o Arsenal, foi a vez do Manchester United despachar o tradicional Milan com uma goleada: 4x0. Apesar das adversidades no Old Trafford, esperava-se que o brasileiro Ronaldinho Gaúcho fosse o destaque. Ledo engano. Quem brilhou foi Wayne Rooney (foto). O atacante fez dois e mostrou que chegará com tudo na Copa do Mundo na África.

E os ingleses não param por aí. Na próxima semana, o Chelsea receberá a Inter de Milão tentado reverter a vantagem italiana, já que o primeiro jogo ficou no 2x1 para a equipe nerazzurri. O confronto será difícil, mas é a chance de termos três fortes times ingleses nas quartas-de-final.

Se na Champions League o futebol da terra da rainha comanda, na Liga da Europa (antiga Copa UEFA) a realidade não é diferente. Após fracassar na primeira fase do principal torneio da Europa, o Liverpool é um dos favoritos da Liga da Europa. Além deles, o Fulham também tenta a sorte na competição.


Diferente das outras Copas do Mundo, este ano a força do futebol inglês deve fazer da seleção do país umas das favoritas ao título. Apesar da crise causada pela traição de John Terry com o ex-companheiro Bridge, o elenco do English Team é fortíssimo. Frank Lampard, Steve Gerrard e principalmente Wayne Rooney devem guiar os ingleses rumo às finais.




terça-feira, 9 de março de 2010

Especial Copa do Mundo 2010


Grandes amigos leitores da Banca, esse ano é especial! Afinal, é ano de Copa do Mundo e, para nós aficcionados por futebol, não há motivo maior de existir do que assistir uma Copa de cabo a rabo (ui!)

Logicamente não deixaríamos de dar nossos pitacos queridos e muito bem abalizados com pitadas históricas e chutes certeiros!

Vamos tratar cada seleção de forma individual e essa semana mesmo postaremos nossas impressões e almejos da gloriosa anfitriã África do Sul, que será sede de uma Copa muito especial, a primeira em continente africano.

E que Copa teremos! Nos acompanhem e nos cobrem.. Dia 11 de junho a festa da bola começa!

segunda-feira, 8 de março de 2010

"Quem nunca saiu na mão com a mulher?"

Em pleno Dia Internacional da Mulher, esta pergunta feita pelo goleiro Bruno, do Flamengo, sacodiu a mídia brasileira, a ponto de estampar diversas capas de jornais e pautar quase todos os programas esportivos de televisão.

A polêmica surgiu quando o arqueiro rubro-negro tentou defender o companheiro Adriano por sua ausência nos treinos do Flamengo. Após brigar com a noiva, o atacante desfalcou o time no último sábado, na vitória sobre o Resende, por 4x0, e não jogará pela Taça Libertadores na próxima quarta-feira, contra o Caracas.

Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher. O ditado, também usado por Bruno, é antigo e faz sentido. Até o momento da agressão. Não é normal um jogador de futebol sair na mão com um colega de profissão, um companheiro de time, o que dirá de uma mulher?

Os mais ponderados dirão que foi um erro de expressão. O goleiro jamais quis dizer isso. Outros atacarão Bruno, citando inclusive um caso, ocorrido em 2008, em que o nome do arqueiro esteve envolvido com agressão à prostitutas, em uma festa promovida pelos jogadores do Flamengo na época.

Fato é que o ambiente do atual campeão brasileiro não está nada bom. Sem Petkovic, que está na reserva e nada feliz com a condição, o Flamengo já não demonstrava o mesmo brilho de 2009. Agora, com a crise envolvendo Adriano, resta saber se o time rubro-negro terá força para brigar pelos títulos.

E que a força seja demonstrada apenas dentro de campo. E não para sair na mão com ninguém!

terça-feira, 2 de março de 2010

Pronto para a Copa!


Com um gol e meio de Robinho - no primeiro, fez o cruzamento que Keith Andrews fez contra, e marcou o segundo após bela tabela -, a Seleção Brasileira venceu a Irlanda por 2x0, em Londres, em seu último teste antes da Copa do Mundo.

No primeiro tempo, o time comandado pelo técnico Dunga não convenceu. Chegou a tomar sufoco da Irlanda, mas abriu o placar em um contra-ataque, em que o zagueiro irlandês marcou contra. Mas as chances de gol eram poucas e fizeram dos primeiros 45 minutos monótonos.

Na segunda etapa, o Brasil acordou. Após a entrada de Daniel Alves no meio-campo, o time deslanchou. As jogadas fluíram com mais facilidade, principalmente pelo lado direito. E os brasileiros foram coroados com um belo gol. Em seu último lance antes de ser substituído, Robinho tabelou com Kaká e depois com Grafite, que deixou o santista na cara do gol, para ampliar a vantagem.

Depois disso, a Seleção se preocupou em tocar a bola e gastar o tempo. O resultado estava garantido, assim como a maioria dos jogadores presentes estarão na Copa. Os poucos ainda não confirmados se esforçavam. Michel Bastos foi bem na lateral esquerda, mas não à ponto de convencer. Grafite entrou com todo gás, fez belas jogadas, mas deve ficar fora do Mundial. Assim como Carlos Eduardo.

Após a partida, o técnico Dunga confirmou que a lista com os convocados para a Copa não deve ter surpresas. Grande parte da imprensa cobra a convocação de Ronaldinho Gaúcho para o torneio. Mas o fato é que o treinador minimiza qualquer chance do craque do Milan, dizendo que todos tiveram sua chance e alguns aproveitaram. Outros, não!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Uma aula de Libertadores!

É a primeira participação do Racing na Libertadores. Mesmo assim, os uruguaios deram uma aula no badalado Corinthians. Não, não foi uma aula de bola, até porque o futebol apresentado pelo time visitante foi bem limitado. Mas foi bom para o Timão ver o que é ser experiente em uma Taça Libertadores.

Ronaldo e Roberto Carlos (foto) cansaram de disputar Champions League, jogaram finais de Copas do Mundo e decidiram partidas ao redor do mundo. Experiência no futebol não falta a eles. Mas experiência de Libertadores falta. E muita!

Claro que eles não sentiram frio na barriga antes da partida. Não temeram o adversário. Mas se irritaram. E como! A cada falta, os uruguaios caiam, faziam a tradicional cera e levavam os corintianos à loucura. Reclamavam demais com o árbitro, qualquer que fosse a marcação. Sobravam provocações ao pé do ouvido.

E os dois chegaram a perder a cabeça. Primeiro Ronaldo, que deu uma rasteira em um zagueiro adversário e levou amarelo. Depois Roberto Carlos, um pouco mais violento, chutou um uruguaio na linha de fundo e poderia (e, ao meu ver, deveria) ter sido expulso.

Mas as coisas se acalmaram com os gols de Elias. Com o placar a favor, os camisas 9 e 6 melhoraram, começaram a mostrar um bom futebol e o Corinthians venceu a estreia por 2x1. Suado, como a Fiel gosta.

O importante, claro, são os três pontos. Mas tão fundamental quanto largar vencendo, é a aula de América do Sul que os corintianos precisavam. Experiência na Europa não serve na Libertadores. E agora Ronaldo e Roberto Carlos já sabem!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Começa o sonho corintiano...

Alguns veem como o título ideal para o ano do centenário. Outros a tratam como obsessão. Fato é que a Libertadores é o maior sonho da torcida, dos dirigentes e dos jogadores do Corinthians.

Após a vitória da Copa do Brasil no ano passado, os corintianos só falam em conquistar a América pela primeira vez. O planejamento, as contratações, o projeto em si, tudo foi voltado para a Libertadores na temporada em que completa 100 anos de existência.

A grande esperança do Timão usa a camisa 9. Ronaldo renovou seu contrato com o clube até o fim de 2011 e também sonha com o título sul-americano, um dos poucos que faltam em seu currículo.

Recuperado de uma lesão muscular, o Fenômeno estará me campo já na estreia do Corinthians. O primeiro compromisso do Timão é hoje, contra o Racing-URU, no Pacaembu. O modesto time uruguaio participa pela primeira vez do torneio e não deve complicar a vida do alvinegro.

Junto com Ronaldo, as contratações de Roberto Carlos, Danilo, Tcheco e Iarley, todos jogadores de vasta experiência, credenciam o Corinthians como um dos favoritos ao título da Libertadores. E quem falou isso foi o craque argentino Juan Sebástian Verón, atual campeão com o Estudiantes.

Começa hoje a saga corintiana no torneio. O momento tão esperado chegou. Só resta saber se a tensão e o nervosismo, evidentes entre torcida e jogadores, vão atrapalhar este elenco galáctico na busca pelo maior sonho dos corintianos.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Hora de rever os conceitos


Após a vergonhosa goleada para o São Caetano, o técnico Muricy Ramalho (foto) foi demitido do Palmeiras. O badalado treinador perdeu o emprego pela segunda vez em apenas um ano, fato raro na carreira recente do comandante, que foi campeão brasileiro três anos consecutivos.

O conhecimento e as conquistas de Muricy são inegáveis. O bordão “aqui é trabalho, meu filho” fez sucesso em sua passagem pelo São Paulo e explica bastante a forma do treinador comandar suas equipes. Times quadrados, com forte vocação defensiva e uma queda quase irresistível para os cruzamentos na área adversária.

Teve muito sucesso no Internacional, sendo vice-campeão brasileiro em 2005. No ano seguinte, o Colorado conquistou a Libertadores e o Mundial, praticamente com o mesmo time e sob o comando de Abel Braga. Mudou-se para o São Paulo no início de 2006, onde conquistou três títulos nacionais, mas falhou quando o assunto era Libertadores, obsessão pelos lados do Morumbi.

Deixou o Tricolor amado por boa parte da torcida, admiradora de sua raça no comando do time, e odiado por uma menor parcelada, que criticava o estilo de jogo e a falta de variação nas jogadas. No fim, com sua ida ao rival Palmeiras, perdeu grande número de fãs que ainda restavam no São Paulo.

Talvez tenha chegado a hora de Muricy rever suas preferências. A defesa não é o melhor ataque, mesmo que as vezes dê certo. O cruzamento não é a única solução ofensiva. A soberba do “eu sou bom mesmo” já passou dos limites e diz muito pouco sobre suas qualidades. E isso sem falar da forma estúpida de responder aos jornalistas.

Por isso, Muricy, é um bom tempo para repensar sua tática, suas atitudes e, principalmente, sua postura.


terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Sem Ronaldinho, Dunga faz último teste na Seleção

Na última convocação da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo, o técnico Dunga deixou o meia Ronaldinho Gaúcho de fora. Para o amistoso contra a Irlanda, dia 2 de março, em Londres, o treinador chamou a base do time que tem convocado ao longo de sua trajetória.
A surpresa da lista ficou por conta de Gilberto, do Cruzeiro. O jogador, que vem atuando no meio-campo, deve ser testado na lateral-esquerda, única grande dúvida de Dunga nos 11 titulares. As voltas do goleiro Doni, do zagueiro Thiago Silva e o meia Kleberson, que estavam afastados da lista do treinador, também não deixam de surpreender.

A expectativa, no entanto, era para a convocação de Ronaldinho Gaúcho. O meia voltou a jogar bem e vem desequilibrando nas atuações pelo seu time, o Milan, da Itália. Para a sua posição, Dunga chamou novamente Júlio Baptista, fiel escudeiro do treinador nas convocações.

Outra ausência sentida foi do lateral André Santos, do Fenerbahce, da Turquia. Até então, o ex-corintiano era o favorito para atuar na ala esquerda. Mas as seguidas ausências nas convocações já colocam em dúvida a ida do jogador ao Mundial.

O time de Dunga para a Copa está quase pronto. A equipe base do treinador não deve fugir muito de Júlio Cesar; Maicon, Juan, Lúcio e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Mello, Ramires e Kaká; Robinho e Luís Fabiano.

Confira a lista para o amistoso:

Goleiros:
Doni (Roma – ITA)
Júlio César (Inter de Milão – ITA)

Laterais:
Maicon (Inter de Milão – ITA)
Dniel Alves (Barcelona – ESP)
Michel Bastos (Lyon – FRA)
Gilberto (Cruzeiro)

Zagueiros:
Juan (Roma – ITA)
Lúcio (Inter de Milão – ITA)
Thiago Silva (Milan – ITA)
Luisão (Benfica – POR)

Meio-campistas:
Gilberto Silva (Panathinaikos – GRE)
Felipe Mello (Juventus – ITA)
Josué (Wolfsburg – ALE)
Elano (Galatasaray – TUR)
Ramires (Benfica – POR)
Kleberson (Flamengo)
Kaká (Real Madrid – ESP)
Júlio Baptista (Roma – ITA)

Atacantes:
Adriano (Flamengo)
Luís Fabiano (Sevilla – ESP)
Nilmar (Villareal – ESP)
Robinho (Santos)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Eu sou você amanhã!


O atacante Robinho brilhou em sua reestréia pelo Santos. O gol de letra e a vitória no clássico contra o São Paulo chamaram a atenção de todo o Brasil. Mas o que realmente impressiona é a sintonia entre o Rei das Pedaladas e o jovem Neymar.


O bom futebol apresentado pela nova geração santista já empolgava, com Neymar e Paulo Henrique Ganso conduzindo o Peixe à liderança do Paulistão. A chegada de Robinho dá um brilho a mais à equipe, sensação deste começo de ano.


Mas antes mesmo da vinda do camisa 7, o Santos já mostrava estar no caminho certo. Principalmente pelo talento de Neymar, artilheiro do Campeonato Estadual, com 7 gols em 7 jogos. Além dos gols, o que chama atenção no jovem atacante é a habilidade. Dribles desconcertantes, jogadas inimagináveis, agora mais objetivo, sempre em direção ao gol adversário.


Neymar passou a ser temido pelos defensores. É um dilema na cabeça dos zagueiros. Não pode dar espaço ao jovem, mas se chegar mais forte, tem sérias chances de ser driblado (e humilhado). Se der espaço, ele deita e rola!


Vejo muito do Robinho no Neymar. A habilidade, o biotipo, o atrevimento. Em pouco tempo, o garoto de apenas 18 anos (recém-completos na última sexta-feira) estará brilhando no futebol europeu. Seguirá os passos de Robinho. Esperamos, apenas, que seja com mais sucesso que o Rei das Pedaladas.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Ingratidão, direito ou lavagem cerebral?

De maior revelação do São Paulo pós-Kaká para figura não-grata pela torcida tricolor. O jovem Oscar (foto), de 18 anos, mudou a sua história no time paulista ao entrar na Justiça contra o clube e ganhar o seu passe.

O São Paulo foi pego de surpresa. De fato, deve ter cometido algum erro jurídico no caso (o advogado do atleta alega o não pagamento do fundo de garantia e um suposto aumento prometido em contrato, que somariam R$ 6 mil). Desta forma, Oscar está temporariamente livre e pode negociar com qualquer clube. Falou-se em Santos e Corinthians, além de um possível interesse europeu.

Com ou sem razão, o caminho tomado por Oscar no mínimo foi impensado. Primeiro porque o clube do Morumbi deve recuperar os direitos federativos na Justiça, já que garante estar em dia com tudo o que foi prometido. Segundo porque, de grande revelação e futuro camisa 10, o meia passou a um traidor para a torcida são-paulina. Em sites de relacionamento, é possível ver como os tricolores estão surpresos e aborrecidos com o fato.

Talvez esta seja a intenção de Giuliano Bertolucci, empresário ligado a Kia Joorabchian e atualmente gerenciando a carreira do jovem atleta. Com a relação desgastada com a torcida, Oscar não teria ambiente no time e seria vendido com maior facilidade para o exterior. Os dirigentes do Morumbi dizem que o jogador foi mal assessorado, recebendo más influências de pessoas querem negociá-lo e faturar em cima do garoto.

Fato é que a notícia caiu como uma bomba no São Paulo, mostrando que o clube, tido como exemplo, também tem seus vacilos. E acaba sofrendo do mal que tanto causou, atraindo jogadores como Ilsinho e Dagoberto, só para citarmos alguns exemplos.

O caminho escolhido por Oscar, na minha opinião, foi o pior possível. Se havia atraso de pagamento, que falasse com o clube. Jogou fora o status de grande promessa, ou quase um craque, sem ao menos ter feito nada na carreira. Com 18 anos, é um potencial bom jogador, que poderia ser lapidado, chegar a uma Seleção e, aí sim, entrar na Europa com destaque. Como fez Kaká! Como fizeram muitos outros grandes jogadores.

Nas categorias de base do tricolor, Oscar sempre foi tido como o novo Kaká! Mas antes de ser um jogador como o camisa 8 do Real Madrid, é preciso ter caráter e hombridade como o jogador da Seleção que, mesmo xingado pela torcida, saiu de cabeça erguida e dando lucro ao time que o revelou e que tanto investiu em sua formação. Questão de caráter!

A novela só terminará em 2010. Mas a carreira de Oscar no São Paulo está manchada para sempre, seja qual for o veredito da Justiça!


quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Futebol consegue parar o caos cotidiano

Vivemos no mundo onde o tempo passa com muita agilidade, deixando a humanidade apressada para conseguir cumprir seus horários determinados, acabando por abandonar vontades ou desejos a fim de atingir metas e objetivos colocando em segundo plano a qualidade de vida. Porém, neste planeta globalizado existem pessoas que param seus afazeres ou simplesmente encontram algum espaço para assistir uma partida de futebol entre Juventus da Mooca e Nacional.

Esses cidadãos acham uma brecha no cotidiano diário para acompanhar os “pequenos” nos gramados pelo Brasil á fora em plena terça-feira á tarde, atrasando algum compromisso, trocando sua balada ou sono para prestigiar um entretenimento durante horários que esses eventos geralmente não são realizados em grandes praças.

Os fãs destes jogos não seriam atemporais, talvez alguns sejam, porém conseguem conciliar seus compromissos para ir à Rua Javari ver o Juventus, na Comendador Souza ver o Nacional, ir até Guarulhos e ver o Flamengo local, sem esquecer os 100 torcedores que já prestigiaram o Pão de Açúcar (PAEC) diante do Oeste Paulista, no Estádio do Pacaembu, em uma segunda-feira às 15h, pela Série A3 do Paulistão.

Essas pessoas são apaixonadas pelos clubes ou somente pelo futebol? Por tirarem seu tempo escasso em metrópoles caóticas para torcer ou simplesmente observar jogos de times pequenos que ainda despertam atenção?

Tenho um amigo jornalista chamado Rafael Ribeiro, vulgo Luso, que faz peregrinação nas menores partidas e estádios da capital e região metropolitana de São Paulo, por gostar do clima saudosista deste tipo de evento. Quando viajou à Argentina assistiu “jogos undergrounds” entre Quilmes e Banfield, clássico metropolitano de Buenos Aires, além do Atlético de Rafaela, clube da cidade de Santa Fé e da segunda divisão local, presenciando fanatismo dos adeptos que cantavam se pendurando no alambrado, pelo prazer de conhecer agremiações diferentes das assistidas pela televisão, mesmo sendo torcedor fanático do San Lorenzo de Almagro.

Outro exemplo prático é o Palestra de São Bernardo, clube de origem italiana fundado em 1º de Setembro de 1935, move em suas partidas dezenas de torcedores para o Estádio 1º de Maio, mesmo nunca ter estado na primeira divisão do Campeonato Paulista, alcançando apenas a Série A2, e atualmente disputando a última divisão (conhecida como A4 ou Segundona).

A paixão pelo time levou cerca de 70 adeptos ao estádio, em 2007, para assistir Palestra x Barcelona de Ibiúna, sob forte garoa às 10h da manhã em pleno domingo. A torcida organizada “Loucos do Palestra” estendeu sua faixa no alambrado, jovens que mal chegaram em casa da balada estavam presentes, assim como quem vos escreve; senhores de idade, casais, homens e até mulheres solteiras deixaram suas camas quentes, driblaram o sono e o frio para prestigiar seu clube de coração, mesmo torcendo para outro grande da capital, porque estar ali, naquele momento, sentiam uma sensação de prazer.

O time precisava ganhar e torcer por um tropeço do Guarujá para se classificar à próxima fase. O jogo foi truncado. Os fãs realizavam apoio incondicional durante os 90 minutos, mesmo quase todos estarem molhados pela chuva. Após um contra-ataque o Palestra fez 1 a 0. O placar terminou assim, porém o Guarujá venceu o seu jogo e ficou com a vaga. Não havia sentimento de tristeza ou rancor por eles terem saído de suas casas para ver uma agremiação pequena fracassar na competição. Existia para aquelas pessoas o sentimento do dever cumprido.



quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Na tarde de domingo..

..muitos torcedores, por volta das 16h55, estarão ansiosos, roendo unhas, gritando hinos, xingando juízes e adversários, concentrados. Imagina a hora que o apito inicial soar em dez estádios em oito estados diferentes! O coração vai querer subir do peito para a boca, para espiar cada lance...

Tem torcida que não vê em seu clube chance maior do que fazer parte do melhor campeonato da Terra. Sejam os fiéis corinthianos, os esmeraldinos goianos, os entristecidos sportistas e, por que não, os calmos vitorianos da Bahia.

Em dois lugares especiais a luta será dupla. No ABC paulista, temos aficcionados andreenses contra os pernambucanos de capibaribe. Quem perder, cai. Se empatar, morrem abraçados. Em um jardim da Barra Funda, os desacreditados palmeirenses pegam os frustados atleticanos, tão rivais de outro Palestra Itália. Quem perder, está fora da Libertadores. O título já lhes parece distante, mas a esperança é a última que apita.

Ainda na ponta, teremos os colorados do sul na não mais tão temida ilha do retiro, sonham com um milagre daqueles bem fáceis de acontecer. São 30 anos de jejum, acumulados aos 17 de flamenguitas e 15 de parmeristas, temos 62 anos sem títulos. Os líderes são paulinos terão vida dura, mas estão há um empate de seu quarto título seguido. Em Campinas, Fenômeno vs Imperador. O clássico das multidões vai definir o que os rubro negros irão conseguir.

Imaginem cada anúncio no estádio. Gol de tal, no lugar tal. E a cabeça vai fazer contas. E haverá comemorações e lamentos. E pessoas reclamando de entregas e agradecendo comprometimentos.

Teremos futebol domingo. Daqueles de fazer sofrer até quem não disputa mais nada, a não ser a honrosa glória de vencer mais uma partida. Quer mais louro que isso? Espero que domingo todos vamos torcer, e torcer muito, seja pelo(s) time(s) que for(em).

Ah, domingo de futebol onde se deve assistir futebol, no estádio!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

No lugar de Henry, o que você faria?

Eram jogados 13 minutos do primeiro tempo da prorrogação. A bola foi alçada na área. Passou por todos os jogadores e sairia pela linha de fundo. Sairia. Porque Thierry Henry não deixou. O experiente atacante dominou com mão e, mesmo assim, a bola iria pela linha fundo. Desta forma, o francês tocou outra vez com a mão. Com a bola controlada, Henry cruzou para o zagueiro Gallas marcar.

O jogo entre França e Irlanda, válido pela repescagem europeia para a Copa do Mundo de 2010 ficará na história. Não por lances brilhantes, gols bonitos ou jogadas antológicas. E sim pela mão descarada de Henry (foto), que colocou a França no próximo Mundial, frustrando o sonho irlandês de voltar ao torneio.

Após a jogada, as críticas desabaram sobre o atacante do Barcelona. Ministros franceses e irlandeses declararam que a partida deveria ser realizada novamente. Questão de justiça. O próprio Henry disse que o ato foi impensado e, se pudesse voltar no tempo, teria evitado o lance ou, ao menos, teria se denunciado ao árbitro.

O árbitro, por sua vez, não tinha como ver o lance. Estava totalmente encoberto. O auxiliar também estava longe. O juiz poderia ter percebido que a reação dos irlandeses não era normal, a ira com que reclamavam denunciava que havia tido algo de errado. Mas ele não poderia voltar atrás.

Então, quem culpar? O árbitro não viu, Henry não pensou antes de agir e a trapaça estava feita. Como punir? Voltar o jogo? Não parece justo. A realidade do jogo seria outra e, muito provavelmente, a França venceria novamente. Então, como proceder?

A polêmica é grande e divide a opinião pública. Está na hora do futebol utilizar imagens para esclarecer lances difíceis? Eu, particularmente, acho que já passou da hora. É muito dinheiro, muitro trabalho, muita paixão, de muita gente, envolvidos em um jogo que pode ser burlado tão simplesmente.

Alguns dos amantes do esporte dizem que isso tiraria o romantismo, a essência do futebol. Em partes, eu concordo. E mais, respeito a opinião. Mas acho que o mundo do futebol se profissionalizou, virou negócio. Está na hora de evoluir em mais este quesito!

Mas que 90% das pessoas fariam a mesma coisa que Henry, fariam. É automático! Não serve de desculpa, mas é um atenuante.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ficou feio, STJD!

Não é de hoje que a decisões do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) costumam gerar polêmica. Requisição de imagens, julgamentos, suspensões e recursos, beneficiando e prejudicando os mais diversos times brasileiros. Mas dessa vez ficou feio.

As expulsões de Borges (foto), Dagoberto e Jean complicaram o São Paulo contra o Grêmio. Depois, contra o Vitória. Mas não foi apenas isso. No julgamento de ontem, o STJD puniu os três jogadores com a mesma pena: três partidas de suspensão. Como já cumpriram uma, voltam à campo apenas na última rodada do Brasileirão.

As punições foram polêmicas. Deles, Borges era quem merecia suspensão, afinal, agrediu com socos o volante Túlio. Para ele, era esperada uma pena maior que três partidas. Dagoberto fez uma falta de jogo, onde recebeu o cartão vermelho direto. No julgamento, esperava-se apenas uma partida de suspensão. No máximo duas, porque o palmeirense Vágner Love recebeu esta sentença em jogada semelhante. Três jogos, no entanto, foi exagero.

O caso de Jean é ainda pior. Foi expulso por uma falta normal, de jogo. Levou o segundo cartão amarelho e, consequentemente, o vermelho. Não merecia suspensão alguma. Quanto mais três jogos. Faltas iguais à dele têm aos montes, todos os jogos.

A coincidência é que, no domingo, o São Paulo enfrenta o Botafogo, que corre risco de rebaixamento. E pior: está na luta pelo título nacional contra o Flamengo, segundo colocado do Brasileirão, dois pontos atrás dos paulistas. Muita coincidência dois cariocas serem beneficiados pelo julgamento. Não é?

E tem mais. O Tricolor perdeu o mando de seu último jogo, contra o Sport. Isso porque um jovem, que sonha ser jogador de futebol, invadiu o gramado no jogo contra o Inter. A punição não é errada, desde que haja critérios.

O Flamengo, por exemplo, teve um caso semelhante, quando um torcedor invadiu o gramado no jogo contra o Santos. O Atlético-MG também passou pelo mesmo problema. E, em nenhum dos dois casos, houve punição. Apenas com o São Paulo. Muito estranho!

Pelo andar da carruagem, é bom o São Paulo jogar MUITA bola nestas últimas três partidas, senão ficará sem o inédito tetra seguido.

Ah, e só para constar. O Flamengo tem um belo time, com Adriano e Petkovic jogando demais. Merece o título, se o conseguir. Mas com um time tão bom, não precisa de ajudas externas para lutar pela taça!

Mas deixa isso pra lá. Não vou escrever muito senão vou pegar 3 posts de suspensão e só volto a escrever em 2010!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Passaporte carimbado

O amistoso entre Brasil e Inglaterra, no último sábado, nada valia. Pelo menos em questão de pontos ou competições. Mas para um jogador, em especial, a partida pode ter sido a mais importante do ano.

O atacante Nilmar (foto), autor do gol da vitória brasileira, parece ter carimbado sua ida à Copa de 2010, na África do Sul. Principal opção ofensiva, o veloz jogador infernizou os defensores ingleses e, além do belo gol de cabeça, sofreu um pênalti, desperdiçado por Luís Fabiano.

Nilmar é considerado o reserva imediato de Robinho. O atacante do Manchester City (ING) está machucado e, do banco, viu o companheiro ganhar moral com o técnico Dunga e deve ter ficado preocupado. Sua posição, antes intocável, já está em dúvida.

A partida contra a Inglaterra era considerada um amistoso de luxo e serviria para o técnico Dunga fazer observações em sua equipe. O zagueiro Thiago Silva foi outro que agradou. Seguro nos desarmes e com a categoria de sempre, ganhou alguns pontos com o treinador.

Michel Bastos, pela lateral-esquerda, fez uma boa apresentação, mas ficou longe de encantar. A posição, maior incógnita entre os titulares, anda tirando o sono de Dunga, que faz testes e não consegue achar o jogador ideal para a camisa 6 canarinho.

Se na lateral a falta de jogadores preocupa, o ataque parece ser uma boa dúvida para a cabeça do treinador, que ainda tem o Imperador Adriano entre os seus prediletos para o Mundial do ano que vem.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O sabor de um título

Quarta-feira o Mineirão foi palco da despedida de Juan Pablo Sorín do futebol. O lateral cabeludo, com jeitão brigador decidiu pendurar as chuteiras em um jogo entre seus dois clubes do coração: o Cruzeiro, equipe atual e onde marcou época em sua primeira passagem, e o Argentinos Juniors, local onde foi criado e deu os primeiros passos no futebol.


Mas não é isso que vim falar. Vim falar sobre o sabor de uma conquista, seja ela qual for. Muitos babacas vivem dizendo que "tal título não vale nada, o que vale é Libertadores, Mundial e bibibi". Pura balela!! Título é título. Título é emoção. Título é sentimento. É aquela hora de extravasar, comemorar.

Após sua primeira saída do Cruzeiro, Sorín escreveu uma carta para os torcedores. Nela, ele deixa clara a alegria de ser campeão, mesmo que esse título seja da... COPA SUL-MINAS. Sim. Isso mesmo.

Vale a pena ler.

"Há quatro meses conquistamos a Copa Sul Minas.

Há quatro meses fui embora do Cruzeiro

O texto abaixo escrevi para mim, porém, senti a necessidade de compartilhá-lo com vocês.

Simplesmente para que saibam a importância que tudo isso tem na minha vida.

Simplesmente para seguirmos juntos, apesar da distancia.

Hoje, estréio em meu novo time.

São muitas as expectativas e as vontades de sempre, mas esperando um dia retornar a minha segunda casa.

15:58 hs – Banderas en tu corazón (Bandeiras no teu coração)

Setenta e cinco mil caras esperando ver o Cruzeiro campeão.

Saímos rodeados de mascotes e crianças, que nos acompanham sempre com um sorriso.

Pegamos forte e corremos para o gramado.

Uma olhada rápida, mãos para o alto e as primeiras emoções.

Não é comum e é até anormal muitas camisas argentinas, celestes e brancas, no Brasil todas sentimentalmente distinguíveis.

Chegam as placas de homenagem.

Primeiro, do presidente.

Depois, da Máfia Azul e logo uma camisa inesquecível com o meia dúzia nas costas, assinada por todos os funcionários do clube.

A melhor homenagem, da cozinheira ao roupeiro, os encarregados da limpeza, até meus colegas, médicos, técnicos...

Vale ouro! Vale mais suor, ainda!

Sorteio a moeda da Fifa.

Deu branco e ganhei.

No segundo tempo, atacaremos junto ao grosso da nossa torcida.

Antes de começar toca o hino brasileiro.

Todos cantam e eu não. Procuro minha companheira e concentro-me em silêncio.

Observo a torcida e na arquibancada há uma bandeira argentina.

Que orgulho! Não posso acreditar. Onde estão meus amigos do bairro para contar-lhes?

Jogam balões para os céus com meu rosto estampado numa bandeira vertical.

É minha despedida, a parte da final. Contenho as lágrimas, soa o apito.

16h20 - Sarando as feridas

Meu Deus! Um choque forte, toco a sobrancelha.

Sangue. Puta que pariu! De novo?

Quarto corte na cabeça em dois anos e meio.

Queria jogar e o juiz reserva "canarinho" disse-me que não!

Quase pede minha substituição e disse-me que há muito sangue.

Peço-lhe por favor. Hoje, não me deixes de fora, irmão!

Ele não entende bem, mas me permite entrar e lá vou eu como um "papai smurf".

Serão seis pontos no intervalo, 0 a 0, com uma bola na trave e um susto forte.

17h40 - Oh meu pai, eu sou Cruzeiro meu pai...

Tira a camisa! Tira a camisa!

Parece uma bola perdida, mas sei que o Ruy vai ganhá-la.

O "cabeção," meu amigo e parceiro de quarto, vai tocá-la por um lado e buscá-la pelo outro (fez uma gaúcha, berra o locutor).

Entra na área e só rola para trás.

Não sei o que faço aí, a não ser confiar nele.

Não sei o que faço senão ir além do sonho da despedida e não há tempo para pensar.

Com três dedos e meio esquisitos de prima, com a sempre canhota bendita e a rede se mexe, é o mundo que explode, vem o delírio, a festa...

Não pode ser real. As cabecinhas que pulam descontroladas, a camisa voando na mão e um grito eterno, inesquecível, uma dança especial.

17h55 - Ah, eu tô maluco!

Bicampeão!

Faltam segundos e não existe sensação comparável como a de ser campeão.

Nos olhamos cúmplices com o Cris e rimos da conquista depois do esforço.

Somos irmãos, somos um punhado azul de raça inquebrantável, enquanto o pessoal na arquibancada baila, grita, goza e por fim estoura com o final.

Escuta-se um estrondo inconfundível.

Um abraço, dois, um milhão, a correria perdida, louca, entre pulos, festejos com cada companheiro, Toninho, Valdir, Tita e Bolinha, todos malucos.

De repente um cara me leva nas costas e damos a volta olímpica.

Não quero que isso termine e penso se pudesse parar o tempo nesse instante, mas não posso.

E aí, vou dando-me conta que também é o final para mim, que estou indo embora do meu time, da minha cidade, da minha gente.

Então, vem a enorme emoção e comemoro como sempre, desenfreado, sem limites, como se fosse a última vez.

Comemoro e cumprimento cada canto do maravilhoso Mineirão.

Despeço-me e quero abraçar a todos.

Quero que dêem a volta conosco, quero dizer-lhes que eles não sabem como necessitamos de todos aqui dentro.

Vejo as faixas e ainda não acredito.

Vejo os rostos de alegria e até hoje nada sai da minha mente.

Depois de tudo, a surpresa com a presença de minha mãe exatamente no Dia das Mães e é impossível não chorar. Finalmente, recebo a Copa tão desejada.

É bonito ser capitão.

É grandioso ser capitão do Cruzeiro e ser campeão.

Levantamos a taça, desfrutamos e saímos a oferecer aos milhares que estavam por todas as partes até o cansaço.

Imagino Minas.

Imagino Belo Horizonte.

Tudo se acaba e não podia ser tão perfeito.

Será que sonhei?

Nem um sonho seria tão incrível.

Estou partindo e pensando se algum outro dia serei tão feliz!"


Juan Pablo Sorín

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Comprometimento zero!

Que o atacante Borges (foto) não ficará no São Paulo em 2010 todo mundo sabe. Agora a dúvida para dirigentes, comissão técnica e torcedores é simples: como terminar o ano de 2009 sem grandes danos à relação clube-jogador?

Ontem, contra o Grêmio, o camisa 17 entrou no segundo tempo, no lugar do apagadíssimo Washington, e parecia estar com vontade. Aliás, vontade até demais. Em poucos minutos, levou cartão amarelo por uma entrada forte e, em seguida, foi expulso por agredir o volante Túlio.

O cartão vermelho desestabilizou o Tricolor paulista que, com um a menos, passou a se defender. O São Paulo ainda teve Dagoebrto e Jean expulsos. Mas ambos, diga-se de passagem, têm crédito com a torcida por estarem jogando bem.

Já o caso de Borges é mais complexo. O jogador anda sendo alvo de muitas especulações. Para uns, já tem um pré-contrato assinado com o rival Corinthians. Para outros, foi procurado pela Traffic, parceira do não menos rival Palmeiras. Outros bancam a ida do atacante para o próprio Grêmio.

O fato é que a cabeça do ex-matador, hoje apenas mais um reclamão, está longe do Morumbi. Independente do destino do atacante, é imprudente colocá-lo em campo. O jogador, que nunca foi unanimidade entre os torcedores, hoje é rejeitado pela imensa maioria. Cada erro será encarado como falta de vontade e, principalmente, de comprometimento.

Nesta reta final de Brasileirão, cada detalhe será importante e, por isso, não consideraria Borges uma opção para o São Paulo. Aliás, nem Borges e nem Hugo, que é outro que deixa o time no final do ano.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Reencontro em grande estilo

O meia Kaká se reencontrou ontem com a torcida do Milan, seu ex-clube. O brasileiro, atualmente no Real Madrid, jogou pela primeira vez no estádio San Siro sem vestir a camisa vermelha e preta.

E a torcida italiana, como já era de se esperar, recebeu Kaká como um verdadeiro ídolo. Cantou a música do antigo camisa 22, levou faixas e aplaudiu o jogador, que foi campeão da Champions League e do Mundial Interclubes com o Milan.

Na partida, válida pela fase de grupos da competição europeia, o time italiano ficou no empate com o Real Madrid, por 1x1. Pelos espanhois, marcou o atacante Benzema, após jogada do próprio Kaká e valha do goleiro Dida. Quem empatou para o Milan foi o também brasileiro Ronaldinho Gaúcho, de pênalti.

Vale lembrar que Kaká havia prometido não comemorar caso marcasse contra seu ex-clube. Pelo jeito, a relação de amor entre o brasileiro e o Milan ainda é grande!